Teatro Completo

de Sarah Kane
Editor: Campo das Letras, abril de 2004 ‧
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Há autores que podem mudar a realidade. Sarah Kane era um desses autores. O confronto com o implacável criava as suas peças. Sarah Kane tinha de enfrentar o implacável. Só podemos retardar o confronto se estivermos certos de que ele ocorrerá num dado momento. Senão ele esquivar-se-á. Tudo o que Sarah Kane fazia tinha autoridade. Se pensava que o confronto talvez não pudesse ocorrer no nosso teatro - porque está a perder a sua função de compreensão e os seus meios - não podia correr o risco de esperar. Em vez disso, representou-o noutro lugar. Os meios de enfrentar o implacável são a morte, a casa de banho e os atacadores de sapatos. São eles o comentário que ela tinha a fazer sobre a perda de sentido do nosso teatro, das nossas vidas e dos nossos falsos deuses.

Teatro Completo

de Sarah Kane

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726104483
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 133 x 209 x 42 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes de Palco
Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789726104483
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Sarah Kane

Nasceu em Londres a 3 de Fevereiro de 1971, filha de pais jornalistas. BLASTED, a sua primeira peça, estreou em Janeiro de 1995 (no Royal Court Theatre) numa encenação de James Macdonald, PHAEDRA'S LOVE seria a segunda, encomendada pelo Gate Theatre e estreada em Maio em 1996 numa encenação da própria Sarah Kane. Seguiu-se CLEANSED, dirigida por James Macdonald em Abril de 1998 e Crave em Agosto do mesmo ano, escrita sob o pseudónimo Marie Kelvedon e dirigida no teatro Paines Plough por Vicky Featherstone. Encenou, além disso, o WOYZECK de Georg Büchner. Morreu em Londres a 20 de Fevereiro de 1999. Em Julho de 2000 estreou-se 4.48 PSYCHOSIS (no Royal Court) encenada por James Macdonald. Escreveu um argumento para televisão, SKIN (Channel Four/British Screen). A sua obra tem interessado recentemente os mais diversos encenadores, como Peter Zadek, Bernard Sobel, Jean-Marie Patte, Barbara Nativi e Thomas Ostermeier.

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