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O Sol na Minha Mão

de António Souto
Editor: Cordel D' Prata, agosto de 2022 ‧
15,00€
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Ao perder a mãe, Sara abre a porta secreta do seu passado. A cruel doença mental que a atormentara já ela conhecia. Faltava desvendar o que lhe tinha dado origem. Viajando no tempo, abre uma caixa de Pandora de consequências sinistras e tocantes. Mas também descobre como é inigualável o poder do Amor.

O Sol na Minha Mão

de António Souto

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899106970
Editor: Cordel D' Prata
Data de Lançamento: agosto de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 143 x 223 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 404
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899106970

Um romance que “brilha” nas mãos do leitor

Ana Leitão

“O Sol na minha mão” entrelaça dois tempos: as décadas de 80 e de 30. A época mais recuada é a da juventude de Valentina, a mãe da protagonista, Sara. Aí são descritas as ondas de refugiados fugidos da Guerra Civil de Espanha e que entraram em Portugal. Aí são descritos os campos de concentração de refugiados de espanhóis no Alentejo. A violência do fúria fascista das tropas de Fraco. Esta existência atribulada de Valentina, mantida em segredo uma vida inteira, vai sendo descoberta por Sara, a filha, numa viagem que a leva desde a raia, em Barrancos, ao Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda, em Lisboa. Uma viagem de descoberta de quem foi a mãe e uma viagem de autodescoberta de quem ela própria é, e que inclui um improvável romance com um desconhecido que a ajuda a mudar um pneu. Este “Sol” não devia andar “encoberto”, mas sim a brilhar por aí!

SOBERBO!

NICP

«O Sol na Minha Mão» é um livro que prende, vicia e cativa! De fácil leitura, com uma escrita que nos leva a reflectir constantemente e a fazer uma viagem intrínseca pelo passado, presente e futuro. Da minha experiência de leitura deste livro, revelo que aprendi muito sobre diversos assuntos, especialmente sobre a Guerra Civil de Espanha. Identifiquei-me imenso com a personagem principal, Sara, e não posso negar que adorei o facto da maior parte da acção ser passada no Alentejo, um lugar que me diz tanto… Saliento ainda que as paisagens e as gentes alentejanas estão particularmente bem retratadas. Tornei-me fã deste escritor e aguardo o seu próximo livro.

Leitura viciante, simplesmente maravilhoso

Sofia Ribeiro

Uma história de prender a atenção do leitor e um enredo fantástico. Sem dúvida um livro extraordinário!

Tudo o que importa num só livro

Eva Damiana

Este romance de António Souto que tem todos os ingredientes para deliciar os leitores: amor, reviravoltas, personagens incríveis, momentos de tensão, instantes de paixão, mágoas e remorsos, mas também humor, ironia e crítica social. Sobretudo devido à forma como está escrito, é quase impossível de largar. Como único ponto menos positivo apenas destaco um alinhamento político demasiado vincado, embora não discorde da linha antifascista que o livro quer vincar.

Um Sol simplesmente brilhante

Ana P. Simas

Em boa hora segui a recomendação de uma amiga que já conhecia a obra deste autor. O romance agarra-nos desde o capítulo inicial e consegue manter o suspense até às páginas finais. Sara e Valentina continuam a assombrar-me, mesmo após a leitura do livro. A mim tocou-me mais a profundidade das relações humanas, mas reconheço o mérito da evocação histórica de episódios quase desconhecidos do nosso passado enquanto nação. Há grandes descobertas a fazer para quem arrisca sair do círculo vicioso dos autores mais consagrados e mediáticos. Que pena este livro não estar numa editora de grande projeção. Em suma, recomendo vivamente este Sol brilhante e sem perniciosos efeitos secundários!

Memória, denúncia e sensibilidade

César Pereira

A segunda obra de António Souto é um seguro passo em frente. Tal como em ´´Também há cores na escuridão´´, encontramos aqui uma escrita cuidada, mas despretensiosa, que elabora uma reconstituição histórica de grande qualidade. Para além dos acontecimentos políticos e das marcas socioculturais dos momentos retratados, também há espaço para apontamentos curiosos sobre o vestuário, a música, os hábitos e as mentalidades que envolvem o argumento. O lado pitoresco da memória histórica é contrabalançado com a denúncia do sofrimento e da injustiça, concretizados em personagens de grande força interior. O que nos traz de novo este segundo livro? O enredo e os retratos das personagens são desenvolvidos com mais detalhe, bem como a descrição dos espaços. São deliciosos certos pormenores, como um gato a brincar com a sua sombra ou a conversa de dois velhotes, ironizando sobre a morte. Muitas vezes, é a partir desses momentos aparentemente secundários que o narrador faz as suas digressões, que ganharam nesta obra uma dimensão mais sensível e profunda, arriscando até a difícil arte do aforismo (´´Nós somos nós e os fantasmas que carregamos connosco...´´). Trata-se, portanto, de uma obra que vale a pena conhecer e sem dúvida que António Souto é um autor a acompanhar nas suas próximas aventuras literárias.

SOBRE O AUTOR

António Souto

Professor e escritor, reside e lecciona no Porto. As suas raízes familiares estão na Beira Alta, tendo nascido em Castro Daire, em 1971. Licenciou-se em Humanidades, na Universidade Católica Portuguesa, em Viseu, e concluiu o mestrado em Ensino da Língua e Literatura Portuguesas, na UTAD, em Vila Real. Em 2021, lançou "Também há Cores na Escuridão", vencedor do Prémio de Melhor Obra de Ficção Literária, atribuído pela editora Cordel d ’Prata, no ano do seu lançamento. Em 2022, publicou o romance "O Sol na minha Mão", lançado na Feira do Livro de Lisboa e galardoado com o Prémio Literário Entre Palavras, na categoria Romance Histórico.
O seu mais recente trabalho, "Não Se Foge à Noite Que Cai", publicado sob a chancela da Oficina da Escrita, reafirma o seu gosto pela História, que o leva a entrelaçar factos com o mundo ficcional, pensando o passado à luz daquilo que o preocupa no tempo presente. Desde cedo apaixonado pela leitura, assume como fontes de inspiração Saramago e Steinbeck, entre outros escritores que retratam os dilemas humanos da desigualdade e injustiça social.

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