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Senhor Presidente

de Gabriel Raimundo
Editor: Chiado Books, dezembro de 2015 ‧
13,00€
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Um cidadão exemplar como o Dr. Asdrúbal Índio depressa alcança o cume social onde, a vida faustosa, assenta no menosprezo para com as aspirações dos munícipes.
A carreira frutuosa do "Senhor Presidente" tornou-se possível, pelo círculo geoestratégico e humano em que lançou a âncora, pela conjugação de raros factores. Assim, no vetusto concelho do Castanhal, o cuco ainda amadura as cerejas e os lobisomens pregam sustos, em vésperas de eleições, bruxas e cartomantes amontoam fortunas mirabolantes e apregoam a existência de ouriços carregadinhos de Euros, nos soutos protegidos pelo Município.
Tudo isto seria obviamente impensável no território de uma autarquia, empenhada no progresso e harmonia das suas gentes, pessoas lúcidas, esclarecidas que dão o contributo possível para o bem-estar comum.
É esta a leitura que eu faço do "Senhor Presidente", este livro de Gabriel Raimundo que nos proporciona nova brisa, na ficção. Um sopro de inquietude pelas dificuldades à nossa volta, porém aqui suavizadas pelo humor e boa disposição do autor.

Margarida Luna de Carvalho
Presidente da Junta de Freguesias de Charneca de Caparica e Sobreda

Senhor Presidente

de Gabriel Raimundo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895159482
Editor: Chiado Books
Data de Lançamento: dezembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 221 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 172
Tipo de produto: Livro
Coleção: Viagens na Ficção
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789895159482

SOBRE O AUTOR

Gabriel Raimundo

Gabriel Raimundo nasceu em Abril de 1945 nas abas da Serra da Estrela – Tortosendo, concelho de Covilhã – e ancorou, na orla da lendária Capa Rica (Costa e Charneca de Caparica – Almada) na década de 70.
Entretanto, conheceu Luanda entre 1962 e 64, na área da escrita contabilística e seu ambiente de subtil discriminação racial que o incentivou a aprofundar a vocação literária, vislumbrada na fase das Redações escolares.
A veia da Criatividade deu vazão, a textos poéticos e de prosa, no estrondear da Utopia despoletada no Maio de 68, enquanto exilado político, no seguimento do Não! – ao embarque para a Guiné dita Portuguesa, como Alferes Milano.
Na Cidade-Luz, pugnou pelo esclarecimento civilizacional dos nossos patrícios, designadamente nas páginas do Jornal do Emigrante, na qualidade de Diretor. A urbe inspiradora do Humanismo Universal aproximou-o, de indomáveis lutadores pela implantação da Democracia em Portugal e libertação dos povos, sob o angelical jugo do Império Colonial, telecomandado do Palácio de S. Bento.
Frequentou a Sorbonne, a Alliance Française, e a Universidade de Lovaina, na Bélgica, trabalhou para sobreviver, acreditando sempre na sonhada Revolução… De meados de Agosto de 1973 ao final de Maio de 1974, esteve encarcerado em Salamanca, depois de ter sido surpreendido pela Guardia Civil, mais cinco companheiros, perto da raia de Vilar Formoso, com saudades antecipadas de um Sol – com cheiro a cravos – no país de suas raízes.
Reanimou a Delegação da Covilhã do Jornal do Fundão até aos últimos dias de Dezembro de 1974, altura em que foi mobilizado para Luanda, no período da Descolonização, regressando a Lisboa, depois de cerca de três meses de coexistência com as forças político-militares, empenhadas no polémico processo da Independência de Angola.
No regresso, ainda frequentou a então agitada Faculdade de Direito de Lisboa e, no seguimento de uma enriquecedora experiência como Jornalista profissional, fundou o quinzenário Portugal Cá & Lá e… aterrou em Cabo Verde, onde permaneceu de 1988 a 92, como Formador e Redator do Voz di Povo, sediado na Praia… Foi um tempo de amizades duradouras e também chão de inspiração, para vários livros - e de consolidação da sua costela de Escritor.
A lista de obras – individuais e coletivas – continua a dilatar-se, tal como a sua identificação com os concidadãos que labutam e lutam, choram e riem, nunca perdendo de vista o Sonho, pelo aspirado Mundo Novo em construção insone.

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