Terra da Paciência
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Edições Colibri, dezembro de 2013 ‧
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SINOPSE
«(…) Anda lá, desembucha, palerma… senão levas outra!
Foi a rabuja do sargento, já de mão no ar, perante a estupefacção do bispo, e do acólito. Sancho pigarreou… como se a espinha de um peixe do mar, que nunca vira, e o mais certo seria, jamais lhe pôr a vista em cima, sentir na sua orla, o formigueiro das areias quentes na planta dos pés, receber os salpicos das ondas… talvez aqui neste relato, e por enquanto, que a vida dá muitas voltas, sabe-se lá… assentasse melhor, no engasgo do lanceiro, metáfora condicente com a personagem… olha, carocito de azeitona… seja, faça-se a vontade ao livre arbítrio, de quem encena estas peripécias, em admiráveis ermos interiores… na terra da paciência. (…)
(…) Na terra da paciência, hão-de outro dia, estar dedos calejados e hábeis, encanastrando a prestimosa cestaria… cúmplices, uma vida inteira, de outros, femininos, curvos e doridos… que, neste preciso instante… de aflijo e segredo, seguram firmes o caldeiro, e vão derramando devagarinho, água fervente, na meia barrica, para tempero da que lá habita, pois sendo ela tão escassa, há que lhe dar o melhor proveito: Aonde já se viu…? … aonde… ? … com este bafo apertando a noite… tem a quem sair friorento, o rapaz… bom, bom… mais outro caldeirinho igual a este, e vai ter água morninha pelas barbas… anda, vai chamá-los, e despacha-me esse fogareiro, quero tudo queimadinho… ah… não te esqueças, traz a farpela que os moços vestiam… aqueles camisotes… cor do vinho estragado… marcha tudinho… farrapito, percevejos, pulgas e restante bicheza… nem um se salva, nem um…!. (…)»
Foi a rabuja do sargento, já de mão no ar, perante a estupefacção do bispo, e do acólito. Sancho pigarreou… como se a espinha de um peixe do mar, que nunca vira, e o mais certo seria, jamais lhe pôr a vista em cima, sentir na sua orla, o formigueiro das areias quentes na planta dos pés, receber os salpicos das ondas… talvez aqui neste relato, e por enquanto, que a vida dá muitas voltas, sabe-se lá… assentasse melhor, no engasgo do lanceiro, metáfora condicente com a personagem… olha, carocito de azeitona… seja, faça-se a vontade ao livre arbítrio, de quem encena estas peripécias, em admiráveis ermos interiores… na terra da paciência. (…)
(…) Na terra da paciência, hão-de outro dia, estar dedos calejados e hábeis, encanastrando a prestimosa cestaria… cúmplices, uma vida inteira, de outros, femininos, curvos e doridos… que, neste preciso instante… de aflijo e segredo, seguram firmes o caldeiro, e vão derramando devagarinho, água fervente, na meia barrica, para tempero da que lá habita, pois sendo ela tão escassa, há que lhe dar o melhor proveito: Aonde já se viu…? … aonde… ? … com este bafo apertando a noite… tem a quem sair friorento, o rapaz… bom, bom… mais outro caldeirinho igual a este, e vai ter água morninha pelas barbas… anda, vai chamá-los, e despacha-me esse fogareiro, quero tudo queimadinho… ah… não te esqueças, traz a farpela que os moços vestiam… aqueles camisotes… cor do vinho estragado… marcha tudinho… farrapito, percevejos, pulgas e restante bicheza… nem um se salva, nem um…!. (…)»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896893705 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2013 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 168 x 238 x 28 mm |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896893705 |
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