O Tempo dos Mágicos
A grande década da Filosofia (1919-1929)
SINOPSE
O ano é 1919. O horror da Primeira Guerra Mundial ainda está fresco na memória dos protagonistas de O Tempo dos Mágicos, todos eles num momento crucial das suas vidas e prestes a experienciarem um surto de criatividade sem precedentes na história da filosofia moderna.
O palco está montado para um grande drama intelectual que se irá desenrolar ao longo da década seguinte. As vidas e as ideias deste extraordinário quarteto filosófico irão convergir à medida que se tornam figuras históricas mundiais. Mas, com a aproximação da Segunda Guerra Mundial, os seus destinos serão muito diferentes.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789724425252 |
| Editor: | Edições 70 |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 233 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 440 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Filosofia
|
| EAN: | 9789724425252 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Extraordinária viagem aos primeiros vinte anos do séc. XX na história da filosofia.
MF
A tentativa de criar um sistema filosófico de "raiz" anda sempre a par com as vicissitudes do seu tempo e com a herança de gigantes passados (quase sempre a destronar). Se para Cassirer a resposta para o labirinto da existência está no entendimento da cultura como estrutura salvífica do homem perdido no abismo da sua própria finitude, para Heidegger, não há fugas ou subterfúgios, afinal 'ser' é estar em trânsito, é estar perdido. E nessa aceitação está a liberdade (e o sofrimento). Já Walter Benjamin é a amostra de vida da incerteza, da ausência de planos, da cedência ao destino, ao acaso - não talvez propositado mas fruto das suas circunstâncias e temperamento. Também ele faz filosofia e poesia à sua maneira. Por fim Wittgenstein - de longe o mais complexo e enigmático dos quatro filósofos apresentados. As suas respostas são não respostas. Para ele há que subir a escada e deitar a escada fora, ficando suspenso num mar de absurdos irremediáveis. Afinal, a lógica absoluta é ela própria absurda. Ainda assim, a sabedoria de permanecer em silêncio nos limites do mundo. Mas nunca deixar de interrogar, apontar para o inefável. Delimitar a linguagem, descobrir os seus limites, paradoxos, possibilidades...e então, aí, problematizar, perceber as questões possíveis, humanas. Não sei se a filosofia deverá ser uma ferramenta para atingir a paz do pensamento mais que uma ferramenta de agitação de certezas. Certezas essas, afinal, demolidoras. Porque cada "ismo" limita, destrói, outro universo. Assim, talvez a filosofia mais verdadeira seja aquela que deixa espaço para a vida em toda a sua complexidade. Que não exclui o sujeito, que não divide entre conhecedor e conhecido, objeto e agente. Uma fenomenologia para lá da lógica e das razões "puras". A abertura do olhar à espantosa realidade do mundo, o espanto que não morre - isso é filosofia.
Guerra e filosofia
Filipe Moreira
Um documento de como a guerra influenciou a filosofia e o desenvolvimento pessoal de Walter Benjamin, Martin Heidegger, Ludwig Wittgenstein e Ernst Cassirer que viriam a desempenhar um papel revolucionário no contexto académico e cultural.
Muito interessante!
Nuno Carvalho
Livro extremamente agradável que nos guia de forma elegante e fluida pelas biografias de Heidegger, Wittgenstein, Benjamin, Cassirer ao mesmo tempo que explica os pontos fundamentais da filosofia de cada um. Leitura muito boa para quem quer saber mais sobre filosofia do sec XX de uma forma prazeirosa e não técnica
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