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Quinzinzinzili

de Régis Messac
Editor: Antígona, agosto de 2017 ‧
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O dia estava esplendoroso. Saímos de manhã cedo, depois de ouvir um jornal radiofónico de que já só recordo a última frase: «A África deixou de responder.» Era bastante trágico. Mas estávamos acostumados a notícias trágicas, muitas vezes desmentidas no dia seguinte. Não tínhamos qualquer suspeita de que o fim do mundo estava programado para aquela manhã.

Nos conturbados anos trinta, quando as potências se precipitam para uma nova guerra, a humanidade concretiza finalmente o seu íntimo desejo de se aniquilar a si própria. Tudo o que resta dela é meia dúzia de crianças e um único adulto. O mundo pós-apocalíptico de Quinzinzinzili (1935) é mais do que alerta ou premonição. É o embrião da distopia aos olhos de um sobrevivente prostrado e indiferente, desiludido com a natureza humana e a reinvenção da civilização.

Quinzinzinzili

de Régis Messac

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726083054
Editor: Antígona
Data de Lançamento: agosto de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 211 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726083054

Um tanto quanto perturbador

RP

O que seria da humanidade se todos desaparecerem exceto um grupo de crianças e um adulto? Tudo o que conhecemos e fazemos mudará drasticamente nesta nova humanidade.

Afinal, o impronunciável é tão simples.

Pedro

Sagaz, brilhante, pessimista, perturbador. Mas acima de tudo, realista. O mais incrível é esta obra ter sido escrita antes da segunda guerra mundial. Uma leitura que nos questiona para onde e como caminhamos para o futuro.

SOBRE O AUTOR

Régis Messac

Régis Messac, nascido em 1893 e desaparecido em data incerta num campo de concentração, foi um meteórico romancista, ensaísta e jornalista francês, adepto do anarquismo não violento e crítico dos costumes da sua época. Assinou, com o seu nome e incontáveis pseudónimos, artigos polémicos contra os seus ódios de estimação: a corrupção, o militarismo, a religião, a família tradicional, o sistema de ensino, as privações das mulheres ou o sensacionalismo dos média. É tido por um dos precursores da ficção científica em França.

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