O Socialismo

de Émile Durkheim
idioma: português do brasil
Editor: Edipro, junho de 2025 ‧
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Em 1887, Durkheim foi indicado para ministrar aulas de Pedagogia e Ciência Social na Faculdade de Letras de Bordeaux, na França. e foi em função de um dos cursos, ministrado entre 1895 e 1896, que nasceram as lições aqui compiladas, sob o título de o socialismo. Este livro reúne uma preciosa definição do socialismo, uma reflexão sobre as suas origens, além de um estudo muito bem elaborado sobre a obra de Saint-Simon.

Um trabalho marcado pela preocupação com a harmonia da nova estrutura social que emergia, com o advento do capitalismo, em uma era de ruptura dos laços sociais e religiosos tradicionais. Para entender seu próprio tempo, Durkheim visitou um vasto campo conceitual que envolve pensadores como Platão, Thomas More, Campanella, Saint -Simon, Proudhon, Fourier e Marx, dentre outros. E, vislumbrando um mundo atravessado pelos egoísmos individuais e pelos apetites desenfreados que a emergência do capitalismo exortou, passou a conceber a sociedade como um fato moral e o surgimento do socialismo como o reflexo da necessidade de uma reforma moral.

"O socialismo [...] é um grito de dor e, por vezes, de cólera, dado por homens que sentem mais vivamente nosso mal-estar coletivo. Ele é para os fatos que o suscitam o que são os gemidos do doente para o mal de que sofre e as necessidades que o atormentam."

O Socialismo

de Émile Durkheim

Propriedade Descrição
ISBN: 9788572839754
Editor: Edipro
Data de Lançamento: junho de 2025
Idioma: Português do Brasil
Dimensões: 141 x 211 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9788572839754

SOBRE O AUTOR

Émile Durkheim

Sociólogo francês, Émile Durkheim, nascido em 1858 e falecido em 1917, foi um observador atento das convulsões do seu tempo. Considerava que só a ciência e um novo racionalismo poderiam explicar e indicar vias para as questões complexas de um mundo em mudança. Defensor de ideias socialistas, estava interessado em apontar vias de saída para a crise, partindo da observação, não dos indivíduos, mas dos fenómenos sociais como factos sociais, num quadro de espécies sociais definidas (a nação, o grupo religioso ou político). Facto social seria todo o modo de fazer, fixado ou não, extensível a toda uma sociedade ou capaz de exercer sobre o indivíduo uma pressão exterior. Segundo Durkheim, o facto social tem uma existência própria que extravasa as suas manifestações individuais. Defendendo uma nova disciplina científica cuja legitimidade era posta em dúvida por grande parte dos seus colegas universitários, Durkheim desenvolveu nos meios académicos uma luta que não foi fácil mas que o colocou na História como um dos "pais fundadores" da Sociologia. Émile Durkheim é ainda hoje um fenómeno de atualidade pela influência que continua a exercer. Distinguiu dois tipos de sociedade, as de solidariedade mecânica e as de solidariedade orgânica, justificando a passagem de umas a outras por causas sociais. A ordem social encontrada nas sociedades primitivas assenta na solidariedade mecânica, que se baseia na comunidade de crenças e na intensidade do consenso expresso na consciência coletiva. A industrialização, a urbanização e a divisão do trabalho destruíram essa integração moral mas fizeram surgir uma ordem social baseada na solidariedade orgânica. Esta releva das diferenças e não das semelhanças entre os indivíduos, permitindo-lhes uma maior libertação do controlo externo mas tornando-os muito mais dependentes uns dos outros precisamente devido à sua diferenciação. Outro conceito da maior importância na sua obra é o de anomia: as sociedades podem ver-se incapazes de integrar no seu seio determinados indivíduos que se encontram dela distantes devido ao enfraquecimento da consciência coletiva. Este conceito foi utilizado por Durkheim nomeadamente para classificar os tipos de suicídio: suicídio altruísta, suicídio egoísta e suicídio anómico. No âmbito das religiões, Durkheim preocupou-se em compreender as funções universais dos sistemas religiosos na continuidade da sociedade enquanto tal. Na sua bem sucedida intenção de dar consistência à Sociologia como ciência definiu vários princípios, entre os quais: rejeição da "sociologia espontânea"; constituição de um domínio próprio para a sociologia, que seria o do "facto social"; utilização de métodos objetivos; a procura das causas e só secundariamente a das funções (pois saber para que é que um elemento serve não elucida acerca das suas causas nem daquilo que ele é); e diagnóstico dos fenómenos como relevando do normal ou do patológico. As influências de Durkheim encontram-se na tradição intelectual de Jean-Jacques Rousseau, Claude Saint-Simon e Auguste Comte. Na École Normale Supérieure foi aluno de Fustel de Coulanges e de Émile Boutroux e colega de Henri Bergson, Jean Jaurès, Pierre Janet e Goblot.

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