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Tirano Banderas

de Ramón Del Valle-Inclán
Editor: Teodolito, março de 2012 ‧
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Tirano Banderas. Romance de terra quente constitui o ponto mais alto da magnífica obra romanesca de Valle- Inclán, figura ímpar na moderna literatura espanhola. Sobre o pano de fundo de uma América Latina cheia de colorido e violência, destaca-se a figura de um ditador, Tirano Banderas, que, antecipando-as, é um verdadeiro arquétipo de idênticas figuras que vão ocupar um lugar central nas obras de García Márquez, M. Angel Asturias, Vargas Llosa, Alejo Carpentier, J. Eustasio Rivera, Roa Bastos e tantos outros autores latino-americanos.

«Com Tirano Banderas, subintitulado ‘Romance de Terra Quente’, Valle-Inclán antecipa os ambientes, as personagens e os enredos de que irá alimentar-se o romance latino-americano do século XX. Os tiranetes locais, com o grande tirano à cabeça, as relações de poder entre colonizadores e autóctones e, sobretudo, aquilo a que, por facilidade, se chamaria atmosfera (onde cabem as descrições paisagísticas, o registo do calor húmido e dos seus efeitos na humanidade e os espaços que oscilam entre a festa tradicional e o deboche) são, neste romance de 1926, marca de água de uma linguagem que assenta no rigor, mas que nunca perde de vista a superação, a reinvenção e, sobretudo, o delírio tropical.»
Sara Figueiredo Costa, Time Out

Tirano Banderas

de Ramón Del Valle-Inclán

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899747470
Editor: Teodolito
Data de Lançamento: março de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 162 x 237 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 264
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899747470

SOBRE O AUTOR

Ramón Del Valle-Inclán

Ramón del Valle-Inclán nasceu em Vilanova de Arousa, (Pontevedra), em 1866, numa família da aristocracia galega com convicções liberais. Frequentou o curso de Direito na Universidade de Santiago de Compostela, sem, no entanto, o concluir. Em Madrid, para onde vai em 1890, inicia a sua atividade literária, escrevendo contos e artigos para a imprensa. Viajou para o México em 1892. E em 1895 publica o seu primeiro livro, Femininas. Instala-se em Madrid em 96-97, no tumulto daqueles anos em que desponta um século novo, por entre a boémia, a rebeldia, a febre modernista, as tertúlias literárias fervilhantes de inovações. É ferido num duelo com Manuel Bueno, e sofrerá, em consequência dessa ferida, a amputação do braço esquerdo. Vai publicando contos, traduções, artigos até que, em 1902, publica Sonata de Outono<7i>, iniciando uma das mais inovadoras obras literárias de Espanha, reconhecida internacionalmente. Seguem-se as demais Sonatas [de Verão (1903), de Primavera (1904) e de Inverno (1905)] e, com elas, a invenção de uma personagem, o Marquês de Bradomín que ombreia com os grandes mitos da literatura clássica, como Don Juan. Depois do seu casamento com a atriz Josefina Blanco, escreve para o teatro a série Comedias Bárbaras [Àguila de Blasón, [1907, Romance de Lobos, 1908, Cara de Plata, 1909), amplo panorama social onde começa a desenhar-se a deformação dramática que irá caracterizar a sua obra posterior. Foi professor na Academia de San Fernando (1916). E será em 1920 que publica, entre outras peças, Divinas Palavras e Luces de Bohemia, o seu primeiro esperpento, termo que inventou para designar a sua peculiar maneira de deformar o mundo ("os heróis clássicos refletidos num espelho côncavo dão o esperpento", escreve), mordaz, dramática, grotesca. Continuará a escrever teatro, sendo mundialmente representadas as peças que recolheu em Martes de Carnaval (Los Cuernos de Don Friolera, de 1925, Las Galas del Difunto, (1926), La Hija del Capitan (1927). De 1926 é o seu romance mais célebre, Tirano Banderas, retrato de uma ditadura sul-americana que viria a influenciar toda a literatura posterior. A instauração da República em 1931 trouxe-lhe algum reconhecimento público, e chegou a ser presidente do Ateneo de Madrid (1932). Morreu em Santiago de Compostela, aos 69 anos, em 1936. É por muitos considerado o maior dramaturgo espanhol do século XX.

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