Poesias Eróticas, Burlescas & Satíricas

de Bocage
Editor: Zéfiro, maio de 2012 ‧
A Zéfiro acaba de publicar um dos livros mais polémicos da literatura portuguesa, as Poesias Eróticas, Burlescas & Satíricas, de Bocage, elaborado com uma composição gráfica sensual, provocadora e elegante.
Pela sua linguagem explicitamente erótica, este livro foi proibido em Portugal durante o período do Estado Novo - era considerado chocante! -, tendo nessa altura sido lido "às escondidas" por homens e mulheres de todas as idades. Felizmente hoje pode ser livremente lido, sem receio de represálias!
Uma antologia poética que retrata a faceta mais excêntrica de Bocage.
Louvada por uns, desprezada por outros, esta obra irreverente constitui, porém, um importante legado de um dos maiores poetas portugueses.

Poesias Eróticas, Burlescas & Satíricas

de Bocage

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896770853
Editor: Zéfiro
Data de Lançamento: maio de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 132 x 193 x 24 mm
Páginas: 308
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789896770853

SOBRE O AUTOR

Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage, o mais completo poeta do nosso século XVIII, nasceu em Setúbal em 1765 e faleceu em Lisboa em 1805. Aos 16 anos assentou praça na Infantaria de Setúbal, mas em 1783 alista-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participa na vida boémia e literária e começa a ganhar fama a sua veia de poeta satírico. Em 1786 embarca para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventura-se a ir a Macau e neste ano regressa a Portugal. Em 1791 publica o primeiro volume de Rimas e integra-se na Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras), onde recebe o nome de Elmano Sadino. Mas Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou ao convencionalismo arcádico e abre conflitos com os seus confrades. Em 1797 é acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes"; e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, é preso e condenado pela Inquisição. Quando sai da reclusão, conformista e gasto, vê-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de traduções). Recebeu o auxílio de alguns amigos mas acabará por morrer doente e na miséria.
Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos maiores sonetistas portugueses.
As obras de Bocage encontram-se editadas atualmente nas antologias: "Opera Omnia", "Poesias" (antologia que inclui a lírica, a sátira e a erótica) e "Poesias de Bocage". © 2003 Porto Editora, Lda.

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