Oceano - O Reino das Águas
SINOPSE
Um ambicioso trabalho de dezoito anos, cujo resultado, por demais esculpido e aprimorado, nos chega absolutamente surpreendente, numa edição em capa dura.
Mais do que uma aventura de perder o fôlego, de proporções avassaladoras e de poderosíssima ressonância emocional, estamos perante uma lúcida e inspirada ode à humanidade (a todos os seus defeitos e qualidades), à literatura e à própria língua portuguesa.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789725594285 |
| Editor: | Manufactura |
| Data de Lançamento: | junho de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 176 x 248 x 42 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 488 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789725594285 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Único!
Livros da Pipoca
Oceano foi a primeira leitura terminada em 2022, e uma das reviews mais difíceis de fazer. Este livro é uma autêntica obra de arte, diferente de todos os livros que já li. Temos uma fantasia épica, com um mundo extremamente bem estruturado, uma história com princípio, meio e fim (?) muito bem desenvolvida e que capta a atenção do leitor logo na primeira página. Ao mesmo tempo que acompanhamos os desenvolvimentos, deparamo-nos com uma narrativa poética de uma beleza única. Uma aposta muito bem conseguida, na minha modesta opinião, conjugando perfeitamente fantasia com poesia. Um livro que a princípio se estranha, mas facilmente se entranha. E entranha-se na pele, na alma, e fica conosco para sempre. Carregado de metáforas, é um autêntico murro no estômago, tecendo críticas à sociedade e a uma realidade que muitas vezes preferimos ignorar. O Oceano clama por ajuda, e quando tomamos consciência disso, a realidade sufoca-nos. Um livro único que precisa ser degustado, com tempo, para podermos refletir e aceitar a sua natureza diferente. Não será um livro para todos, mas é um livro que todos deveríamos ler e reler. Sim, porque pretendo relê-lo e descobrir novas perspectivas. Altamente recomendado!
A Catarse do leitor
Tatiana Reis
Aristóteles falava que uma das funções maiores da literatura é provocar no leitor o efeito de “katharsis”, a purgação das emoções através da experiência artística. Pois bem, este livro é pura catarse.
"Escreve o acaso o destino de todas as coisas. E o de todas as almas."
Jorge Teixeira
Mais que emoção, é livro que toca e sufoca na garganta, na voz e na palavra, audível por uma música interior pulsada e ondulada pelos versos e rimas de uma poesia impressionante, quer se estranhe ou se entranhe. Uma autêntica lufada de ar fresco, um imponente mergulho de fim de tarde, ou um poderoso sonho no culminar de um dia turbulento. De natureza exigente, é uma espécie de almofada atraente e desconfortável, que incomoda, mas que roda e que às tantas vira a viagem cómoda, virando-se do avesso, para quem queira esse acesso e se esforce com o excesso. Da realidade para o oceano, o salto para o vazio, para a água, sem pé, mas com o sopé dos grandes nomes da antiguidade, dos épicos e poemas clássicos. Também da fantasia, das criaturas mágicas, da companhia e da ousadia da inocência e da essência. O Bem e o Mal, o real e o imaginário, o passado e o presente, a inspiração, a respiração e a aspiração, entre tanto mais, tantos são os pais e os ideais. Um projeto impossível que surpreendentemente determina uma obra credível, e incrível. Cumulam os círculos e os símbolos, estes que se saturam e se satisfazem, e se fazem. Terá as suas tonturas e limitações que não mais são do que divergências e influências e motivações. No fundo, lá nas profundezas, é defeito que se torna feito e manha que passa a façanha, onde a imperfeição se treina, a cada canto e recanto, e a perfeição reina no encanto, no desenlace do novelo - entre os peões e as ações, e entre quem criou e quem andou e guardou. Para alguns terá causado estranheza, para outros transformou-se em fortaleza. A cada entrada, cada passo e cada etapa vencida numa corrida que vai certamente ser repetida. Aceitei, acreditei e gostei - e como se vê neste texto - inspirou-me e recordou-me e, deste jeito, satisfeito, assim partilho e aconselho, sem rodeios. Não é para todos, e não tem mal. Não é para todos os dias, e é normal. É, sim, para o trovador e para o sonhador no tempo certo, e é brutal.
Livro lindo, história incrível
Ana R. Magalhães
Confesso que não estava preparada para um livro assim. O final deixou-me de rastos e em lágrimas… os cantos são curtos e apesar de não se ler como um romance conquistaram-me pela sua beleza e poesia! Este livro tem frases memoráveis umas atrás das outras, é incrível. A história tem muitas surpresas e não para… as batalhas OH GOD as batalhas! Que descrições, que brutal. Nunca tinha lido um livro assim e confesso que adorei, adorei, para além de ser um livro lindo e com capa dura! Não vejo a hora de ler mais do autor
Literatura do mais alto nível
João M. Figueira
Não conheço na literatura portuguesa um autor que lance um livro de estreia com esta maturidade. Descobri-o no instagram e a ideia de cruzar fantasia épica (género que adoro mas com tão fraca representação em Portugal) com poesia épica (céus, ainda se escreve poesia épica?) atraiu-me logo. É preciso ser ou muito louco ou muito genial e eu diria que neste caso temos um pouco dos dois. Arrisco dizer que ainda se vai ouvir falar muito deste livro. Uma mitologia cheia de referências, mas ao mesmo tempo original e coesa, uma escrita assustadora: do melhor que li e já leio há pelo menos 20 anos. Uma história cheia de heróis, ação, mas também muita erudição e episódios que dificilmente esquecerei. A gruta do Ugron é fenomenal. Uma das melhores obras de fantasia que já li. Portugal ponha os olhos neste senhor.
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