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Obras Completas de Bocage: Sonetos, Sátiras, Odes, Epístolas, Idílios, Apólogos, Cantatas e Elegias

Volume I - Tomo I e Tomo II

de Bocage
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, dezembro de 2018 ‧
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A versatilidade de Bocage é inequívoca: cultivou, com efeito, quase todos os géneros poéticos da época, é disso exemplo o primeiro volume editado pela Imprensa Nacional da nova coleção «Obras Completas de Bocage». Com organização, fixação do texto e notas de Daniel Pires, este primeiro volume encontra-se divido em dois tomos que abarcam a maior parte da sua poesia.

Esta edição é acompanhada por um estudo introdutório tido como indispensável para uma melhor compreensão da dimensão do homem, da obra e do seu contexto.

Obras Completas de Bocage: Sonetos, Sátiras, Odes, Epístolas, Idílios, Apólogos, Cantatas e Elegias

Volume I - Tomo I e Tomo II

de Bocage

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722724890
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: dezembro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 209 x 37 mm
Encadernação: Capa mole
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras Completas de Bocage
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789722724890

SOBRE O AUTOR

Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage, o mais completo poeta do nosso século XVIII, nasceu em Setúbal em 1765 e faleceu em Lisboa em 1805. Aos 16 anos assentou praça na Infantaria de Setúbal, mas em 1783 alista-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participa na vida boémia e literária e começa a ganhar fama a sua veia de poeta satírico. Em 1786 embarca para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventura-se a ir a Macau e neste ano regressa a Portugal. Em 1791 publica o primeiro volume de Rimas e integra-se na Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras), onde recebe o nome de Elmano Sadino. Mas Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou ao convencionalismo arcádico e abre conflitos com os seus confrades. Em 1797 é acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes"; e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, é preso e condenado pela Inquisição. Quando sai da reclusão, conformista e gasto, vê-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de traduções). Recebeu o auxílio de alguns amigos mas acabará por morrer doente e na miséria.
Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos maiores sonetistas portugueses.
As obras de Bocage encontram-se editadas atualmente nas antologias: "Opera Omnia", "Poesias" (antologia que inclui a lírica, a sátira e a erótica) e "Poesias de Bocage". © 2003 Porto Editora, Lda.

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