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Outono Alemão

de Stig Dagerman
Editor: Antígona, setembro de 2020 ‧
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No rescaldo da Segunda Guerra Mundial, quando a imprensa internacional retratava os escombros germânicos como um castigo merecido, Stig Dagerman derramava uma clarividente compaixão sobre os derrotados, questionando o prisma dos vencedores e o direito de humilharem um povo espezinhado.

Outono Alemão (1947), reportagem encomendada pelo jornal sueco Expressen, longe de pintar um quadro homogéneo, é uma vívida galeria de explorados e famintos, vítimas de uma guerra que não era sua, mas também de quem se empenhava não apenas em sobreviver, mas em capitalizar com a miséria alheia. Stig Dagerman, para quem o jornalismo era «a arte de chegar atrasado logo que possível», mergulhou nas ruínas de uma Alemanha desorientada, imersa na sua culpa e bloqueada pelas forças ocupantes, e recusou a hipocrisia de exigir dos sobreviventes uma contrição política.

O resultado é uma obra jornalística com a perenidade da grande literatura, num registo objectivo e empático que inspiraria a imprensa vindoura.

Outono Alemão

de Stig Dagerman

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726083719
Editor: Antígona
Data de Lançamento: setembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 207 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História em Geral
EAN: 9789726083719

Leitura obrigatória

Ana G. Ferreira

Este livro é o resultado de uma reportagem jornalística queo jornalista sueco Stig Dagerman fez no outono de 1946, na parte ocidental da Alemanha, que percorreu pelo seu próprio pé, de forma a relatar os factos em primeira mão. Este livro-reportagem devia ser leitura obrigatória para todos os que trabalham em jornalismo. Dagerman escreve com objetividade e lucidez, mas ao mesmo tempo com grande empatia. Imagino como deve ter sido difícil fazê-lo em 1947, quando todos ainda viam o mundo dividido em bons e maus. E agora que penso nisso, não continuamos ainda assim?

SOBRE O AUTOR

Stig Dagerman

Uma inquietação visceral assombrou a vida de Stig Dagerman (1923-1954), saudado precocemente como um «Rimbaud do Norte», um «Camus sueco» e um jovem prodígio das letras nórdicas. Esta insidiosa angústia assolava-o desde a sua Älvkarleby natal, onde a mãe o abandonara em tenra idade, acompanhou-o nos meios anarquistas de Estocolmo, na intensa atividade de jornalista, e culminaria no seu suicídio aos 31 anos. Autor de culto, tido por símbolo de uma desiludida geração do pós-guerra, escreveu em quatro anos toda a sua obra, pontuada pelo desespero de Franz Kafka e influenciada por William Faulkner, na qual se destacam A Serpente (1945), A Ilha dos Condenados (1946), Outono Alemão (1947) e Jogos da Noite (1948). Legou-nos um exemplo de lucidez e resistência à mentira, como alicerce e esteio da ação humana, e algumas das mais belas páginas sobre a falsidade das relações humanas e a angústia e a ira que as movem.

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