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Querelle

Amar e Matar

Livro 1

de Jean Genet
Editor: Publicações Europa-América, abril de 1983 ‧
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A obra de Jean Genet é o teatro do mal e da morte. O seu mundo é o reverso do nosso mundo, o nosso inferno é o seu paraíso. E é nesse mundo, iluminado pela luz da sua arte e pelo lirismo da sua poesia, que Genet apresenta os seus personagens - assassinos, ladrões, prostitutas, homossexuais...-, celebrando os ritos da religião do crime: as festas do sexo, o ritual da traição, a cerimónia do homicídio.

É nesse mundo que evolui o protagonista do extraordinário romance que ora apresentamos, Querelle, o marinheiro de Brest, nimbado pelo autor com todos os esplendores que acompanham os santos e as virgens das nossas igrejas barrocas.

Com ele, Genet faz-nos assistir a toda a estranha sedução do mal, à beleza da traição, ao encanto do homicídio, vestidos com as pompas duma transfiguração poética que dá ao mundo subterrâneo dos marginais a aura gloriosa duma procura do absoluto através dos abismos da depravação.

Querelle

Amar e Matar

de Jean Genet

Propriedade Descrição
ISBN: 9789721018662
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: abril de 1983
Idioma: Português
Dimensões: 179 x 112 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 183
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros de Bolso / Europa América
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 5601072408739
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Eu não dou 5 estrelas levianamente!

Fábio Polónio

Querelle é o livro mais novelesco de Genet, se é que se pode chamar romancista a Genet. A traição é um tema que Genet eleva ao sublime; há um êxtase na traição de que Genet goza acima de tudo. O maior valor de um laço, ou de uma amizade, está em ser traído. Quanto mais profundo for o vínculo, mais doce será a traição.

SOBRE O AUTOR

Jean Genet

Filho ilegítimo e abandonado pelos pais, Jean Genet nasceu em Paris a 19 de dezembro de 1910.
Com apenas 10 anos foi acusado de roubo e levado para uma instituição destinada a jovens delinquentes. Apesar de inocente, Genet decidiu, devido à falsa acusação, tornar-se ladrão. Assim, passou grande parte da infância e da juventude em instituições para delinquentes, tendo vindo a desenvolver uma crença própria: endurecer-se contra a dor e repudiar um mundo que não o aceitava.
Na década de 1930, Genet viveu em vários países europeus como ladrão, até que, em 1943, depois de ter cumprido uma pena de prisão por roubo, começou a escrever. As suas peças transmitem as suas experiências na prisão, abordando temas como a prostituição, o roubo e a homossexualidade.
Enquanto dramaturgo, Genet tornou-se uma voz importante do teatro do absurdo. A sua obra inclui também vários romances e argumentos de filmes. Morreu no dia 15 de abril de 1986.

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