adicionar à lista de desejos
Problemas do Primitivismo — A Partir de Portugal
idioma: português, inglês
Editor:
Documenta, novembro de 2024 ‧
ver detalhes do produto
34,20€
10% DESCONTO
IMEDIATO
VDBaV1ZFdzFXWEJKVVZOR1RWbE1OR292VlhOaFF6RTJPVk55U1dSUmJVNU9WRXBqVEdsNWVYRnlaMkZYUW1oVlJXRkVWbHBsVWpsSE1Xb3JTamMyTVU5dE5GZFlZelZoU0d4bGEyRk9VbUZPV25WbmRHNU9lbXBLVURaMmFYZGthRVZHWlVSUlkxaGFXVTh3YTJKQ1dHWkRZamM1YlRSTmJuVkJhRzV0ZGpKVVZGbFhMMVJOTURSRlNUa3pjVUZSWXpodU1rOVRkMVJxU0Rkd2VqbHJaa2hMVVVoQlYwYzRjM05yUlZWTk9HbERlRUpIYlZjNGIwNVNkRGRQUWl0YVRpdHBkbkpCV0VnM01FSkZaMVZuTURoMFZuSXdaV3R5V0ZobVdESm9XQzlJWm1GQlltMXBNelF4VUZGSmQxQjNUbEJuUlRNdk1VVnFUbGh2UkVrMlNuTXZURUZUUjNrNFVUaDJTRXh6VkVsWWMzaG5jbU0zVjFKSE5XNDNOMFpCUkhScGJscHpiMmsyU0V0eFFYcFFTMXBqWkRsVFlrSjJaM2RuUm5OTGJVdzVPSFJoUVhwdVJFdFhaa0ZvV1hKellrUXhjbTlGTmpsUlVXUlNVMjlvYzNOdFJsbGFOVFJVWjFBeFFqbERRMVpEVG5kR09IbDJhR3M0VnpCUVluVjFhVk5SZHpKdk4zaGhSbEpKY0ZJd1pFeGhSbkpaUTBGbmN6RlFVM0l6U2tWNk5rY3hlaTl0ZUVoV1owMXJRakJLZEUxc1YzbDNjQ3QwUkhGV1VHRjBUWE5zYmpSS1NrbHBRWEI2UkV3MFVscHVjQzlMUVdsc1JHUmhUMUJpVnpWRVFVZG5XbWMzUTNCbWRtUjFjR2cyY0dscmVucFpZMU54VVhKS1VFNURXa3huU1hsa2R6TTVXVVEzVVVOMk9FbE1NekZNZG1aUGN6ZEZUbVl3V1dNM2JXUjJNMFpITURCNmJXMWhOSFpVVjJoTlUybGFUVmRqUm1jdlltMVZiR0pvZW1VMFRXOUNZaXMxVHk4emQyczNWMWhNU1ZKTVp6MDk6VEJKRU90dm8xbjhNeE8yTExHOFozUT09
EM STOCK
-
portes grátis
SINOPSE
Os problemas do primitivismo a partir de Portugal são abordados nas suas relações com o contexto da ditadura, da colonização, do anticolonialismo e do pós-colonialismo, numa máquina visual impregnada de imagens e referências artísticas e culturais que problematiza a invenção do «primitivo» e a sua persistência até à contemporaneidade.
Impulsionado pela arte, mas também pela antropologia, a etnologia e as ciências médicas (com os estudos antropométricos e sua relação com teorias eugenistas), o «primitivismo» é um termo complexo e difícil de abarcar. Para o que aqui importa, refere-se ao fascínio, ao estudo e à fetichização em torno de culturas que foram consideradas «primitivas». O «mágico», «pulsional» e «pré-lógico», encontrado nos povos colonizados pelo Ocidente, mas também nos populares e crianças ou nas pessoas com transtornos mentais, serviu para situar o «Outro», no quadro das vanguardas artísticas, dos fascismos e da afirmação do Estado-Nação. […] É que diante do fecho das fronteiras, especialmente na Europa, em face da crise climática e do racismo estrutural, fazer a crítica da história e das instituições é, evidentemente, muito pouco. Contudo, podendo ser um grão de areia, é um gesto necessário para sermos capazes de continuar a imaginar sem «fechar o futuro».
[Marta Mestre]
Se «primitivo» teve conotação negativa quando relativo a «incivilizado», foi também a designação usada na história da arte para referir os pintores pré-renascentistas, no sentido de que teriam sido os «primeiros» a iniciar uma renovação na arte. No primitivismo há também esse significado de «primordial», mas com outras nuances. A ideia fundamental subjacente ao primitivismo é a de que uma determinada população, uma determinada geografia, e os objectos que produzem, têm um carácter primevo, originário, possuindo uma ligação mais directa com o mundo sem a mediação da cultura ou da tecnologia. Mas essa ideia, tendo gerado complexidades, que incluem resistências e possibilidade emancipatórias, assenta na profunda desigualdade e desumanização criada pelo sistema imperial e colonial, e também pelo sistema político, com desigualdades entre populações rurais (e a arte popular foi outra fonte primitivista) e urbanas.»
[Mariana Pinto dos Santos]"
Impulsionado pela arte, mas também pela antropologia, a etnologia e as ciências médicas (com os estudos antropométricos e sua relação com teorias eugenistas), o «primitivismo» é um termo complexo e difícil de abarcar. Para o que aqui importa, refere-se ao fascínio, ao estudo e à fetichização em torno de culturas que foram consideradas «primitivas». O «mágico», «pulsional» e «pré-lógico», encontrado nos povos colonizados pelo Ocidente, mas também nos populares e crianças ou nas pessoas com transtornos mentais, serviu para situar o «Outro», no quadro das vanguardas artísticas, dos fascismos e da afirmação do Estado-Nação. […] É que diante do fecho das fronteiras, especialmente na Europa, em face da crise climática e do racismo estrutural, fazer a crítica da história e das instituições é, evidentemente, muito pouco. Contudo, podendo ser um grão de areia, é um gesto necessário para sermos capazes de continuar a imaginar sem «fechar o futuro».
[Marta Mestre]
Se «primitivo» teve conotação negativa quando relativo a «incivilizado», foi também a designação usada na história da arte para referir os pintores pré-renascentistas, no sentido de que teriam sido os «primeiros» a iniciar uma renovação na arte. No primitivismo há também esse significado de «primordial», mas com outras nuances. A ideia fundamental subjacente ao primitivismo é a de que uma determinada população, uma determinada geografia, e os objectos que produzem, têm um carácter primevo, originário, possuindo uma ligação mais directa com o mundo sem a mediação da cultura ou da tecnologia. Mas essa ideia, tendo gerado complexidades, que incluem resistências e possibilidade emancipatórias, assenta na profunda desigualdade e desumanização criada pelo sistema imperial e colonial, e também pelo sistema político, com desigualdades entre populações rurais (e a arte popular foi outra fonte primitivista) e urbanas.»
[Mariana Pinto dos Santos]"
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895681839 |
| Editor: | Documenta |
| Data de Lançamento: | novembro de 2024 |
| Idioma: | Português, Inglês |
| Dimensões: | 183 x 252 x 35 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 408 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Arte
>
Artes em Geral
|
| EAN: | 9789895681839 |
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
10%ProximidadeDocumenta9,00€
10,00€ -
10%Lugares de FracturaDocumenta25,00€ 10% CARTÃOportes grátis