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Os Javaneses

de Jean Malaquais
Editor: Antígona, fevereiro de 2013 ‧
7,50€
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Prémio Renaudot em 1939, a obra Os Javaneses desenrola-se numa mina de prata e chumbo na Provença dos anos 30. Apelidada Ilha de Java, é uma genuína torre de Babel rude, viva e apinhada, onde trabalham os excluídos, os sem-papéis e os verdadeiros condenados da terra, que partilham um idioma apenas entendido pelos veteranos. Rico em expressões provenientes de diversas línguas e culturas, e apresentando muitas vezes jogos de palavras baseados na sonoridade particular de todas elas, é também o fabuloso retrato de uma realidade social e um livro profundamente humano, perturbador e anunciador dos tempos abomináveis que se seguiriam.

Os Javaneses

de Jean Malaquais

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726082309
Editor: Antígona
Data de Lançamento: fevereiro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 129 x 212 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 248
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726082309

Os Marginais sem Lugar no Mundo

JM

Em Os Javaneses, Jean Malaquais acompanha um grupo de operários estrangeiros — deslocados, precários, quase invisíveis — numa França que os tolera sem nunca os integrar. Não há heróis nem grandes gestos: há sobrevivência, pequenas tensões, rivalidades e uma constante sensação de desenraizamento. O livro destaca-se pelo olhar direto, sem romantização. Malaquais escreve com uma espécie de objetividade dura, quase documental, mas sem perder a dimensão humana das personagens. Cada figura carrega a sua história, os seus limites, as suas contradições. Não é uma narrativa de grandes acontecimentos, mas de acumulação — de desgaste, de rotina, de vidas suspensas. E é precisamente aí que ganha força: na forma como expõe uma realidade social muitas vezes ignorada.

SOBRE O AUTOR

Jean Malaquais

Jean Malaquais (1908-1998), pseudónimo literário de Vladimir Malacki, amigo de Norman Mailer, tradutor de Marx e um dos mais notáveis escritores do século xx, elogiado por André Gide e Jorge Semprún, nasceu em 1908 na Polónia. Aos 17 anos, partiu para França, onde, ao invés do país que idealizara, deparou com a xenofobia e o anti-semitismo. Fez todo o tipo de trabalhos mal pagos e foi mineiro na Provença, onde comeu o pão que o diabo amassou. Preso pelos nazis durante a guerra, Malaquais não se aliou a De Gaulle nem a Estaline e nunca deixou de denunciar o patriotismo e o chauvinismo. Quando morreu, em 1998, as suas cinzas foram lançadas no local da mina onde trabalhou como javanês.

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