SINOPSE
O ensaio que dá nome ao livro descreve o tortuoso percurso do animal: de divindade espiritual e musa inspiradora na arte primitiva a, hoje em dia, fonte de entretenimento, confinado a circos e jardins zoológicos, tornado «monumento vivo da sua própria desaparição».
Numa prosa livre e erudita, com apurado sentido da alegoria e da força evocativa dos instantes, John Berger recorda-nos das múltiplas funções (reprodutivas, mágicas, sacrificiais) da figura animal - detendo o olhar sobre o rato encurralado ou a andorinha que irrompe pela janela - para responder à pergunta que ressoa: porquê, afinal, olhar os animais?
«Os animais são sempre os observados. O facto de poderem observar-nos perdeu qualquer significado. O que deles sabemos é um indicador do nosso poder, e portanto um indicador do que deles nos separa.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789726083696 |
| Editor: | Antígona |
| Data de Lançamento: | maio de 2020 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 138 x 206 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 152 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Antropologia
|
| EAN: | 9789726083696 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Os animais que nos reflectem
Gonçalo Gomes
Um conjunto de ensaios que nos leva a pensar sobre a nossa relação com os animais, não apenas num sentido directo (consumo, companhia, etc.) mas mais amplo, concretamente ao nível da relevância dessa relação na própria organização da sociedade e na construção da nossa consciência do meio e de nós próprios.
Não estamos sós
Rui Trindade
Um destes ensaios apela ao motivo porque olhamos os bichos. Berger lembra a arte rupestre e na primeira literatura a descrição da morte do cavaleiro e do cavalo em Homero, para além das relações modernas com o zoo ou os brinquedos imitando animais.
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