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O Retrato de Casamento

de Maggie O'Farrell
Editor: Relógio D'Água, Janeiro de 2023 ‧
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A autora de Hamnet visita agora a Itália renascentista para nos dar um inesquecível retrato ficcional da jovem duquesa Lucrezia de’ Medici, cuja vida decorre numa corte turbulenta. Estamos na Florença de 1560 e Lucrezia, a terceira filha do grão-duque, sente-se confortável com o lugar obscuro que ocupa no palácio, entregue às suas ocupações artísticas. Mas, quando a sua irmã mais velha morre na véspera do casamento com o soberano de Ferrara, Modena e Reggio, Lucrezia é inesperadamente lançada na ribalta política.

O duque de Ferrara não perde tempo para a pedir em casamento e o seu pai é rápido a conceder autorização. Mal saída da infância, Lucrezia entra numa corte que lhe é estranha, com costumes que lhe são desconhecidos e onde a sua chegada não é bem recebida por todos. Começa por não perceber se o seu marido Alfonso é o esteta sofisticado, amigo de artistas e músicos, que aparentava ser antes do casamento ou um político impiedoso que as próprias irmãs receiam. Enquanto posa para uma pintura que lhe promete que a sua imagem perdurará nos séculos seguintes, vai-se tornando evidente que a sua principal obrigação é gerar um herdeiro que garanta o futuro da dinastia de Ferrara.

O Retrato de Casamento

de Maggie O'Farrell

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897833021
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: Janeiro de 2023
Idioma: Português, Português
Dimensões: 151 x 235 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 376
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficções
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897833021

Maravilhoso!!

José M. M. Santos

Muito bom!! Crimes, intrigas e casamentos na corte italiana do séc. XVI. Belíssimas personagens, uma história inquietante e está muito bem escrito. Dá gosto ler algo assim. Uma maravilha!! Leiam!!

Entediante

Marta Alfredo

Sei que não vou ter uma opinião consensual sobre "O Retrato de Casamento", mas para mim esta leitura ficou bastante aquém do esperado. Maggie O’Farrell escreve com elegância, como é habitual, mas aqui a narrativa pareceu-me excessivamente presa a muito discurso indireto, o que acabou por tornar o livro aborrecido e massudo em vários momentos. A sensação era de que a ação avançava pouco e que grande parte da história se perdia em descrições e reflexões demasiado prolongadas. Além disso, as passagens sobre o leão foram, na minha opinião, claramente excessivas. Rompem o ritmo, desviam o foco e estendem-se muito para o contributo real que trazem à trama. Em vez de acrescentarem profundidade, acabaram por reforçar a ideia de que o livro se arrastava mais do que precisava. No geral, embora reconheça o talento da autora e os méritos históricos e atmosféricos da obra, a leitura nunca me cativou verdadeiramente — e terminei o livro mais por persistência do que por entusiasmo.

Magnífico!

Joana G.

Há algum tempo que não me custava tanto largar um livro. Há livros muito bons e depois há livros magníficos. Obviamente que tudo depende do ponto de vista e do nosso próprio gosto literário e, quem sabe, talvez o momento e a disposição com que lemos determinados livros; tudo conflui no modo como os sentimos. Maggie O'Farrell baseou-se nas dúvidas que sempre existiram para dar vida a esta enigmática figura histórica, começando pela premonição que a personagem tem de que em breve vai ser morta. Que história tão bem tecida, os contrastes da riqueza evocativa da escrita, dos cenários que nos são pintados, com a história que já adivinhamos solitária e trágica são assombrosos. Gostar de um livro torna-nos suspeitos... mas não houve aqui nada de que não gostasse, a autora mantém sempre o mesmo passo, pouco acelerado, inverte o tempo quantas vezes quer, faz-nos apreciar as minudências da arte em pequenas "tavolas", apreciar a generosidade de uns e suster a respiração perante os actos mais sórdidos de outros. Magnífico!

Magnética personagem

Ler, um prazer adquirido

Lucrezia é uma personagem magnética. O talento de Maggie é semelhante ao de um pintor e o que apreciamos é muito visual. Evoca no leitor outros tempos. O que parecia distante fica próximo. Não é uma história rápida e é contada a dois tempos. Belo e inspirado romance mas o final não me surpreendeu.

Recomendado

Maria José

Lucrezia de’ Medici, filha do Duque de Florença casou, aos treze anos, com Alfonso, Duque de Ferrara, dez anos mais velho. Logo no início do livro, ela diz-nos que o marido a vai matar. A autora criou uma história em torno destas personagens reais, com inspiração num poema de Robert Browning “A Minha Última Duqueza”. Fiquei surpreendida com a riqueza das descrições, que nos levam numa viagem temporal até ao final do renascimento. É um livro muito centrado nas personagens, especialmente em Lucrezia. E ela é realmente uma protagonista especial, pelo menos, para mim, foi. Com uma personalidade forte, mas ao mesmo tempo sensível e romântica, a duquesa conquistou-me pela sua força delicada. Presa a um casamento que não entende e que não a preenche e a uma sociedade paternalista, tem de viver com a angústia e a saudade. Uma narrativa com capítulos que alternam entre os últimos dias da duquesa e o seu passado, e um ritmo lento mas com um cheirinho de suspense. Foi uma leitura muito agradável que me pôs curiosa para ler “Hamnet”, um livro muito aclamado da mesma autora. Ficaram curiosos? Boas leituras! MJ¿¿

Lucrezia

Nora

Um romance ficcional passado em Itália renascentista , mais especificamente em Florença no ano 1560 com todos os costumes desta época. Aconselho vivamente a quem gosta de romances históricos .

Um retrato de resiliência, força, criatividade

Rita Carmo

Tinha altas expectativas com este livro, não resistindo a adquirir o mesmo em pré-venda, o enredo é envolvente, tem uma personagem forte e resiliente com a qual senti uma enorme empatia, foi sem dúvida uma leitura que me marcou e que não vou esquecer nunca.

SOBRE O AUTOR

Maggie O'Farrell

Maggie O’Farrell nasceu em maio de 1972 na Irlanda do Norte e cresceu no País de Gales e na Escócia.
Teve várias profissões, como a de jornalista no The Independent on Sunday. Foi também professora de Escrita Criativa na Universidade de Warwick e na Goldsmith’s College, em Londres.
É autora de nove romances, vários deles premiados. O primeiro, After You’d Gone, recebeu o Betty Trask Award. Venceu, em 2010, o Costa Book Award com A Primeira Mão Que Segurou a Minha. A sua obra está traduzida em mais de trinta línguas.
Vive atualmente com a família em Edimburgo.

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