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O Princípio do Fim

de Júlio Pereira
Editor: Chiado Books, agosto de 2018 ‧
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Os tempos eram de mudança. Salazar tinha caído da cadeira e o seu sucessor, Marcelo Caetano, entalado entre os ultras do regime e os elementos mais liberais, experimentava uma tímida abertura; em Coimbra deflagrara a crise académica que transformara a urbe numa cidade ocupada por todo o tipo de forças policiais; na Guiné, onde a situação militar era desesperada, António de Spínola retirava as tropas portuguesas de locais indefensáveis, enquanto aspirava por uma solução política que lhe era negada.Carlos pensava que aquela guerra durava há muito tempo… há demasiado tempo. O solo africano, já de si vermelho, talvez estivesse tingido de um vermelho mais vivo do sangue dos que ali morreram, de um lado e do outro.

E para quê? Até quando seria possível manter aquela situação, lutar contra os chamados ventos da história? Surgiam sinais de que se aproximava o fim.Também no plano da sua vida pessoal e familiar existia uma grande incerteza quando, a doispassos de casar, inicia umromance com uma quase desconhecida; quando se sente abandonado por todos; quando, no dia do casamento, finalmente, lê os sinais do destino interrogando-se sobre se estará perante um início ou em presença do princípio do fim.Esta é a dúvida que o atormentará no final do livro.

O Princípio do Fim

de Júlio Pereira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895235469
Editor: Chiado Books
Data de Lançamento: agosto de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 222 x 33 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 450
Tipo de produto: Livro
Coleção: Viagens na Ficção
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895235469

SOBRE O AUTOR

Júlio Pereira

O autor é natural de Coimbra, onde nasceu em 1947 e onde reside atualmente. É licenciado em Ciências Sociais e Políticas e Mestre em Pré-História e Arqueologia.
Atualmente reformado, a sua atividade profissional desenvolveu-se na área da Gestão dos Recursos Humanos nos Caminhos de Ferro Portugueses, onde ocupou importantes cargos diretivos.
Tendo cumprido o serviço militar durante 6 anos na Base Aérea de Tancos, residiu no Entroncamento e, posteriormente, em Vila Nova da Barquinha, onde se fixou, tendo lecionado na Escola Secundária Dr. Barral Filipe, de que foi o primeiro presidente do Conselho Diretivo eleito após o 25 de Abril. Exerceu ainda um mandato de vereador da Câmara Municipal daquela localidade, com intervenção nas áreas da cultura e património.
Interessado pelos temas Sociopolíticos, História Local e Património, para além da colaboração regular que prestou ao jornal Novo Almourol, publicou alguns trabalhos sobre aquela região, de que se destacam:
Com Ferro Se Fez Arte - 1992 - recolha fotográfica de elementos decorativos em ferro, do Património Construído de V.ª N.ª da Barquinha.
Pedras de Um Convento - Palavras de Dois Frades - 1992 - história do Convento de N.ª Sr.ª do Loreto de Tancos.
A Região da Barquinha no Séc. XVIII - A Visão dos Inquéritos Paroquiais - 1993 - estudo sobre o concelho de V.ª N.ª da Barquinha a partir dos elementos contidos nos chamados Inquéritos Paroquiais.
Uma Joia Recuperada. O Memorial do Convento de N.ª Sr.ª do Loreto de Tancos (1572-1761) - 1996 - Treslado comentado do Memorial da fundação e vida deste convento, a partir de manuscrito existente na Torre do Tombo.
Na área da Arqueologia, para além da intervenção em Encontros, Colóquios e Congressos, tem colaboração dispersa por diversas publicações científicas e jornais locais e regionais.
Regressado às suas origens, viu selecionados para publicação no Diário de Coimbra (2004 e 2006) dois pequenos contos de Natal, onde a ficção se alia às reminiscências da sua infância.
Em 2009 publica O Segredo de José de Arimateia, uma narração que combina a realidade com a imaginação, o rigor bíblico com a fantasia, constituindo uma reflexão ficcional sobre acontecimentos que marcaram para sempre a Humanidade.
Em 2010 é a vez do romance Pegadas Gravadas na Pedra - Palavras Gravadas no Coração o qual constitui um hino à amizade, que se cruza com experiências ficcionadas da sua atividade arqueológica numa pequena localidade do interior que esconde um mistério secular.
O romance mais recente Fazendo Nada, Defendendo Coisa Nenhuma alia também a realidade à ficção. Através de um aventureiro que busca incansavelmente a esposa e o filho que, a precipitação do final da guerra do Biafra, fez abandonar à sua sorte, leva-nos a conhecer a vida dos campos de refugiados de Tindouf (Argélia) e a luta do povo saarauí pela liberdade, enquanto, noutro plano, nos evoca a pouco conhecida participação dos portugueses na Guerra do Biafra e nos transporta até à Angola atual, onde aquele se vê envolvido numa conspiração internacional para o derrube do seu presidente.

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