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Poesia de Mário Cesariny

antologia

de Mário Cesariny
Livro eBook
Editor: Assírio & Alvim, novembro de 2023 ‧
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No ano do centenário do autor, a Assírio & Alvim publica Poesia de Mário Cesariny: antologia, uma revisitação de toda a obra do grande poeta surrealista pensada por Fernando Cabral Martins. Esta é a oportunidade de conhecer, texto a texto, alguns dos mais belos poemas da língua portuguesa.

POEMA

Tu estás em mim como eu estive no berço
como a árvore sob a sua crosta
como o navio no fundo do mar

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Clássicos da Poesia – II

Um país de cara voltada para o mar só podia dar nisto: grandes poetas, que importa celebrar sempre. Haveria tantos outros para mencionar, mas curiosamente são estes quatro livros que têm estado entre uma ficção e outra, permitindo algum espaço de beleza e fôlego, num mundo que nos tem posto à prova a um ritmo alucinante. Poesia de Ricardo Reis Fernando Pessoa (1888-1935) não poderia faltar, quando chamamos os maiores da poesia mundial. Foquemo-nos numa das suas vozes, o heterónimo Ricardo Reis, um dos mais complexos e, por isso mesmo, um dos mais fascinantes. Em Poesia de Ricardo Reis, encontram-se os versos de um heterónimo que une o estoicismo clássico à melancolia moderna. E que mistura será melhor do que esta? Os seus poemas, marcados pelo equilíbrio formal e pela reflexão sobre o destino, o tempo e os deuses, possuem uma certa musicalidade contida e uma serenidade filosófica que ficam connosco para lá do final do último verso. A leitura de Ricardo Reis é um convite à contemplação, onde cada verso ecoa um pensamento depurado. Pessoa, através dele, construiu uma obra de impressionante precisão. COMPRO NA WOOK! » Luís de Camões – Lírica Luís de Camões (1524?-1580) é, como sabemos, um dos maiores nomes da literatura portuguesa. Conhecemo-lo sobretudo pela sua obra mestra, Os Lusíadas, mas a sua obra lírica permanece também atual e relevante, servindo de inspiração a muito do que por cá se escreve. Teremos todos Camões na pena? “Lírica” parte das Obras Completas e revela um poeta que transita entre o amor idealizado e o desencanto, com versos de profundo engenho. A leitura de Camões, hoje, permite compreender não só a riqueza da língua portuguesa, da sua estética, mas também as inquietações humanas que atravessam séculos. Os seus sonetos e redondilhas trazem reflexões sobre o tempo, a inconstância e o destino, compondo um legado literário que tantas vezes forma a consciência daquilo a que chamamos cultura lusófona. COMPRO NA WOOK! » Poesia de Mário Cesariny Mário Cesariny (1923-2006) é a figura central do surrealismo português, autor de uma obra que desafia convenções e explora o absurdo, o sonho e a liberdade criativa. O livro Poesia de Mário Cesariny reúne a essência da sua produção, trazendo versos que oscilam entre o humor mordaz, a experimentação formal e uma profunda inquietação existencial. Cesariny usa a imagética e a irreverência em poesia como ninguém, e assim consegue romper com a linguagem tradicional, transformando a poesia num espaço de invenção e efabulação ilimitadas. Aconselho a que este livro permaneça na mesa de cabeceira, para que de vez em quando se permita um mergulho na força transgressora da sua obra, onde o real e o imaginário se entrelaçam na matéria de que são construídos os sonhos. COMPRO NA WOOK! » Poesia, de Sophia M. B. Andresen Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) construiu uma poesia marcada pela clareza, pela musicalidade e pelo compromisso ético com a beleza e a justiça. Que belo é ler uma das nossas maiores artistas de sempre. A vida parece-nos um lugar mais honesto – e quanto precisamos de isso hoje – com um verso de Sophia nos lábios. Poesia, coletânea que reúne a sua produção essencial, evidencia a pureza das suas imagens e a influência do mar, da mitologia e da cultura clássica na sua escrita. Através de uma escrita límpida e de um rigor formal exemplar, Sophia transforma a palavra poética num lugar de resistência e contemplação, força e delicadeza convivendo imperturbáveis. O que faz com que a sua poesia seja de rara intensidade, capaz de iluminar a condição humana e a relação do homem com o mundo. COMPRO NA WOOK! »

Poesia de Mário Cesariny

antologia

de Mário Cesariny

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-2359-5
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: novembro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 205 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972372359512
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Mário Cesariny

Poeta, autor dramático, crítico, ensaísta, tradutor e artista plástico português, nasceu a 9 de agosto de 1923, em Lisboa, e morreu a 26 de novembro de 2006, também naquela cidade.
Depois de ter estudado no Liceu Gil Vicente, entrou para Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou o primeiro ano, e mudou depois para a Escola de Artes Decorativas António Arroio. Depois de ter frequentado esta escola, prosseguiu estudos de belas-artes em Paris, tendo, ainda, estudado música com o compositor Fernando Lopes Graça.
Figura maior do surrealismo português, a influência que viria a exercer sobre as gerações poéticas reveladas nas décadas posteriores aos anos 50, período durante o qual publicou alguns dos seus títulos mais significativos, ainda não foi suficientemente avaliada. Promoveu a técnica conhecida por "cadáver esquisito", que consistia na elaboração de uma obra por um grupo de pessoas, num processo em cadeia criativa, na qual cada uma dava seguimento à criatividade da anterior, resultando numa espécie de colagem de palavras, a partir apenas de um acordo inicial quanto à estrutura frásica.
Colaborou em várias publicações periódicas como Jornal de Letras e Artes e Cadernos do Meio-Dia, entre outras. Começou por se interessar pelo movimento neorealista - ainda que essa breve incursão não tenha ultrapassado mais que uma postura irónica e paródica, firmada em Nicolau Cansado Escritor - para, em 1947, regressado de Paris, onde frequentou a Academia de La Grande Chaumière e onde conheceu André Breton, fundar o movimento surrealista português.
A sua postura polémica na defesa de um surrealismo autêntico levou-o, porém, a deixar o grupo no ano seguinte, para criar, com Pedro Oom e António Maria Lisboa, o grupo surrealista dissidente.
Como um dos principais críticos e teóricos do movimento surrealista, manteve ao longo da sua carreira inúmeras polémicas literárias, quer contra os detratores do surrealismo quer contra os que, na prática literária, o desvirtuavam.
A sua obra poética começou por refletir, em Corpo Visível ou Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano, o gosto pela observação irónica da realidade urbana que, fazendo-se eco de Cesário Verde, constitui ainda uma fase pouco significativa relativamente a volumes próximos da prática surrealista como Manual de Prestidigitação. Aí, a mordacidade e o absurdo, o recurso ao insólito, aliados a uma discursividade que raramente envereda por um nonsense radical, como ocorre na obra de António Maria Lisboa, permitem estabelecer, como nenhum outro autor da década de 50, um ponto de equilíbrio entre o primeiro modernismo e a revolução surrealista.
No domínio do teatro, em Um Auto Para Jerusalém, pastiche de um conto de Luís Pacheco, revela a influência de Pirandello ou da prática teatral de Alfred Jarry. No fim da década de 60 e início de 70, Mário de Cesariny encetou um trabalho de reposição da verdade histórica do movimento surrealista, coligindo os seus manifestos, editando a obra poética inédita de alguns dos seus representantes, e dando ao prelo textos seus datados do período de maior envolvimento com a teoria e prática do surrealismo, como 19 Projectos de Prémio Aldonso Ortigão seguidos de Poemas de Londres (1971), ou Primavera Autónoma das Estradas (1980) ou Titânia (1977).
Em 2005, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, entregue pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, e, em novembro desse mesmo ano, foi galardoado com o Grande Prémio Vida Literária, uma homenagem à sua notável contribuição para a literatura portuguesa.

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