Os Filhos do Nosso Bairro

de Naguib Mahfouz
Editor: Livraria Civilização Editora, junho de 2010 ‧
Originalmente publicado em árabe em 1959, sob a forma de folhetins no jornal Al-Ahram do Cairo, o romance Os Filhos do Nosso Bairro teve a oposição severa das autoridades religiosas e a sua publicação já sob a forma de livro foi proibida no Egipto. Hoje, editado pela primeira vez em Portugal e traduzido directamente do árabe, as maravilhosas histórias que o compõem encantarão os leitores.
Os Filhos do Nosso Bairro é um romance constituído por pequenas histórias sobre as vidas dos descendentes de um egípcio, Gabalawi, e dos seus filhos que vivem no bairro que vai crescendo e rodeando a sua mansão. Cada uma das cinco histórias se centra no surgimento de um "salvador" que vem remir os habitantes do bairro de governantes criminosos perversos, dando origem a uma época de paz e prosperidade. No entanto, após a morte de cada um destes notáveis salvadores, os habitantes do bairro regridem inevitavelmente para uma vida governada pela ganância e pela ânsia de poder que os conduz de novo à criminalidade.
Mahfouz tece uma narrativa encantadora que acompanha várias gerações através dos seus triunfos e sofrimentos, explorando a importância da esperança, da espiritualidade, da justiça e da noção de história de um povo face à opressão.

“Um romance gratificante para os fãs de Mahfouz e um bom ponto de partida para novos leitores.”
Booklist

“Extremamente envolvente e profundamente sério.”
Chicago Tribune

“Originalmente publicada em árabe em 1959, a saga multigeracional de Mahfouz apresenta uma visão alegórica da espiritualidade.”
Publishers Weekly

Os Filhos do Nosso Bairro

de Naguib Mahfouz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722630610
Editor: Livraria Civilização Editora
Data de Lançamento: junho de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 235 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 432
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722630610

SOBRE O AUTOR

Naguib Mahfouz

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1988

Romancista egípcio, Naguib Mahfouz nasceu a 11 de dezembro de 1911 em Gamaliya, nas cercanias do Cairo. Filho de um funcionário público, teve acesso a uma educação esmerada.
Após ter concluído os seus estudos secundários, ingressou na Universidade do Cairo, de onde obteve o seu diploma em 1934. Enquanto prosseguia um curso de pós-graduação, Mahfouz tomou a decisão de se tornar escritor a tempo inteiro.
Começou por colaborar para a imprensa com artigos e contos, reunindo estes últimos num volume aparecido em 1938. No ano seguinte conseguiu alcançar uma certa estabilidade ao seguir as pisadas do pai, tornando-se funcionário público no Ministério dos Assuntos Islâmicos.
Também nesse ano de 1939 publicou o seu primeiro romance, Abath al-Aqdar, obra em que, com volumes como Radubis (1943) e Kifah Tibah (1944), o autor procura fazer abranger a totalidade da história do Egipto. Em meados da década de 50, surgiu com Al-Thulatiya (1956-57, A Trilogia do Cairo), obra em que descreve as andanças da família de Al-Sayyid Amad Abd Al-Jawad durante três gerações, desde a Primeira Grande Guerra até ao tempo presente.
A Revolução do Egipto, ocorrida em 1952, depôs o monarca Farouk I e instaurou um regime liderado por Gamal Abdel Nasser. Desagradado com a situação, o escritor votou-se ao silêncio durante alguns anos. Reapareceu em 1959 com trabalhos de índole prolífica e variada.
Alterando o seu discurso e recorrendo à alegoria e ao simbolismo para veicular as suas opiniões políticas, publicou Al-Liss Wa-Al-Kilab (1961, O Ladrão e os Cães), romance que conta a história de um gatuno de convicções marxistas e que, após ter sido aprisionado e eventualmente libertado, procura a vingança e encontra a morte.
Após ter exercido as funções de diretor do Gabinete de Censura egípcio, Mahfouz retomou o mesmo cargo junto da Fundação para o Desenvolvimento do Cinema, entre os anos de 1954 e 1969. A partir de então tornou-se consultor cinematográfico para o Ministério da Cultura do seu país, acabando por se reformar em 1972.
Entretanto, em 1965 surgiu Al-Shahhadh (O Pedinte) e, dois anos depois, Miramar (1967), romance que descreve a vida de uma rapariga através de quatro narradores, cada um deles representando uma corrente de pensamento político diferente.
Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1988, Naguib Mahfouz caiu no desagrado dos fundamentalistas islâmicos que, em 1994, enviaram dois assassinos ao seu encontro. Apunhalaram o escritor no pescoço com uma faca de cozinha, mas falharam o atentado e, capturados, foram ambos condenados à morte no ano seguinte.
Faleceu no Cairo a 30 de agosto de 2006, com 94 anos.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU