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Odília ou a História das Musas Confusas do Cérebro

de Patrícia Portela
Editor: Editorial Caminho, setembro de 2007 ‧
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Patrícia Portela, conhecida (e reconhecida, nomeadamente com uma Menção Honrosa Prémio Acarte com o espectáculo WasteBand - 2003 e a Menção Especial do prémio da crítica pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro para a Dramaturgia da Trilogia Flatland) pelo seu trabalho na área do espectáculo, surge agora com a sua primeira obra de ficção publicada pela Editorial Caminho - Odília. Com minúscula, odília representa a classe das musas desempregadas e confusas; com maiúscula, é uma específica musa desempregada e confusa que procura, como qualquer ser mortal e normal, o seu lugar no mundo. E conquistar o nosso lugar no mundo é uma coisa difícil! Implica a existência de amigos (Penélope), de amores (obviamente, um poeta), de intrigas (os deuses descobrem que criaram tudo mas não criaram as musas e por isso resolvem roubar-lhes os sentidos), de reflexão (Odília esteve 1003 anos a pensar no seu destino), de coragem (como ultrapassar a teia labiríntica do quotidiano, quando se sofre de labirintite?)… E tudo acontece em simultâneo (ou será antes? ou será depois?) porque nas questões da existência, o tempo é um grande novelo que se enrola e desenrola sem nunca deixar de ser uma bola que entra numa baliza e, em simultâneo (ou será antes? ou depois?) ao grito: Gooooooooooooooooooolllllllllllllllllllllooo!

Odília ou a História das Musas Confusas do Cérebro

de Patrícia Portela

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722118989
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: setembro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 208 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 88
Tipo de produto: Livro
Coleção: O Campo da Palavra
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722118989

Uma experiência diferente de leitura

Cristina Alves

Pequeno volume publicado pela Caminho, destaca-se visualmente pelas mesmas razões que Para Cima e não para Norte, com texto disperso pela página, algo que confere algo mais à experiência de leitura, pela forma como se nos apresentam as letras. Mas se foi algo que resultou muito bem no contexto de Para Cima e não para Norte, aqui foi algo que achei de uso exagerado. A história decorre em torno de uma Musa, de nome Odília, que procura ocupação em tarefas inspiradoras, respondendo a um anúncio de contornos oportunistas. Chegando atrasada, não consegue ocupar uma das vagas, e sai correndo atrás do seu cão, embatendo em Penélope, acabando por se tornar grande amiga desta. Mas não pensem que esta é uma amizade normal, até porque Odília não é uma rapariga normal – relembro que é uma Musa. De desventura em aventura, Odília descobre finalmente o que lhe falta e a sua vocação. Ainda que Odília constitua um exercício de escrita bastante peculiar, pela formatação do texto de acordo com a história que narra, não foi, em termos de história, algo que me entusiasmasse. Sem grande fio conductor ao longo da história tem mais interesse pela perspectiva visual do que propriamente pelo conteúdo. Publicado com imagens do interior em https://acrisalves.wordpress.com/2015/04/13/odilia-patricia-portela/

Odília, a musa confusa

maria teresa meireles

Uma história das confusões do cérebro e da Musa Odília, ela própria uma ode àquilo que nos confunde e converte. Patrícia Portela tem uma escrita delirante, refrescante. Odília vale esta experiência de leitura.

SOBRE O AUTOR

Patrícia Portela

Patrícia Portela (1974). É autora de espetáculos, instalações e obras literárias. Tem um mestrado em cenografia e outro em filosofia; estudou dramaturgia, dança e cinema, em Lisboa, Utrecht, Londres, Helsínquia, Ebeltoft e Leuven. Cresceu em Macau, viveu duas décadas em Antuérpia e habitou brevemente em Paris e Poznan mas por razões meramente pessoais. Atualmente vive em Paço de Arcos. Itinera com regularidade pela Europa e pelo mundo e é reconhecida nacional e internacionalmente «pela peculiaridade da sua obra», com a qual recebeu vários prémios. É autora de romances e novelas como O Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE) ou Hífen (finalista do Prémio Correntes d'Escritas, Prémio Ciranda em 2022 e escrito com uma bolsa DGLAB). É cronista regular do Jornal de Letras, Artes e Ideias desde 2017 e foi cronista na rádio Antena 1 em «O Fio da Meada» por 6 meses (2019-2020). Os seus textos foram reunidos e publicados no livro Crónicas Fora de Jogo em 2022. Durante a pandemia foi diretora artística do Teatro Viriato em Viseu, que nunca fechou as suas portas (2020-2022), e da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa (2023–2024).

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