Obra Completa - Volume I - Sonetos

de Bocage
Editor: Edições Caixotim, abril de 2004 ‧
Organizada, anotada e prefaciada pelo conhecido investigador Doutor Daniel Pires, a obra completa de Bocage que se publicará em 7 volumes até 2007, constituirá a partir de agora edição fidedigna para qualquer leitura ou investigação em torno do ofício poético bocageano.


"Estávamos há 150 anos a precisar desta edição. [com edição de Daniel Pires] e quanto ao vol. I, há duas novidades: seis sonetos nunca incluídos nas 'Obras Completas' e nova arrumação em 13 capítulos do ser e da vida. São 381 composições, o que faz de Bocage o nosso sonetista mais quantioso [...] Outra revolução neste volume é a ordem dos poemas, abrindo pelos mais importantes [...] O olhar incide, assim, não sobre as oitavas por muitos ditas pornográficas da "Ribeirada" mas sobre as composições filosóficas (e bem podíamos, de futuro, acordar num título que começasse por Poesias Filosóficas...), em que vamos da 'Epístola a Marília' ao diálogo epistolar entre Olinda e Alzira, 'segundo manifesto iluminista', enquanto 'pugna pela felicidade, desmistifica o preconceito, denuncia a educação que conduzia à domesticação e à negação da pessoa humana, retoma a crítica à hipocrisia clerical, faz a apologia da Razão' (pág XXXIV), assumindo, em livre arbítrio no feminino, o direito ao corpo e ao prazer."
Ernesto Rodrigues, Expresso

Obra Completa - Volume I - Sonetos

de Bocage

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728651466
Editor: Edições Caixotim
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 240 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 422
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789728651466
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage, o mais completo poeta do nosso século XVIII, nasceu em Setúbal em 1765 e faleceu em Lisboa em 1805. Aos 16 anos assentou praça na Infantaria de Setúbal, mas em 1783 alista-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participa na vida boémia e literária e começa a ganhar fama a sua veia de poeta satírico. Em 1786 embarca para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventura-se a ir a Macau e neste ano regressa a Portugal. Em 1791 publica o primeiro volume de Rimas e integra-se na Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras), onde recebe o nome de Elmano Sadino. Mas Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou ao convencionalismo arcádico e abre conflitos com os seus confrades. Em 1797 é acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes"; e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, é preso e condenado pela Inquisição. Quando sai da reclusão, conformista e gasto, vê-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de traduções). Recebeu o auxílio de alguns amigos mas acabará por morrer doente e na miséria.
Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos maiores sonetistas portugueses.
As obras de Bocage encontram-se editadas atualmente nas antologias: "Opera Omnia", "Poesias" (antologia que inclui a lírica, a sátira e a erótica) e "Poesias de Bocage". © 2003 Porto Editora, Lda.

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