SINOPSE
Nasceram de uma afirmação do filósofo britânico Peter Geach: "Talvez um homem possa perder a sua última chance quando é novo, e depois viver até ser velho: viver contente e sentir-se em casa no mundo, mas aos olhos de Deus estar morto."
Quem nos salva da possibilidade de, cedo na vida, nos termos desperdiçado? Este tríptico reflecte sobre este desperdício, tomando a vida de três homens.
Três homens, encarnações do desespero perante perguntas a que a História não responde. Celestino, um traficante de escravos de regresso a casa, emparedado num jardim, em A Visão das Plantas; Boa Morte da Silva, arrumador de carros, ex-combatente da Guerra Colonial, deixado à sua sorte numa rua de Lisboa, em Maremoto; Bruma, duplo fantasioso do escudeiro negro que lia histórias ao pequeno Eça de Queiroz, em Bruma.
As vidas de Celestino, Boa Morte da Silva e Bruma esfumam as certezas e abraçam as contradições. Fantasmas guardados dentro dos livros, alegorias da escrita e da leitura, que estas Três Histórias tentam fazer regressar ao nosso espanto.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897831935 |
| Editor: | Relógio D'Água |
| Data de Lançamento: | novembro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 155 x 235 x 21 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 264 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Ficção Portuguesa |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
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Contos
|
| EAN: | 9789897831935 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Obra notável
João Manuel Vintém
Três histórias com um elo comum: o passado de cada pessoa marca sempre o seu presente e o seu futuro. As circunstâncias da vida moldam as personalidades, para o bem e para o mal. Esta obra que reúne três novelas afirma-se como uma só obra de grande qualidade.
Três histórias para não esquecer
Manuela Cunha
Três histórias, três homens e temas como a escravidão, tráfico de escravos e a Guerra Colonial. Podem os homens que cometem atrocidades viver e morrer descansados, a tratar de um jardim, por exemplo, como o Celestino? Como será carregar esse fardo da culpa, da consciência e do passado sujo de sangue, como o Boa Morte, e viver do que se escreve a uma filha que nunca o vai ler? E como é que Bruma é mais livre que um homem verdadeiramente livre? Gostei de todas as três histórias mas ´´Maremoto´´ entranhou-se mais, talvez porque a geografia faz parte de um quadro ´´familiar´´que vemos diariamente, sem nunca sabermos que histórias guardam os Boa Morte e as Fatinhas com os quais nos cruzamos na rua.
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