Tratado de Ateologia

de Michel Onfray
idioma: português do brasil
Editor: wmf Martins Fontes, abril de 2021 ‧
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«Em nenhum lugar desprezei aquele que acreditava nos espíritos, na alma imortal, no sopro dos deuses, na presença dos anjos, nos efeitos da prece, na eficácia do ritual, na legitimidade das encantações, no contato com os loas, nos milagres com hemoglobina, nas lágrimas da virgem, na ressurreição de um homem crucificado, nas virtudes dos cauris, nas forças xamânicas, no valor do sacrifício animal, no efeito transcendental do nitro egípcio, nas moinhas de preces. No chacal ontológico. Em nenhum lugar. Mas em toda a parte constatei o quanto os homens fabulam para evitar olhar o real de frente. A criação de além-mundos não seria muito grave se seu preço não fosse tão alto: o esquecimento do real, portanto a condenável negligência do único mundo que existe. Enquanto a crença indispõe com a imanência, portanto com o eu, o ateísmo reconcilia com a terra, outro nome da vida.»

(M.O)

Tratado de Ateologia

de Michel Onfray

Propriedade Descrição
ISBN: 9788578277659
Editor: wmf Martins Fontes
Data de Lançamento: abril de 2021
Idioma: Português do Brasil
Dimensões: 142 x 210 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 214
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Michel Onfray
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9788578277659

SOBRE O AUTOR

Michel Onfray

Michel Onfray (1959) nasceu na Normandia e passou parte da sua infância num orfanato, tendo recebido instrução numa escola católica, «essa fornalha viciosa», como mais tarde lhe chamou. Doutorou-se em Filosofia e enveredou pela carreira docente. Foi professor do secundário no liceu técnico de Caen até 2002, altura em que renuncia ao ensino público para criar a Universidade Popular de Caen, com o propósito de ali ensinar uma «contra-história» da filosofia. Autor de inúmeros livros, Michel Onfray desenvolveu uma teoria do hedonismo que propõe a reconciliação do homem com o seu corpo, uma máquina sensual, e uma ética fundada na estética. Admirador de Nietzsche, define-se como «freudo-marxista». Ostenta um ateísmo sem concessões e considera que o cristianismo é indefensável.

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