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Requiem por um Sonho

de Hubert Selby Jr.
Editor: Antígona, junho de 2017 ‧
7,50€
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Bronx, anos 70. Avassaladora viagem ao lado negro do sonho americano e ao universo junkie, Requiem por Um Sonho (1978) é um livro de tirar o fôlego e do qual não se sai ileso.

Neste romance adaptado ao cinema por Darren Aronofsky em 2000, quatro vidas autodestroem-se, movidas por vícios e ilusões a que ninguém está imune: da obsessão de Harry e Tyrone pelo dinheiro fácil, alimentada pela heroína, à fama desejada por Marion e aos sonhos televisivos da velha Sara, em technicolor como as suas anfetaminas.

Triunfo das dependências sobre o espírito, do materialismo sobre a dignidade, da credulidade sobre o discernimento, este livro-bomba-relógio abate-se sobre o leitor, estilhaçando a ilusória convicção de se estar a salvo num mundo tão desumano e frio como um Inverno em Nova Iorque. Uma obra de culto, negra e brutal.

«Se lerem este livro, tenham cuidado...»
Lou Reed

«O lugar de Selby é entre os maiores escritores americanos. Compreender a sua obra é entender a angústia da América.»
New York Times Book Review

«Um grande autor americano, da craveira de William Burroughs e Joseph Heller.»
Los Angeles Times

Estar no Limite wookacontece 426.jpg

Estar no limite

Há livros que são como uma corda esticada entre dois prédios altos. O leitor, transformado em funâmbulo com vertigens, atravessa-a com as mãos suadas, o coração acelerado e a sensação de que basta uma vírgula mal colocada para cair. São histórias que nos obrigam a olhar de frente o colapso, não com o fascínio mórbido de quem observa o desastre dos outros, mas com a estranha consciência de que aquele limite também nos pertence. Às vezes basta um pequeno desvio, um amor, uma perda, uma obsessão, para o chão se abrir debaixo dos nossos pés. E há quem leia precisamente para isso, para espreitar o abismo e perceber até onde a alma humana aguenta sem se desfazer. Estes cinco livros, cada um à sua maneira, testam esses limites. Requiem por um Sonho, de Hubert Selby Jr. Requiem por um Sonho, de Hubert Selby Jr., é o retrato cru de vidas consumidas por várias formas de dependência. Selby escreve sem piedade, numa linguagem cortada à navalha, feita para ferir. Num ritmo que começa tímido, mas se alastra como um incêndio consumindo tudo à sua volta, acompanhamos Harry, Marion, Tyrone e Sara, personagens que vivem num torvelinho onde o sonho americano é apenas a ilusão que o vício alimenta. Cada um procura a sua versão de felicidade no dinheiro, no amor, na magreza ou no sucesso, mas todos acabam diante do mesmo espelho que devolve apenas o vazio. No fundo, cada um atravessa o seu próprio inferno interior até não restar nada. O paraíso prometido é substituído por comprimidos, seringas e promessas que se dissolvem em miséria. Ninguém está drogado por prazer, mas por desespero. Num mundo saturado de estímulos, onde a atenção se dispersa e a mente nunca descansa, a esperança dissolve-se antes mesmo de nascer. Esta é uma história sobre quem desistiu de sonhar acordado e, ainda assim, não consegue adormecer. Cada página é um grito mudo, uma súplica que o mundo não ouve. COMPRO NA WOOK! » O Lado Selvagem, de Jon Krakauer Em O Lado Selvagem, Jon Krakauer conta-nos a história real de Christopher McCandless, um jovem que abandona tudo para viver sozinho no Alasca. É uma odisseia moderna onde o desejo de pureza se confunde com a recusa da realidade. Chris quer ser livre, mas a liberdade longe de tudo, na Natureza, é também solidão, fome e frio. O autor não julga, mas também não romantiza, prefere mostrar como a fronteira entre coragem e imprudência é ténue. Ler o livro é acompanhar alguém que corre em direção ao abismo com um sorriso no rosto. O Lado Selvagem é menos sobre o Alasca do que sobre o impulso humano de romper com tudo, de procurar um sentido onde o mundo só oferece ruído. A viagem é tanto geográfica como interior e termina quando o corpo já não aguenta a própria busca. McCandless acredita que a vida só tem sentido fora do conforto, mas descobre, tarde demais, que o isolamento absoluto é também uma forma de morte. Krakauer capta o ponto exacto em que a liberdade se transforma em prisão e o sonho em derrota. COMPRO NA WOOK! » A Paixão do Jovem Werther, de Johann Wolfgang Goethe Werther é o oposto de McCandless. O protagonista de A Paixão do Jovem Werther não foge do mundo, entrega-se a ele por completo, e o que o destrói não é o isolamento, mas a incapacidade de acomodar a própria sensibilidade. Apaixonado por Charlotte, vive cada momento como se fosse irrepetível e, quando a realidade não corresponde ao esperado, sente que não há retorno possível. O livro revela como a intensidade pode ser um fardo insuportável e como a juventude muitas vezes confunde sentir com existir. Mais do que uma história de amor, A Paixão do Jovem Werther é um retrato da força do imaginário e do impacto que a literatura exerce sobre quem lê. Após a publicação, o livro provocou uma onda de emoções extremas e uma vaga de suicídios em vários países europeus, mostrando até que ponto a ficção pode influenciar a vida e as decisões mais íntimas dos leitores, ao transformar sentimentos escritos em atos trágicos e reais. COMPRO NA WOOK! » Beloved, de Toni Morrison Beloved, de Toni Morrison, é um romance sobre o peso da culpa e o terror da escravatura, mas também sobre o amor inquebrável entre mãe e filha, um amor tão absoluto que se confunde com o desespero. Sethe, uma antiga escrava, vive assombrada pelo passado e pelas marcas que ele deixou na sua vida. Morrison leva-nos até ao limite da memória e da dor, transformando a linguagem em matéria viva, feita de sangue, sonho e lembrança. O realismo da escrita, brutal e poético, coloca o leitor entre o que foi vivido e o que ainda dói. Mais do que contar uma história, Morrison propõe uma reflexão sobre o ato de recordar. Até onde pode alguém ir para proteger o que ama? E o que acontece quando o amor e a liberdade se tornam feridas impossíveis de sarar?
Beloved é, acima de tudo, um grito sobre o poder da maternidade, sobre o preço da sobrevivência e sobre o passado que continua a respirar no presente, moldando em silêncio a forma como apreendemos o mundo. COMPRO NA WOOK! » O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzzati O italiano Dino Buzzati escreveu O Deserto dos Tártaros como uma parábola sobre o tempo e a paciência extrema. Giovanni Drogo é enviado para uma fortaleza isolada, à espera de uma batalha que talvez nunca aconteça. A rotina, meticulosamente repetida, transforma-se numa armadilha silenciosa, onde cada gesto e cada dia parecem consumidos por uma promessa indefinida. A guerra não surge, o inimigo talvez não exista, mas Drogo mantém-se fiel a um dever que ninguém lhe pediu.
Ler o livro é experimentar o peso do tempo acumulado e perceber como pequenas decisões e esperas podem definir toda uma vida. A narrativa revela a tensão entre dever e insignificância, entre ambição e inércia, e deixa no leitor a sensação de uma existência marcada pela expectativa e pela frustração. Ao mesmo tempo, mostra como a mente se adapta e se resigna, criando rotinas e significados provisórios para lidar com a estagnação e a impossibilidade de agir. Buzzati pretende mostrar-nos que o verdadeiro desafio não está lá fora, no deserto invariavelmente vazio, mas dentro de nós, nas escolhas inócuas que fazemos enquanto imaginamos algo maior que pode nunca chegar. COMPRO NA WOOK! »

Requiem por um Sonho

de Hubert Selby Jr.

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726082989
Editor: Antígona
Data de Lançamento: junho de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 212 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 328
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726082989

Sonhos crus

Gonçalo Gomes

Um livro cru e duro, na forma como apresenta uma visão pouco idílica da perseguição de sonhos, recorrendo quase única e exclusivamente a atalhos. Um retrato violento dos efeitos do nosso modelo de sociedade - ainda que aqui ilustrado na década de 80 do século passado - construído sobre aspirações mais induzidas do que real e intimamente desejadas.

Inquietante!

S. Ribeiro

Com adaptação para o cinema, esta obra de escrita frenética, de Selby Jr. vai retratar a vida de 4 pessoas, e a forma como cada uma se conduz no mundo viciante da adição a drogas. Inserido na década de 70, em bronx, não podia ser melhor caracterizado aqui neste livro, o declínio do indivíduo e da sociedade. É engraçado perceber até onde o desejo de “termos uma vida melhor” nos pode levar, e estas 4 personagens levam-nos consigo na sua viagem de autodestruição!

SOBRE O AUTOR

Hubert Selby Jr.

Hubert Selby Jr. (1928-2004): furioso, perverso, brutal, cáustico, devastador e filho da mãe. Um amor intoxicante por Brooklyn, onde nasceu, corria-lhe desde cedo nas veias, bem como a poderosa morfina, nos vários anos que passou no sanatório depois de ter contraído tuberculose na marinha mercante.
Em 1964, publicou Última Saída para Brooklyn (Antígona, 2006), livro de culto que, segundo Allen Ginsberg, será lido vorazmente durante séculos e que lhe valeu processos por obscenidade nos EUA e em Inglaterra.
Ícone da contracultura, dedicou-se a desmantelar a América como máquina de sonhos pseudofelizes, polindo compassivamente as suas peças com defeito: os espoliado desta cruel engrenagem. É autor dos romances The Room (1971) e The Demon (1976) e do livro de contos Song of the Silent Snow (1986), entre outros.

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