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Tarrafal

de Gabriel Raimundo
Editor: Chiado Books, dezembro de 2015 ‧
13,00€
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Chega o Nhô Santo Amaro.
O momento estava para a folia retemperadora de nervos.
Calhou a uma segunda-feira o verdadeiro feriado em nome do Protector e do Município. O que não impediu que a disposição para o forrobodó se manifestasse logo na sexta-feira à noite, com as Batucadeiras de Chão Bom na praça da Vila, os fartos dotes naturais de canto e rodopio de ancas em torno, de fazer crescer água na boca dos mirones, uns primeiros reencontros de amigos, um primeiro contacto de almas à espera das noitadas de sábado para domingo e dia que seguiria até ao dia próprio…
Um vaivém de povo em fatiota de estreia, ofuscando até os reluzentes acessórios dalguns patrícios em férias vindos da Amadora, Lisboa, Oeiras, Almada, Barreiro e Setúbal, trocava apertos de mão e sorrisos, falava alto e entrava em todas as portas de lojas abertas, para expulsar das goelas as poeiras acumuladas nos caminhos à volta da Graciosa.
Eis uma amostra do teor do livro de Gabriel Raimundo - Tarrafal, Meu Amor Verdeano - espelhando o carácter festeiro dos Tarrafalenses, o traço de união entre os residentes e os filhos emigrados, a humildade associada à determinação de construírem, de mãos dadas, uma terra cada vez mais cativante.
Um Município povoado de gente hospitaleira, com formoso íntimo, carregando um triste passado comum aos irmãos dos trópicos, mas hoje respirando uma Liberdade dolorosamente conquistada e de mirada afinada num espaço de Progresso, Humanista e Feliz.

Tarrafal

de Gabriel Raimundo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895159505
Editor: Chiado Books
Data de Lançamento: dezembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 216 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 166
Tipo de produto: Livro
Coleção: Viagens na Ficção
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789895159505

SOBRE O AUTOR

Gabriel Raimundo

Gabriel Raimundo nasceu em Abril de 1945 nas abas da Serra da Estrela – Tortosendo, concelho de Covilhã – e ancorou, na orla da lendária Capa Rica (Costa e Charneca de Caparica – Almada) na década de 70.
Entretanto, conheceu Luanda entre 1962 e 64, na área da escrita contabilística e seu ambiente de subtil discriminação racial que o incentivou a aprofundar a vocação literária, vislumbrada na fase das Redações escolares.
A veia da Criatividade deu vazão, a textos poéticos e de prosa, no estrondear da Utopia despoletada no Maio de 68, enquanto exilado político, no seguimento do Não! – ao embarque para a Guiné dita Portuguesa, como Alferes Milano.
Na Cidade-Luz, pugnou pelo esclarecimento civilizacional dos nossos patrícios, designadamente nas páginas do Jornal do Emigrante, na qualidade de Diretor. A urbe inspiradora do Humanismo Universal aproximou-o, de indomáveis lutadores pela implantação da Democracia em Portugal e libertação dos povos, sob o angelical jugo do Império Colonial, telecomandado do Palácio de S. Bento.
Frequentou a Sorbonne, a Alliance Française, e a Universidade de Lovaina, na Bélgica, trabalhou para sobreviver, acreditando sempre na sonhada Revolução… De meados de Agosto de 1973 ao final de Maio de 1974, esteve encarcerado em Salamanca, depois de ter sido surpreendido pela Guardia Civil, mais cinco companheiros, perto da raia de Vilar Formoso, com saudades antecipadas de um Sol – com cheiro a cravos – no país de suas raízes.
Reanimou a Delegação da Covilhã do Jornal do Fundão até aos últimos dias de Dezembro de 1974, altura em que foi mobilizado para Luanda, no período da Descolonização, regressando a Lisboa, depois de cerca de três meses de coexistência com as forças político-militares, empenhadas no polémico processo da Independência de Angola.
No regresso, ainda frequentou a então agitada Faculdade de Direito de Lisboa e, no seguimento de uma enriquecedora experiência como Jornalista profissional, fundou o quinzenário Portugal Cá & Lá e… aterrou em Cabo Verde, onde permaneceu de 1988 a 92, como Formador e Redator do Voz di Povo, sediado na Praia… Foi um tempo de amizades duradouras e também chão de inspiração, para vários livros - e de consolidação da sua costela de Escritor.
A lista de obras – individuais e coletivas – continua a dilatar-se, tal como a sua identificação com os concidadãos que labutam e lutam, choram e riem, nunca perdendo de vista o Sonho, pelo aspirado Mundo Novo em construção insone.

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