Prosa Breve, Correspondência, Entrevistas e Teatro

de José Dias Sancho
Editor: Opera Omnia, Janeiro de 2024 ‧
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Saber rir é difícil, mas saber sorrir é mais difícil ainda. Um sorriso imortalizou uma tela, Gioconda. Um sorriso definiu um temperamento, Voltaire. Acutilante umas vezes, carinhoso outras, enlouquecedor, cheio de promessas quando nos fala de amor. O sorriso é o filtro mágico da expressão, da sedução, do encanto, sobretudo quando o iluminam uns lábios vermelhos e frescos de mulher.Sorrir é fazer debruçar-se a alma dos lábios, com tudo o que ela tem de misterioso e de divino. Sorrir é sublinhar de luz uma intenção. Há sorrisos de crianças que são clarões de luar. Há sorrisos de mulher que lembram madrugadas de oiro. Há sorrisos esfíngicos e parados que são portas abertas para o Mistério de certas psicologias.Na sua linguagem muda, o sorriso diz tudo o que as circunstâncias obrigam a calar. Quantas vezes o melhor comentário de um facto não é um sorriso a tempo? Sarcástico, piedoso, terno, o sorriso é sempre o espírito que se revela aladamente, subtilmente, com um perfume.

Prosa Breve, Correspondência, Entrevistas e Teatro

de José Dias Sancho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898858993
Editor: Opera Omnia
Data de Lançamento: Janeiro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 232 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 256
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
EAN: 9789898858993

SOBRE O AUTOR

José Dias Sancho

José Dias Sancho nasceu em S. Brás de Alportel a 22 de abril de 1898 e faleceu em Faro a 11 de janeiro de 1929, contando pouco mais de 30 anos.
Advogado, poeta, escritor, conferencista e crítico literário, poderia ter sido um dos mais proeminentes homens de letras do nosso tempo se a morte não o tem levado tão cedo. Senhor de uma erudição já notável, de um espírito artístico sempre presente e de um invulgar e excelente estilo literário era na altura uma das melhores afirmações da nova geração de escritores algarvios, que iria prolongar as obras de João Lúcio, Bernardo de Passos e Cândido Guerreiro, entre outros, que sempre procurou enaltecer. As belezas do seu Algarve, onde a luz e a cor coexistem em constante apoteose, foram também sempre objeto da sua exaltação.

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