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Luces De Bohemia

de Ramón Del Valle-Inclán
idioma: espanhol
Editor: Editorial Edaf, S.L., setembro de 2017 ‧
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Luces de bohemia es la descripción trágica del viaje dantesco que, saliendo de su casa, recorre Max Estrella por los infi ernos de la vida madrileña hasta su retorno al hogar, sin que consiga volver al domicilio donde lo esperan su mujer y su hija. Por la sucesión de escenas, de brochazos, Max Estrella camina, avanza hacia su agonía refl ejando la miseria del entorno, de una sociedad mezquina, egoísta, que solo vive para la vanidad, para el ejercicio despótico del poder o para la supervivencia. Pasa de un decorado a otro: los lugares que recorre, en los que se asienta, visita o muere, exponen la visión carnavalesca de la sociedad española, su descripción más honda, porque el espejo cóncavo reverbera el escarnio que signifi ca España para Max y para cuantos lo rodean. Para describir esa verdad profunda que subyace bajo la apariencia de los sucesos, Valle-Inclán utiliza un lenguaje exclusivo en el que alterna la burla del lenguaje consagrado, literario, y lo trufa con el habla popular, con la «lengua baja» de hablas que tan pronto se impregnan de mexicanismos, de americanismos, como de términos procedentes del caló o voces extraídas de los bajos fondos madrileños en un panorama de cuadros alternativos y arbitrarios. Es el triunfo del guiñol, la farsa, lo estrafalario y lo grotesco: es el esperpento.

Luces De Bohemia

de Ramón Del Valle-Inclán

Propriedade Descrição
ISBN: 9788441437197
Editor: Editorial Edaf, S.L.
Data de Lançamento: setembro de 2017
Idioma: Espanhol
Dimensões: 131 x 210 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 256
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Literatura > Romance
EAN: 9788441437197

SOBRE O AUTOR

Ramón Del Valle-Inclán

Ramón del Valle-Inclán nasceu em Vilanova de Arousa, (Pontevedra), em 1866, numa família da aristocracia galega com convicções liberais. Frequentou o curso de Direito na Universidade de Santiago de Compostela, sem, no entanto, o concluir. Em Madrid, para onde vai em 1890, inicia a sua atividade literária, escrevendo contos e artigos para a imprensa. Viajou para o México em 1892. E em 1895 publica o seu primeiro livro, Femininas. Instala-se em Madrid em 96-97, no tumulto daqueles anos em que desponta um século novo, por entre a boémia, a rebeldia, a febre modernista, as tertúlias literárias fervilhantes de inovações. É ferido num duelo com Manuel Bueno, e sofrerá, em consequência dessa ferida, a amputação do braço esquerdo. Vai publicando contos, traduções, artigos até que, em 1902, publica Sonata de Outono<7i>, iniciando uma das mais inovadoras obras literárias de Espanha, reconhecida internacionalmente. Seguem-se as demais Sonatas [de Verão (1903), de Primavera (1904) e de Inverno (1905)] e, com elas, a invenção de uma personagem, o Marquês de Bradomín que ombreia com os grandes mitos da literatura clássica, como Don Juan. Depois do seu casamento com a atriz Josefina Blanco, escreve para o teatro a série Comedias Bárbaras [Àguila de Blasón, [1907, Romance de Lobos, 1908, Cara de Plata, 1909), amplo panorama social onde começa a desenhar-se a deformação dramática que irá caracterizar a sua obra posterior. Foi professor na Academia de San Fernando (1916). E será em 1920 que publica, entre outras peças, Divinas Palavras e Luces de Bohemia, o seu primeiro esperpento, termo que inventou para designar a sua peculiar maneira de deformar o mundo ("os heróis clássicos refletidos num espelho côncavo dão o esperpento", escreve), mordaz, dramática, grotesca. Continuará a escrever teatro, sendo mundialmente representadas as peças que recolheu em Martes de Carnaval (Los Cuernos de Don Friolera, de 1925, Las Galas del Difunto, (1926), La Hija del Capitan (1927). De 1926 é o seu romance mais célebre, Tirano Banderas, retrato de uma ditadura sul-americana que viria a influenciar toda a literatura posterior. A instauração da República em 1931 trouxe-lhe algum reconhecimento público, e chegou a ser presidente do Ateneo de Madrid (1932). Morreu em Santiago de Compostela, aos 69 anos, em 1936. É por muitos considerado o maior dramaturgo espanhol do século XX.

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