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Poemas

de Karl Marx
idioma: espanhol
Editor: EL VIEJO TOPO, março de 2001 ‧
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Lo que el lector tiene entre las manos es el producto literario de un Marx enamorado. Estos poemas los escribió Karl Marx entre 1836 y 1840. En esos años Marx estudiaba derecho y filosofía en la universidad de Berlín, pero se sentía muy atraído por la literatura, por le arte en general, por la estética, por la teoría y la crítica artística. Leía a Lessing, Winckelmann y Schelling; forjaba su propio estilo traduciendo a Tácito y Ovidio; frecuentaba poetas de la época y admiraba a Goethe (aunque no a todo Goethe) y a Schiller (aunque no a todo Schiller) y empezaba a simpatizar con lo que entonces se conocía de Heine. Marx era entonces un joven de veintipocos años con dos pasiones: Jenny von Westphalen y las Ideas, el mundo del Espíritu. La presente edición se gestó a partir de la estancia del poeta mexicano Marcos Fonz en Barcelona. Fonz llegaba a Barcelona desde Chiapas con un ejemplar del poemario editado allá por "Papeles con gatillo". Y, ¿en qué lugar, mejor que en Chiapas, donde ha nacido no hace mucho el lenguaje nuevo, y lírico, de la vieja esperanza de liberación de los de abajo, se podía tener la disposición y la sensibilidad para recuperar algo tan olvidado como la poesía de Marx?

Poemas

de Karl Marx

Propriedade Descrição
ISBN: 9788495224088
Editor: EL VIEJO TOPO
Data de Lançamento: março de 2001
Idioma: Espanhol
Encadernação: Capa mole
Páginas: 170
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Literatura > Poesia
EAN: 9788495224088

SOBRE O AUTOR

Karl Marx

Filósofo alemão nascido em Trèves (Renânia) em 1818. Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais direta, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin). Sensível aos problemas sociais da época, foi influenciado pelas doutrinas do socialismo utópico de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen e pelas teorias da economia política de Adam Smith e David Ricardo, que tentou superar.
O pensamento de Marx define-se essencialmente em oposição ao idealismo hegeliano, embora dele retome a conceção dinâmica da realidade e os princípios da dialética, reinterpretando-os à luz de uma conceção materialista. A crítica fundamental que faz a Hegel é a de que este apenas se apercebeu do desenvolvimento espiritual abstrato, quando a ideia não é mais que «a matéria, trasladada e transformada na cabeça do homem», provocando, simultaneamente, uma inflexão no agir filosófico, afastando-o do domínio puramente teorético para o inserir na esfera da intervenção prática - «até ao presente, os filósofos só se têm preocupado com a interpretação do mundo segundo várias óticas. Todavia, o problema está em ser capaz de o transformar».

Recusando a transposição hegeliana do facto empírico para o plano metafísico, defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que Marx constitui o sistema do materialismo histórico, segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade, considerando todas as restantes manifestações socioculturais como meras superestruturas ideológicas, estritamente determinadas pelas relações de produção vigentes.
A história das sociedades é encarada como um longo processo dialético em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade (sociedade esclavagista em que se opõe ao homem livre o escravo), passando pela sociedade feudal (oposição entre suserano e servo), até à sociedade capitalista, na qual a revolução do proletariado, através da abolição da propriedade privada e da coletivização dos meios de produção, suprimirá todos os antagonismos, instaurando o comunismo e a sociedade sem classes.

Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um fator de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida.
Marx morreu em Berlim em 1883. O seu sistema, desenvolvido em grande parte em colaboração com Friedrich Engels (1820-1895) e imbuído de objetivos sociais reformistas e emancipadores, marcou decisivamente toda a filosofia política contemporânea.

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