Os Esquemas de Fradique

de Fernando Venâncio
Editor: Grifo Editores, abril de 1999 ‧
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No ano das comemorações do centenário da morte de Eça de Queirós, um óptimo romance de Fernando Venâncio, ficcionista, professor, tradutor e crítico literário, colaborador, entre outros, dos jornais "Expresso" e "JL" , que recria o mito de Carlos Fradique Mendes, célebre dandy finissecular, um projecto heteronímico, de antecipada modernidade, criado por Eça, que o daria a conhecer, nomeadamente, com a publicação das suas cartas. O "fradiquismo" foi algo que se impôs desde a criação da célebre figura queirosiana, e desde o início que a fractura entre ficção e real nunca foi fácil de distinguir, tendo Fradique vivido de forma oscilante entre os dois mundos. Neste livro, o jovem jornalista Martinho da Telha, a pedido de Cristiano Fradique, neto do "autor" dos "Poemas do Macadam" e amigo de Baudelaire, tenta reconstruir peça a peça a vida de Carlos Fradique Mendes.

Crítica de Imprensa: «A história arquitectada por Fernando Venâncio é bem contada e desenvolve-se num ritmo seguro e coerentemente trabalhado, no sentido de manter activo um factor de construção da narrativa tão decisivo como é a dinâmica da procura. Daí a coloração não raro policial que o relato assume...» (Carlos Reis, Expresso-Cartaz, 11/12/99).

Os Esquemas de Fradique

de Fernando Venâncio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728178314
Editor: Grifo Editores
Data de Lançamento: abril de 1999
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 210 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789728178314
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Fernando Venâncio

Fernando Venâncio ((18 de novembro de 1944, Mértola – 30 de maio de 2025, Mértola) inaugurou a sua carreira linguística aos dois anos, quando passou do aconchego alentejano para a capital, extasiando-se com os modos de exprimir-se dos lisboetas. Aos dez anos, novo êxtase o esperava, agora em Braga, essa herdeira do território criador do idioma, e orgulhosa disso até à intolerância. Em 1970, quando Portugal se tinha tornado num fascinante mapa de falares, sotaques e soluções gramaticais, vai instalar-se num mundo inteiramente outro, o de língua neerlandesa. Aí se forma, em Amesterdão, em Linguística Geral, iniciando também a docência universitária em língua e cultura portuguesas: primeiro em Nimega, depois em Utreque, finalmente, e de novo, na capital holandesa. Nunca deixaram de inquietá-lo as formas e as estruturas da sua língua materna, e também os processos históricos na origem delas.

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