Tese sobre Uma Domesticação
SINOPSE
O erotismo, a violência e a imensa ternura habitam os vínculos que unem o casal. Mas ambos vivem acabrunhados pela culpa e por outros infernos secretos.
«Uma só travesti é suficiente para minar os alicerces de uma casa, desfazer os nós de um compromisso, romper uma promessa, renunciar a uma vida», pensa a atriz e protagonista deste romance.
Tese Sobre uma Domesticação é uma história de pactos invisíveis e paixões arrasadoras, em que uma família se agarra a breves momentos de felicidade, sem se aperceber de que foi derrotada no seu desígnio, desde o início.
Tal como o primeiro romance de Sosa Villada, As Malditas, já transformado numa série televisiva, também este Tese Sobre uma Domesticação foi recentemente adaptado ao cinema.
CRÍTICAS
«O livro sobre sexualidade mais importante que li, desde Jean Genet. Versa a amizade, o desejo e a violência. Desafia todos os atuais enquadramentos da política e da literatura. É um fragmento do futuro.»
Édouard Louis
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Camila Sosa Villada constrói uma linguagem que parece saída dos sonhos. Uma sensação literária.»
Rolling Stone
«Este romance desafia as ideias contemporâneas de género, sexualidade e amor.»
The Wall Street Journal
«Um mundo fantástico com partes iguais de violência e ternura. Questiona as ideias contemporâneas de género, sexualidade e amor.»
Wall Street Journal
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895820399 |
| Editor: | Quetzal Editores |
| Data de Lançamento: | março de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 151 x 235 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 232 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789895820399 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Em três palavras: Incomodativo, disruptivo e inesquecível!
Andreia Machado
Esta protagonista é antagonista do que deveria ser a vida de uma travesti no mundo em que ainda vivemos, não aceitando ser vítima (apesar de o ser em vários momentos), uma contrariedade à norma que parece arrogância e frieza. Por outro lado, vemos como cede às limitações impostas pelo preconceito, pela sociedade e também por ela mesma, casando e aceitando uma família o mais heternormativa possível. Durante toda a narrativa observamos a sua resistência à domesticação e refletimos constantemente sobre a ideia da 'normalidade'. Domesticação essa, que é um símbolo de opressão. Sem dúvida que esta é uma personagem com muitas camadas e este livro é uma profunda reflexão sobre muitos temas sensíveis, desde questões de identidade de género, marginalização e laços familiares, fez-me questionar muitas vezes o que é certo ou errado, deixou-me desconfortável, inquieta, perturbada! Acho que por mais livres de preconceitos que sejamos, vamos sempre ficar incomodados em alguns momentos. Esta leitura foi um enorme exercício de empatia para mim porque me mostrou uma realidade totalmente diferente e distante da minha e porque a autora me apresentou uma personagem que numa fase inicial parece intragável, apenas para depois me fazer mergulhar na vida dela, no seu passado e em todas as merdas pelas quais passou, e me deixar em frangalhos. Camila escreve esta história na terceira pessoa, com vários saltos temporais e sem nunca atribuir nomes aos personagens, é crua, gráfica e provocadora, não nos poupa nas descrições explicitas e na linguagem dura, desafia normas e expectativas através da representação dos desejos sexuais dos personagens de todas as idades. A rebeldia dos corpos torna-se um elemento político e de crítica. Leva-nos numa viagem pela complexidade da experiência trans, mostrando-nos a realidade cruel da vida destas pessoas, mas também a sua autenticidade e solidariedade entre elas. «Não era novidade que as travestis se prostituíam para sustentar os irmãos mais novos, para enviar dinheiro pra casa delas, em lugares remotos da província ou para outros países. (...) Tias, mães postiças, madrastas, toda a gente sabia que há muitos, muitíssimos anos, as travestis desempenhavam o papel neste mundo que ninguém podia ou queria desempenhar, nem sequer o estado, o de dar afetos sem nome, sem estatuto, esses afetos inclassificáveis com os quais vivem as travestis. Mães de ninguém, filhas de ninguém, amores de ninguém, vizinhas de ninguém, tias de ninguém.» Para mim esta leitura foi um crescendo de emoções e envolvência, culminando num final intenso e marcante! Considero sem dúvida uma critica social poderosa que convida o leitor à reflexão sobre a pluralidade de existências, à aceitação, tolerância e empatia por todas as realidades. É impossível ficar indiferente, o que aprendi com esta leitura vai ficar comigo para sempre. Numa nota final, alerto para que tenham atenção as gatilhos. Pessoas sensíveis a determinados temas e termos podem não conseguir ler algumas passagens.
mais um título bem conseguido pela autora
tf
É uma obra interessante, visceral e relevante nos dias que correm. existem alguma gratuitidade e voracidade em alguns dos relatos que questiono se podiam estar contados de outra forma. Ainda assim, não deixa de ser mais um título bem conseguido pela autora.
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