Os Sete Saberes para a Educação do Futuro

(3ª edição)

de Edgar Morin; Tradução: Ana Paula de Viveiros
Editor: Instituto Piaget, abril de 2025 ‧
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Por solicitação da UNESCO, Edgar Morin interrogou-se sobre a educação de hoje. Apresentou os problemas centrais e enunciou sete saberes necessários às gerações que inauguram o século XXI.

Contra as cegueiras do conhecimento (a ilusão e o erro), Morin preconiza o ensino do conhecimento dos conhecimentos e enuncia os princípios de um conhecimento pertinente, onde as partes são solidárias do todo.

Exalta em seguida a condição humana, cuja complexidade está desintegrada no ensino e cuja unidade deve ser encontrada na diversidade dos conhecimentos e dos humanos, assim como a identidade terrestre, que deve estar à medida do destino planetário do género humano, fundada sobre a história das comunicações e da comunidade de destino dos humanos: a morte.

Para isso, convém ensinar a arte de enfrentar as incertezas (ensino das incertezas) surgidas nas ciências, a estratégia dos ocasos, o exame dos acontecimentos e acidentes do século, o carácter inesperado da aventura humana, e a compreensão, penhor de paz, à qual estamos vinculados por fundação e vocação necessária para sair da barbárie (estudo da incompreensão).

O objetivo é então o de definir uma ética do género humano, que deve completar a humanidade como comunidade planetária: uma Terra-Pátria e uma cidadania terrestre, reconciliação social do indivíduo e da espécie.

Os Sete Saberes para a Educação do Futuro

(3ª edição)

de Edgar Morin; Tradução: Ana Paula de Viveiros

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897592461
Editor: Instituto Piaget
Data de Lançamento: abril de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 236 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 134
Tipo de produto: Livro
Coleção: Horizontes Pedagógicos
Classificação Temática: Livros em Português > Ensino e Educação > Sociologia da Educação
EAN: 9789897592461

SOBRE O AUTOR

Edgar Morin

Edgar Morin (1921-2026), Filósofo e sociólogo francês, nascido em 1921, foi membro, durante a Resistência e no pós-guerra, do Partido Comunista Francês, do qual foi expulso por discordar da orientação oficial. Morin acredita que é necessário efetuar uma "revolução", mas que esta deve ter presente a ideia de totalidade e complexidade do real. Propõe, como alternativa, o conceito de "totalidade aberta" e de "um pensamento planetário", assentes na permanente revisão e crítica dos princípios orientadores, evitando os dogmas e o pensamento único.
Também no domínio da pesquisa epistemológica, a perspetiva de Morin traduz uma inovação. A sua reflexão nesta área incide sobre o panorama da ciência contemporânea que se apresenta como um "mosaico" de disciplinas isoladas e separadas entre si. Esta fragmentação remete para a necessidade de encontrar um novo método, que repense a tradição científica ocidental. Partindo do desenvolvimento das diversas ciências, especialmente da física, da biologia, da cibernética e da ecologia, Morin transmite a ideia de "complexidade", que caracteriza todas as esferas da atividade humana, desde o mundo físico e natural até ao universo das sociedades humanas. Estas realidades (física e social), têm de ser pensadas de uma forma dinâmica e intercomunicativa: o natural não ser entendido desligado do social e vice-versa, e o todo das partes que o compõem, também perspetivados numa lógica de reciprocidade. Em síntese, Morin tem como objetivo ultrapassar a visão reducionista e simplista do Homem e do Mundo, que domina o pensamento ocidental há trezentos anos.

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