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Titanic

de Benjamin Fondane
Editor: VS. Editor, maio de 2026 ‧
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«De todos os lados a vida explode, de todos os lados
palavras, gritos, bailes, cascas
e luzes arrastam os seus vestidos de gala
— quem verterá esta noite no gargalo das noites?

Eis que o trabalho escorre das goteiras humanas
as sirenes das fábricas cessaram de agitar o nosso sangue,
liberdade, uma mulher avança diante de nós como uma ilha,
uma ilha flutuante logo devorada pelos nevoeiros
e o barco afasta-se com as suas músicas extravagantes,
de uma solidão para outra há apenas uma rua
uma rua como todas as ruas com homens desgastados,
grávidos de um certo mal antigo que não se perdoa […]»

Titanic

de Benjamin Fondane

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899105386
Editor: VS. Editor
Data de Lançamento: maio de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 214 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 86
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789899105386

SOBRE O AUTOR

Benjamin Fondane

Benjamin Fondane, filho de pai comerciante e mãe originária de uma família intelectual judaica, nasceu em Iasi, na região da Moldávia, em 1898. Começou a publicar poemas em revistas com apenas 14 anos, e, pouco mais tarde, traduções suas de poemas em iídiche. Escreveu ativamente na imprensa judaica e romena até 1923. Em dezembro desse ano, mudou-se para Paris, cidade fervilhante de cultura e escapatória (por pouco tempo) para as perseguições anti-semitas que ocorriam na Roménia.
Em 1938, naturaliza-se francês. Pouco depois, rebenta a Segunda Guerra Mundial, e, em 1940, é feito prisioneiro de guerra por parte dos alemães, mas acaba por ser libertado por questões de saúde.
Na França ocupada, recusa marcar-se com a cruz amarela. Entretanto, conhece Emil Cioran, no qual exerce uma influência decisiva para o desvio das suas juvenis simpatias para com o fascismo. Em 7 de março de 1944, no seguimento de uma denúncia, Fondane e Line são detidos e levados para o Campo de Drancy. Aciona-se uma pressão (por Emil Cioran e Stéphane Lupasco, de entre outros) para a sua libertação, a qual é aprovada, com o argumento de ser «esposo de uma ariana». Mas não se consegue nada em relação à irmã, e Fondane recusa-se a abandoná-la. São então ambos deportados para Auschwitz em 30 de maio. Line será a primeira a morrer. Fondane sobrevive-lhe alguns meses, durante os quais, nos momentos de liberdade, cimenta amizades em discussões sobre poesia e filosofia.

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