Poemas Canhotos

de Herberto Helder
Editor: Porto Editora, maio de 2015 ‧
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«Poemas Canhotos» é o último livro de poesia de Herberto Helder, que o terminou pouco antes de falecer. Esta edição inclui uma bibliografia completa do autor, cuidadosamente preparada por Luis Manuel Gaspar.

Poemas Canhotos

de Herberto Helder

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-04753-3
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: maio de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 207 x 12 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 56
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972004753310
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Do lado do coração

nunes

Livro póstumo de Herberto Helder que começa e termina com um poema em redondilha maior homenageando a língua de Camões. Os poemas interiores, ou seja, dentro das redondilhas e escritos em verso livre e da esquerda para a direita ( canhoto ) dialogam com a memória e a morte e, o poeta fecha o livro da sua vida. Um livro que recomendo a quem gosta de ler poesia. O último livro do maior poeta português do séc. xx.

E o poema faz-se contra o tempo e a carne

luis bispo

O título do ultimo livro do herberto helder, remete para uma possivel escrita desajeitada e também para uma escrita que vêm do lado do coração, ou seja sincera,sarcástica,irónica, critica,intensa. Esta escrita "desajeitada" poderá ser um exercício de um poema que ainda não é poema ? Nunca se saberá se o herberto não iria entregar-se como um artesão da palavra que era, dar uma nova textura aos poemas canhotos. De qualquer maneira e citando o autor : "Desde nascer a morrer que não entendo nada", lê-se num dos poemas, no qual o autor se questiona: "que interessa fazer a barba/ se é tudo para cremar/ desde as unhas dos pés aos espelhos soberanos - Leonardo, Camões, Newton, Amadeus Mozart/ et coetera/ que interessa?" Sim o que é que interessa?...algures nos corredores arqueados das palavras o Bardo continuará a cantar com todo o êxtase,ferocidade, e delicada melancolia. .

Exímio observador

Rita Ribeiro

Apesar da sua relativa brevidade e de um título que parece assumir um défice de coesão e acabamento, "Poemas Canhotos" demonstra a genialidade do autor, que nos dá conta de uma sociedade que vive num constante frenesim, aspirando sempre a alguma coisa, que não sabe bem o quê. Trata-se de um livro que dialoga com os livros anteriores, que demonstra a aptidão literária, capaz e inteligente de um exímio comunicador.

SURPREENDENTE

Ruy Ventura

Este livro póstumo de Herberto Helder é surpreendente, na medida que nos restitui a sua melhor poesia e, também, nos esclarece sobre a sua filiação cripto-judaica ou marrana.

A morte do Mestre

Gabriel Carvalho

O último livro de um dos maiores poetas do último século português. O culminar de um trabalho, profundamente cosido, do âmbito do génio.

«as mãos com quem escreves» (p. 11)

Emanuel Guerreiro

Postumamente, sai o último livro de Herberto Helder, onde continua a reflectir sobre o acto de escrita poética, a questionar, a si próprio e ao mundo e a morte, revelando como tal ideia se tornava presente: veja-se o poema (p. 39) dedicado à morte do poeta António Ramos Rosa e a identificação entre os dois. Também encontramos uma atenção ao presente, referindo-se à perseguição maometana a Salman Rushdie e às caricaturas dinamarquesas e uma nota de ironia: «aprontem aí um Nobel para salvar uma vida,/ ¿um Nobel está bem mas enquanto espera/porque não se arranja vá lá um Cervantes um Camões uma coisa dessas?» (p. 31). Certamente, o Poeta terá encontrado o que escreveu no verso: «Deus pisca-lhe o olho e diz: olá colega!» (p. 33).

Biográfico

Eduardo Cunha

O último livro de Herberto Helder marca uma viragem mais auto-biográfica do poeta. Poemas Canhotos revolve á volta de frustrações de dia-a-a dia do poeta e o seu desdém com a cena da literatura actual. Longe vai o Herberto surrealista que conhecemos mas continua um comunicador magistral.

Obra brilhante!

Carlos Lopes

Mais uma obra brilhante, deste autor ímpar, que sendo possuidor de um estilo absolutamente único deixa um grande vazio no panorama literário português.

Esquerda-Direita-Dianteira

João Pinho

Tudo se desmorona na poesia edificada por Herberto, nada escapa ileso à pujança da palavra. Nem o novelo dos dias que atormentam a sua alma aprisionada num corpo que já não consegue responder ao ímpeto dos seus desejos e caprichos. Um dos maiores marcos poéticos do ano.

Arte

Orlando Sousa Santos

A poesia é como o prato que se adora: saboreia-se, mastiga-se, digere-se e ... volta-se a ele na primeira oportunidade. Com Herberto Hélder, a refeição é sempre completa!

O último mas não por fim

Carlos M. Mesquita

Sendo o último livro de Herberto Helder, não deixa de ter surpresas... Poemas muito bonitos, com os momentos do quotidiano presentes. O poema sobre Ramos Rosa é quase premonitóro e impressionante. É, naturalmente, um livro de coleção, mas é, acima de tudo, um livro de releitura e meditação.

há textos que matam

dr

e há textos que morrem; há textos que mortificam e há textos que faz-nos amar. há amores que se conhecem porque desconhecidos - imaturamente. Herberto é maternidade na escrita e crescer com ela é caminho. poemas canhotos é quase poema-uno. é semente a que só alguns conseguem escrever.

Imperdível

Ana Celeste Ferreira

Para quem gosta de Herberto Hélder e também para quem achava que não gostava! Uma escrita madura, de uma sobriedade e frontalidade só possíveis após tantos anos de vivência e escrita. Avé Herberto!

SOBRE O AUTOR

Herberto Helder

Herberto Helder nasceu em 1930 no Funchal, onde concluiu o 5.º ano. Em 1948 matriculou-se em Direito mas cedo abandonou esse curso para se inscrever em Filologia Românica, que frequentou durante três anos. Teve inúmeros trabalhos e colaborou em vários periódicos como A Briosa, Re-nhau-nhau, Búzio, Folhas de Poesia, Graal, Cadernos do Meio-dia, Pirâmide, Távola Redonda, Jornal de Letras e Artes. Em 1969 trabalhou como diretor literário da editorial Estampa. Viajou pela Bélgica, Holanda, Dinamarca e em 1971 partiu para África onde fez uma série de reportagens para a revista Notícias. Em 1994 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa, que recusou. Faleceu em Cascais a 23 de março de 2015, tinha 84 anos.

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