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O Príncipe

de Maquiavel
Editor: Clássica Editora, julho de 2012 ‧
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O Príncipe de Maquiavel, tem uma reputação nefasta. Diz-se que foi leitura de cabeceira de Napoleão, de Hitler e de Estaline, e de Shakespeare utilizou a palavra "Maquiavel" na acepção de um intriguista que se compraz em sacrificar pessoas em prol de fins malevolentes. Trata-se, também de uma obra incessantemente atacada pela religião: O Príncipe foi inscrito no índex de livros proibidos da Igreja Católica e vituperado pelos reformadores protestantes.

Habitualmente, O Príncipe é lido como um tratado político ou como uma obra de história ou de filosofia, mas, se analisado com mais atenção, constata-se que contém várias leis de sucesso genéricas, das quais o leitor, ou o gestor hodierno, pode tirar proveito.

A diferença-chave entre o manual de Maquiavel e outros guias para príncipes que surgiram na mesma época reside no facto de estes últimos terem sido, quase sem excepção, escritos para governantes que eram herdeiros do trono que viriam a ocupar.

O Príncipe

de Maquiavel

Propriedade Descrição
ISBN: 9789725613443
Editor: Clássica Editora
Data de Lançamento: julho de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 212 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 130
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789725613443

SOBRE O AUTOR

Maquiavel

Nicolau Maquiavel é considerado, por muitos, o pai do pensamento político moderno. Nascido em Florença a 3 de maio de 1469, foi um dos mais relevantes filósofos e políticos italianos do século XV. Emmeadosdadécadade1490, após a expulsão da família Médici do governo da região, tornou-se funcionário ao serviço da República Florentina. Foi nessas funções que fez serviços e viagens diplomáticas, o que lhe permitiu conhecer diferentes formas de exercer a política e o poder. Uma das pessoas que admirou terá sido o filho ilegítimo do Papa Alexandre VI, César Bórgia, um importante militar e estadista, que granjeou poder e fama pela força das armas e, sobretudo, da crueldade, da astúcia e do logro – era tão eficaz a levar à morte os adversários como a criar alianças, desde que favorecessem o seu estatuto. O percurso desta figura histórica terá servido a Maquiavel como principal inspiração para a sua obra mais famosa, O Príncipe, de 1513. Um ano antes, com o regresso dos Médici a Florença, Maquiavel perdera o seu cargo político e caíra em desgraça, tendo mesmo sido preso, torturado e exilado. Com a reconquista da liberdade dedicou-se à literatura, tendo então escrito várias das suas obras mais sonantes, como A Arte da Guerra (1519-1520) ou História de Florença (1520-1525). Faleceu a 22 de junho de 1527, na sua Florença, pouco tempo após apresentar este último livro ao seu patrono, o Papa Clemente VII – o mesmo que patrocinou vários obras-primas da História, como O Juízo Final, de Miguel Ângelo, ou A Transfiguração, de Rafael.

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