Um Antropólogo em Marte

de Oliver Sacks
Editor: Relógio D'Água, abril de 1996 ‧

Mais do que nos seus livros anteriores, Oliver Sacks situa-se aqui no cruzamento da biologia e da biografia. Para ele os doentes são pelo menos tão importantes como as doenças, que por vezes suscitam novas capacidades, como no caso do artista a quem um acidente faz perder o sentido das cores e encontra novas possibilidades criativas a branco e negro. Mais do que uma galeria de casos clínicos, os sete capítulos do livro são outras tantas histórias em que os doentes, que o autor foi procurar no seu meio habitual, surgem como viajantes por terras desconhecidas. «A maior parte das vezes sinto-me como um antropólogo em Marte», diz no final do livro a autista Temple Grandin, reconhecendo a sua dificuldade em compreender algumas das emoções humanas. Uma afirmação que o próprio autor poderia fazer sua.

Um Antropólogo em Marte

de Oliver Sacks

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727083039
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: abril de 1996
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 382
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Antropologia
EAN: 9789727083039
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Oliver Sacks

Oliver Sacks (9 de julho de 1933) foi um neurologista, historiador da ciência e escritor britânico. Nascido em Londres, Sacks licenciou-se em medicina em 1958 no The Queen's College, Oxford, antes de se mudar para os Estados Unidos, onde passou a maior parte da sua carreira. Fez o internato no Mount Zion Hospital, em São Francisco, e completou a especialização em neurologia e neuropatologia na University of California, em Los Angeles.
Mais tarde, exerceu funções como neurologista na unidade de cuidados continuados do Beth Abraham Hospital, no Bronx, onde trabalhou com um grupo de sobreviventes da epidemia de encefalite letárgica ("doença do sono") dos anos 1920, que permaneciam incapazes de se mover autonomamente durante décadas. O tratamento desses pacientes deu origem ao seu livro Despertares, publicado em 1973, posteriormente adaptado ao cinema em 1990, num filme protagonizado por Robin Williams e Robert De Niro que foi nomeado para os Óscares.
Os seus outros livros foram coleções de estudos de caso de pessoas - incluindo dele próprio - com perturbações neurológicas. Publicou também centenas de artigos, tanto científicos como textos destinados ao grande público, sobre doenças neurológicas, história da ciência e história natural.
O The New York Times descreveu-o como o "poeta laureado da medicina contemporânea" e "um dos grandes escritores clínicos do século XX".
Algumas das suas obras foram adaptadas para peças de teatro por dramaturgos de renome, longas-metragens, curtas de animação, ópera, dança, artes plásticas e obras musicais de tradição clássica.
O seu livro O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu, que relata casos clínicos de alguns dos seus pacientes, serviu de base a uma ópera com o mesmo nome. A série televisiva Mentes Brilhantes é inspirada na sua vida.
Médico e observador excecional da condição humana, Sacks nunca perdeu de vista o foco essencial da medicina: o ser humano sofredor, fragilizado e em luta.
Morreu a 30 de agosto de 2015.

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