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Crónicas e Conferências

de José Dias Sancho
Editor: Opera Omnia, julho de 2023 ‧
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Meados de agosto, princípios de setembro, todo o Algarve demanda as suas praias, o calor, por aqui, não é tropical, como muitos creem, mas faz o suficiente para apetecer a beira-mar refrescada pelas virações e os longos banhos na água azul, em treinos de natação. Por isso, assim que agosto vai em meio, o algarvio faz as suas malas, mal ou bem arruma as suas ocupações e toma o automóvel ou o comboio com a ideia fixa de mergulhar no mar.

Monte Gordo, Manta Rota, Albufeira, Armação de Pera, Praia da Rocha, Luz de Lagos... Às vezes, o banhista não sabe por onde escolher! Mas a verdade é que, escolhido o rumo, não pensa noutra coisa se não em banhar-se e divertir-se! Caem governos? Muito bem! Eu cá estou na praia! Treme a Terra? E depois? Deixem-me dormir em paz! Há ameaças de uma guerra universal? Puf! Como sabe bem a gente balouçar-se nas ondas!

Crónicas e Conferências

de José Dias Sancho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898858948
Editor: Opera Omnia
Data de Lançamento: julho de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 229 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 360
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789898858948

Um grande Homem e Escritor

Luís Uva

Desde muito jovem - tal como outros escritores, e.g., Mário de Sá-Carneiro - José Dias Sancho revelou-se um jovem muito culto e observador, muito inteligente, orgulhoso e defensor das suas raízes algarvias e um sobredotado. Por acaso foi meu Tio-avô, mas desconhecia as suas obras, que em boa hora, a Câmara Municipal de São Brás de Alportel e a Universidade do Algarve tiveram a iniciativa de editar, julgo que na sua totalidade. É pena que tenha vivido tão pouco porque ainda assim deixou-nos uma obra notável.

SOBRE O AUTOR

José Dias Sancho

José Dias Sancho nasceu em S. Brás de Alportel a 22 de abril de 1898 e faleceu em Faro a 11 de janeiro de 1929, contando pouco mais de 30 anos.
Advogado, poeta, escritor, conferencista e crítico literário, poderia ter sido um dos mais proeminentes homens de letras do nosso tempo se a morte não o tem levado tão cedo. Senhor de uma erudição já notável, de um espírito artístico sempre presente e de um invulgar e excelente estilo literário era na altura uma das melhores afirmações da nova geração de escritores algarvios, que iria prolongar as obras de João Lúcio, Bernardo de Passos e Cândido Guerreiro, entre outros, que sempre procurou enaltecer. As belezas do seu Algarve, onde a luz e a cor coexistem em constante apoteose, foram também sempre objeto da sua exaltação.

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