O Sol na Minha Mão
SINOPSE
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899106970 |
| Editor: | Cordel D' Prata |
| Data de Lançamento: | agosto de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 143 x 223 x 21 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 404 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789899106970 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um romance que “brilha” nas mãos do leitor
Ana Leitão
“O Sol na minha mão” entrelaça dois tempos: as décadas de 80 e de 30. A época mais recuada é a da juventude de Valentina, a mãe da protagonista, Sara. Aí são descritas as ondas de refugiados fugidos da Guerra Civil de Espanha e que entraram em Portugal. Aí são descritos os campos de concentração de refugiados de espanhóis no Alentejo. A violência do fúria fascista das tropas de Fraco. Esta existência atribulada de Valentina, mantida em segredo uma vida inteira, vai sendo descoberta por Sara, a filha, numa viagem que a leva desde a raia, em Barrancos, ao Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda, em Lisboa. Uma viagem de descoberta de quem foi a mãe e uma viagem de autodescoberta de quem ela própria é, e que inclui um improvável romance com um desconhecido que a ajuda a mudar um pneu. Este “Sol” não devia andar “encoberto”, mas sim a brilhar por aí!
SOBERBO!
NICP
«O Sol na Minha Mão» é um livro que prende, vicia e cativa! De fácil leitura, com uma escrita que nos leva a reflectir constantemente e a fazer uma viagem intrínseca pelo passado, presente e futuro. Da minha experiência de leitura deste livro, revelo que aprendi muito sobre diversos assuntos, especialmente sobre a Guerra Civil de Espanha. Identifiquei-me imenso com a personagem principal, Sara, e não posso negar que adorei o facto da maior parte da acção ser passada no Alentejo, um lugar que me diz tanto… Saliento ainda que as paisagens e as gentes alentejanas estão particularmente bem retratadas. Tornei-me fã deste escritor e aguardo o seu próximo livro.
Leitura viciante, simplesmente maravilhoso
Sofia Ribeiro
Uma história de prender a atenção do leitor e um enredo fantástico. Sem dúvida um livro extraordinário!
Tudo o que importa num só livro
Eva Damiana
Este romance de António Souto que tem todos os ingredientes para deliciar os leitores: amor, reviravoltas, personagens incríveis, momentos de tensão, instantes de paixão, mágoas e remorsos, mas também humor, ironia e crítica social. Sobretudo devido à forma como está escrito, é quase impossível de largar. Como único ponto menos positivo apenas destaco um alinhamento político demasiado vincado, embora não discorde da linha antifascista que o livro quer vincar.
Um Sol simplesmente brilhante
Ana P. Simas
Em boa hora segui a recomendação de uma amiga que já conhecia a obra deste autor. O romance agarra-nos desde o capítulo inicial e consegue manter o suspense até às páginas finais. Sara e Valentina continuam a assombrar-me, mesmo após a leitura do livro. A mim tocou-me mais a profundidade das relações humanas, mas reconheço o mérito da evocação histórica de episódios quase desconhecidos do nosso passado enquanto nação. Há grandes descobertas a fazer para quem arrisca sair do círculo vicioso dos autores mais consagrados e mediáticos. Que pena este livro não estar numa editora de grande projeção. Em suma, recomendo vivamente este Sol brilhante e sem perniciosos efeitos secundários!
Memória, denúncia e sensibilidade
César Pereira
A segunda obra de António Souto é um seguro passo em frente. Tal como em ´´Também há cores na escuridão´´, encontramos aqui uma escrita cuidada, mas despretensiosa, que elabora uma reconstituição histórica de grande qualidade. Para além dos acontecimentos políticos e das marcas socioculturais dos momentos retratados, também há espaço para apontamentos curiosos sobre o vestuário, a música, os hábitos e as mentalidades que envolvem o argumento. O lado pitoresco da memória histórica é contrabalançado com a denúncia do sofrimento e da injustiça, concretizados em personagens de grande força interior. O que nos traz de novo este segundo livro? O enredo e os retratos das personagens são desenvolvidos com mais detalhe, bem como a descrição dos espaços. São deliciosos certos pormenores, como um gato a brincar com a sua sombra ou a conversa de dois velhotes, ironizando sobre a morte. Muitas vezes, é a partir desses momentos aparentemente secundários que o narrador faz as suas digressões, que ganharam nesta obra uma dimensão mais sensível e profunda, arriscando até a difícil arte do aforismo (´´Nós somos nós e os fantasmas que carregamos connosco...´´). Trata-se, portanto, de uma obra que vale a pena conhecer e sem dúvida que António Souto é um autor a acompanhar nas suas próximas aventuras literárias.
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