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Pobre Charlie Brown!

de Charles M. Schulz
Editor: Iguana, junho de 2025 ‧
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O protagonista da banda desenhada mais famosa da história está de volta para consolidar a popularidade dos Peanuts e assegurar a sua reputação como clássico único e intemporal. Sonhador incansável e eterno otimista, mesmo quando tudo parece correr mal, Charlie Brown conquistou gerações com o seu charme desajeitado, as suas reflexões sobre a vida e a sua comovente resiliência. Uma personagem intemporal que nos faz rir, pensar e, acima de tudo, acreditar que, apesar de todos os fracassos, vale sempre a pena voltar a tentar.

Este livro reúne uma seleção de tiras dos Peanuts publicadas em diferentes jornais entre 1957 e 1959, criadas com o humor inteligente, irónico e único de Charles M. Schulz.
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Snoopy: 75 anos do cão mais cool da BD

Há 75 anos, a 2 de outubro de 1950, Charles M. Schulz publicava a primeira tira de quadrinhos dos Peanuts em sete jornais dos EUA simultaneamente, criando novas tiras seis dias por semana, sem parar, até 1952. Era o início fulgurante de uma aventura que encantaria milhões de pessoas. No centro de tudo estava uma das figuras de banda desenhada (BD) mais adoradas de sempre: Snoopy, o cãozinho mais divertido, “boa onda” e sonhador de que há memória. «Um pouco por todo o mundo, o Snoopy tornou-se o rosto (e o focinho) da obra de Charles M. Schulz», como nos lembra a editora Iguana que, para celebrar esta data, lançou o livro O Indispensável do Snoopy – 75 anos , uma superdivertida edição, de capa dura, tão bonita e cuidada que agradaria ao próprio Schulz, não temos dúvida.
O livro reúne algumas das tiras mais memoráveis de Schulz entre 1950 e 2000, em que Snoopy está sempre em primeiro plano. Mesmo sem falar como nós, este adorável beagle diz-nos tanto!... Eterno outsider a viver num mundo só seu, tem sempre observações perspicazes a fazer sobre o que se passa à sua volta; «pode ganhar ou perder, ser um desastre, um herói, (…), mas tudo funciona», como diz o seu criador, que lhe deu um mundo inteiro de fantasia para se poder refugiar, sempre que se vê metido em sarilhos – o que, aliás, é frequente, para nosso deleite, mas só porque acaba sempre tudo bem. Com o passar dos anos, Snoopy ganhou novas identidades e fez novas amizades – como o passarinho Woodstock, que vive na contingência de ser muito pequeno e insignificante. Em torno da casota deste cãozinho, o mundo gira sem parar com os seus pequenos e grandes problemas, que ganham voz através dos Peanuts, as crianças que animam as histórias, cada uma com personalidades marcantes e distintas; além de «encantadoras e maravilhosamente imprevisíveis», que Schulz detestava ver sair da fase “peanut”, estas crianças são também espelhos das facetas da condição humana.

O Indispensável do Snoopy – 75 anos, tem um objetivo ambicioso, e consegue cumpri-lo de forma encantadora. Nas primeiras páginas, e logo a seguir à entrada em grande de Snoopy e das suas personas, apresenta as várias personagens de Peanuts. O primeiro, como não podia deixar de ser, é o rapaz cabeçudo que cuida de Snoopy, o amoroso Charlie Brown. Meigo e melancólico, há uma razão para Schulz o ter criado assim: «tem de ser aquele que sofre, porque é uma caricatura da pessoa comum». Seguem-se Linus, Lucy, Woodstock, Schroeder, Peppermint Patty, Sally, Marcie, Franklin, Bis e até Pocilguinha.
Depois, somos levados numa tour década a década. Na primeira, a de 1950, vemos como os desenhos originais eram bem mais arredondados. Nesta altura, Snoopy parecia um cão, e agia como tal, acrescentando humor às situações cómicas vividas por Charlie Brown e os seus amigos, todos ainda bem pequeninos. É quando se muda do interior para o telhado da sua casota, em 1958, que a sua imaginação ganha asas. Nos anos sessenta, já vê o mundo lá de cima, e é então que nasce o seu primeiro e mais famoso alter-ego: o Ás da Aviação da Primeira Guerra Mundial. Quando não estava no ar, podíamos encontrar este piloto canino numa taberna, a afogar as mágoas dos amores perdidos das donzelas francesas. Com a década de 1970, Snoopy começa a dançar como nunca, experimenta a vida universitária como Joe Cool e ainda tenta a sorte como Advogado Mundialmente Famoso. Nos anos oitenta, chega a ser um Cirurgião – Mundialmente Famoso, claro está. Para fechar o ciclo, na década seguinte, Schulz “veste” Snoopy como Oficial Francês da Legião Estrangeira e ainda como Patriota da Guerra Revolucionária. No que toca a alteridades, Snoopy não fica a dever nem ao grande Pessoa.
Ao longo destes 75 anos, as 17 897 tiras cómicas dos Peanuts foram publicadas em mais de 70 países e em 45 línguas, tendo chegado a mais de 350 milhões de leitores. A uni-las está o seu humor intemporal. Depois de uma carreira fulgurante, Charles M. Schulz deixou-nos a 12 de fevereiro de 2000, um dia antes da publicação da sua última tira, na qual se despedia dos muitos fãs de Peanuts. Sabia que, fosse como fosse, a sua vida teria sempre estado ligada ao desenho, e alcançou, com uma satisfação que deixava transparecer, o seu maior objetivo: fazer o mundo rir, uma tira cómica de cada vez.   POR DETRÁS DAS VINHETAS O cão que inspirou Schulz a criar Snoopy
«A primeira cadela que tive foi uma Boston Bull chamada Snooky. Ela foi atropelada por um táxi quando tinha cerca de dez anos e eu tinha cerca de doze... cerca de um ano depois, comprámos um cão chamado Spike, que foi a inspiração para o Snoopy», contava Schulz. Em 1934, a família Schulz recebeu um cão mestiço preto e branco chamado Spike, que foi o tema da primeira ilustração publicada por Schulz. Mais de uma década depois, seria também a inspiração para Snoopy. E com boa razão pois, segundo o ilustrador, «[Spike] era o cão mais inteligente que já conheci. Ele tinha um vocabulário de pelo menos 50 palavras — palavras que ele compreendia, claro», de tal maneira que se o mandasse à cave buscar uma batata, ele ia!

O primeiro marco da carreira de Schulz
A carreira de Schulz como cartoonista atingiu um marco com a publicação semanal da sua banda desenhada, Li'l Folks, no jornal Pioneer Press, em 1947.
Depois de várias recusas, Schulz finalmente vendeu Li'l Folks para a United Feature Syndicate, uma grande agência americana de distribuição de colunas editoriais e tiras de BD para jornais, em 1950.

De Lil’l Folks a Peanuts
Devido a um conflito com uma BD anterior que tinha um nome semelhante, a agência mudou o nome da BD de Schulz para Peanuts, o que não agradou ao autor. No entanto, diria mais tarde que isso era o menos importante, já que «poder desenhar o Snoopy, o Charlie Brown, a Lucy e todas as outras personagens e saber que as pessoas as adoram e se preocupam com o que lhes acontece» tornava o meu trabalho «extremamente gratificante.» Li’l Folks, BD de Schulz, © Charles M. Schulz Museum and Research Center O reconhecimento merecido
Já tendo sido nomeado Cartoonista Destaque do Ano em 1955, a National Cartoonist Society concedeu a Schulz essa grande honra novamente em 1964, tornando-o o primeiro a receber o prémio Reuben duas vezes.

Do papel à animação e aos palcos
A Charlie Brown Christmas, o primeiro especial animado de televisão dos Peanuts, estreou na rede CBS a 9 de dezembro de 1965, e foi um êxito imediato.
Dois anos depois, surge o primeiro musical de teatro baseado nos Peanuts, You’re A Good Man Charlie Brown. Depois disso, muitas mais peças de teatro, séries de TV e até filmes de cinema se seguiriam.

Snoopy torna-se astronauta!
Em 1968, Charles M. Schulz foi abordado pela NASA para usar o Snoopy no Programa de Conscientização sobre Voo Espacial Tripulado, o que viu como uma grande honra. A imagem do Snoopy, O Primeiro Beagle no Espaço foi usada em muitos cartazes de motivação no local de trabalho, em emblemas e decalques, e nos pins Silver Snoopy – levados em missões espaciais e depois concedidos como uma honra especial aos funcionários da NASA por realizações notáveis na segurança e sucesso dos voos tripulados. No ano seguinte, os astronautas da NASA batizaram o módulo de comando da Apollo 10 de «Charlie Brown» e o módulo lunar de «Snoopy». É caso para dizer que o Snoopy voou «Para o Infinito, e mais além!».  

Pobre Charlie Brown!

de Charles M. Schulz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895839230
Editor: Iguana
Data de Lançamento: junho de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 205 x 220 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Banda Desenhada > Novela Gráfica
EAN: 9789895839230

Um clássico!

Sofia P.

Agora que a minha filha entrou no Mundo da Banda Desenhada, o Charlie Brown não podia faltar na prateleira. Com tiras que nos fazem rir e pensar que cair não é o fim do Mundo. Nunca nos fartamos dos clássicos.

SOBRE O AUTOR

Charles M. Schulz

Charles M. Schulz nasceu em 1922 em Minneapolis, Minnesota e faleceu em 2000, vítima de cancro, na noite anterior à publicação da sua última tira cómica. A sua carreira estendeu-se por mais de 50 anos onde desenhou mais de 18.250 tiras cómicas dos Peanuts dando vida ao angustiado Charlie Brown, ao romântico Snoopy, ao pianista Schroeder, a Linus e ao seu toten-cobertor e à auto-centrada Lucy. Todas estas personagens povoam o imaginário de milhares de pessoas por todo o mundo.

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