Obras Completas Maria Judite de Carvalho - Volume 3
Flores ao Telefone | Os Idólatras | Tempo de Mercês
SINOPSE
Herdeira do existencialismo e do nouveau roman, a sua voz permanece intemporal, tratando com mestria e um sentido de humor único temas fundamentais, como a solidão da vida na cidade e a angústia e o desespero espelhados no seu quotidiano anónimo.
Observadora exímia, as suas personagens revelam o ritmo fervilhante de uma vida avassalada por multidões, mas sempre reclusas em si mesmas, separadas por um monólogo da alma infinito.
O terceiro volume reúne duas coletâneas de contos - Flores ao Telefone (1968), Os Idólatras (1969) e Tempo de Mercês (1973).
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898866387 |
| Editor: | Editora Minotauro |
| Data de Lançamento: | novembro de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 156 x 236 x 24 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 336 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Obras Completas de Maria Judite de Carvalho |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Contos
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| EAN: | 9789898866387 |
OPINIÃO DOS LEITORES
O resgate que se impunha
André F.
Em boa hora a editora Minotauro lançou mão deste projeto de publicar todas as obras de Maria Judite de Carvalho, talvez a voz feminina mais esquecida da literatura portuguesa do século XX. Impunha-se este resgate ao silêncio a que fora votada. Num grafismo irrepreensível, este terceiro volume compõe-se de três coletâneas de contos, o género em que a voz de Maria Judite melhor se fazia ouvir, narrando os pequenos nadas que, afinal, são mesmo o tudo. Estes contos são contos que que nos acompanharão sempre, tal é a pequena ferida que nos deixam...
O pesado significado do que passa discretamente
Ana Gonçalves
A leitura dos inúmeros contos, alguns pequenos outros maiores, é sempre acompanhada por uma subtil melancolia: cada personagem encontra-se só, de uma forma ou de outra, independente do género ou da idade. Dá-se lugar à solidão, ao desalento e ao significado dos momentos de silêncio de pessoas "comuns" e do permanente desassossego que emana das suas vidas. Um dos contos que mais me marcou foi "Flores ao telefone", pois mostra a angústia que passa despercebida - poderia, muito bem, ser a nossa própria dor aqui descrita.