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Os Evangelhos Gnósticos

de Elaine Pagels

editor: Via Optima, abril de 2004
"Temos agora, pela primeira vez, a oportunidade de descobrir de que trata a mais antiga heresia cristã; pela primeira vez, os hereges podem falar por si próprios".

Em 1945, cinquenta e dois textos escritos em papiro, incluindo evangelhos e outros documentos secretos, foram descobertos escondidos numa jarra de cerâmica enterrada no deserto egípcio. Estes escritos gnósticos eram traduções em copta do grego original e datavam da época do Novo Testamento. O material que incorporavam - poemas, descrições quase-filosóficas das origens do universo, mitos, magia e instruções para prática mística - foi mais tarde declarado herético, já que oferecia uma forte alternativa à tradição cristã ortodoxa. Em Os Evangelhos Gnósticos, a historiadora Elaine Pagels examina estes textos e as questões por ele levantadas, e explica as razões por que o gnosticismo foi esmagado pela igreja ortodoxa cada vez mais organizada e institucionalizada.

"Além de contarem a verdadeira história do Graal, estes documentos falam do ministério de Cristo em termos muito humanos".
Dan Brown, O Código Da Vinci

"É prerrogativa imemorial dos vencedores contar a sua versão da história como a única verdadeira e tudo fazer para apagar a memória cultural e espiritual dos vencidos (...) Não fosse a surpreendente descoberta que um camponês árabe (...) fez no Alto Egipto em 1945 (...), mais propriamente de 52 textos escritos em papiro (...), provavelmente nunca se teria uma justa versão sobre a controvérsia que opôs cristãos ortodoxos e cristãos gnósticos nos primeiros alvores do cristianismo. (...) A descoberta deixou os estudiosos perplexos, sobretudo porque desafiava tudo aquilo que se dava por adquirido sobre a história das ideias e das práticas no seio das comunidades cristãs durante os séculos I e II. (...) Tudo (leva) a crer, após a leitura de Os Evangelhos Gnósticos, de Elaine Pagels, que a vitória da ortodoxia (cristã), da forma como foi obtida há 16 séculos, lançou fora, com a água do banho, a própria criança que lhe era essencial."
Vítor Quelhas, Expresso, 8/10/99

"Um dos 10 melhores livros de 1999".
Helena Barbas, Expresso, 30/12/99

"Mas quando examinamos o efeito prático que a doutrina da ressurreição corporal teve no movimento cristão, constatamos que, paradoxalmente, ela serve também uma função política essencial, legitimando a autoridade de certos homens que pretendem exercer liderança exclusiva sobre as igrejas enquanto sucessores do apóstolo Pedro.
(...)
E foi assim, acrescenta Marcos, que a Verdade nua lhe surgiu na forma de uma mulher, revelando-lhe os seus segredos. Marcos espera, por sua vez, que todos quantos ele iniciar na gnosis vivam também experiências semelhantes. No ritual de iniciação, depois de invocar o espírito, ele ordena ao candidato que fale profeticamente, de forma a demonstrar que a pessoa recebeu contacto directo com o divino.
(...)
(...) o Evangelho de Maria apresenta Maria Madalena (nunca reconhecida como apóstolo pelos ortodoxos) como aquela que era favorecida com visões e revelações ultrapassando largamente as de Pedro.
(...)
Esta tradição secreta revela que aquele que a maioria dos cristãos adora ingenuamente como criador, Deus e Pai é, na realidade, apenas a imagem do verdadeiro Deus.
(...)
Entre grupos gnósticos tais como os valentinos, as mulheres eram consideradas iguais aos homens; algumas eram reverenciadas como profetas; outras funcionavam como professores, evangelistas errantes, curandeiros, padres, talvez mesmo bispos.
(...)
Contrariamente às fontes ortodoxas, as quais interpretam a morte de Cristo como um sacrifício redimindo a Humanidade da culpa e do pecado, este evangelho gnóstico considera a crucifixão como a ocasião para a descoberta do ser divino interior.
(...)
Eles (os gnósticos) estavam convictos de que ou a igreja visível - a rede efectiva de comunidades católicas - estivera enganada desde o princípio ou que ela se transviara. A verdadeira igreja, por contraste, era invisível: apenas os seus membros percepcionavam quem lhe pertencia ou não. Através da sua ideia de uma igreja invisível, a intenção dos dissidentes era oporem-se às pretensões dos que diziam representar a igreja universal.
(...)
Enquanto em épocas anteriores homens e mulheres cristãos se sentavam em conjunto para praticar o culto, em meados do século segundo - precisamente na altura do conflito com os cristãos gnósticos - as comunidades ortodoxas começaram a adoptar o costume das sinagogas, segregando as mulheres dos homens.
(...)
O movimento gnóstico partilhava certas afinidades com métodos contemporâneos de exploração do ser através de técnicas psicoterapêuticas. Tanto o gnosticismo como a psicoterapia valorizam acima de tudo o conhecimento - o autoconhecimento representado pela revelação intuitiva -, e ambos concordam que, na falta dele, a pessoa experimenta um estado de ser que é motivado por impulsos que não entende.
(...)
A atitude que Heraclito articula para com o martírio é porém totalmente diferente da professada pelos seus contemporâneos ortodoxos. Ele não exprime nenhum do entusiasmo destes pelo martírio, nenhum do louvor destes pela vitória gloriosa ganha através da morte. Acima de tudo, ele nunca sugere que o sofrimento do crente imita o de Cristo. Pois se a paixão apenas foi experimentada pelo elemento humano de Cristo, isto sugere que também o crente apenas sofre a nível humano, enquanto o espírito divino no interior transcende o sofrimento e a morte.
(...)
Muitos gnósticos insistiam, pelo contrário, que o sofrimento pessoal é provocado pela ignorância e não pelo pecado.
No decurso do processo, os gnósticos celebravam - exageravam maciçamente, diziam os seus oponentes - a grandeza da natureza humana. A Humanidade em si, no seu ser primordial, era revelada como o Deus acima de todos. O filósofo Plotino, que concordava com o seu mestre, Platão, sobre a origem divina do universo e a partilha da alma imortal por inteligências não-humanas, incluindo as estrelas, verberou os gnósticos por muito se estimarem a si próprios, e muito pouco ao universo."

Os Evangelhos Gnósticos

de Elaine Pagels

Propriedade Descrição
ISBN: 9789729360107
Editor: Via Optima
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 209 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Coleção: Diversos Universos
Classificação temática: Livros em Português > Desenvolvimento Pessoal e Espiritual > Esoterismo Livros em Português > Desenvolvimento Pessoal e Espiritual > Ocultismo
EAN: 9789729360107
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
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Evangelhos Gnósticos

Ricardo

Um livro essencial para compreender o mundo dos evangelhos que não foram incluídos ou não estão presentes na Bíblia. Excelente livro de introdução a quem quiser se aprofundar no tema com umas das autoridades mundiais que é a autora do livro.

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Recomendo

Miguel Valente

Constiuiu um passo mais à procura da verdade.

Elaine Pagels

Após o seu doutoramento pela Universidade de Harvard em 1970, Elaine Pagels ensinou no Barnard College da Universidade de Colúmbia, onde presidiu ao departamento de estudos religiosos. Além de ter participado com outros académicos na edição dos textos de Nag Hammadi, a drª. Pagels é autora de The Johannine Gospels in Gnostic Exegis (1973), The Gnostic Paul: Gnostic Exegesis of the Pauline Letters (1975), Adam, Eve and the Serpent (1989), The Origin of Satan (1995) e Beyond Belief: The Secret Gospel of Thomas (2003).
Bolseira da Fundação MacArthur em 1981, Elaine Pagels vive e lecciona actualmente em Princeton, Nova Jersey (EUA).

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