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O Príncipe Feliz e Outros Contos | The Happy Prince and Other Tales

de Oscar Wilde
idioma: português, inglês
Editor: Compasso dos Ventos, julho de 2022 ‧
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O Príncipe Feliz e Outros Contos é uma coleção de 1888 de histórias para crianças escrita por Oscar Wilde, onde as histórias transmitem uma apreciação para o exótico e para a beleza. O autor escreveu estas histórias para os próprios filhos e a sua intenção era mostrar, além dos príncipes, gigantes e rouxinóis, como a vida é e deve ser vivida. A beleza poética das histórias resgata a tristeza do tema: cada personagem assume a beleza e a feiura, a riqueza e a miséria humana.

Os contos desta edição são:

O Príncipe Feliz
Artisticamente belo e puro, o conto nos toca, com toda a sua ternura, como uma criança a um adulto. Trata da estátua do Príncipe Feliz deslumbrante, laminada a ouro, com olhos de safira, rubis na espada, erguida pela cidade, no ponto mais alto, que quando vivo era alheio ao mundo exterior e à miséria que este continha. Da coluna, contempla a pobreza do povo. Um Andorinho chega como um hóspede ocasional; comovido pelas lágrimas do Príncipe, cede aos seus pedidos: distribuir aos mais necessitados tudo o que ainda tinha de valor.

A Rouxinol e a Rosa
Um jovem estudante, fascinado por metafísica, é apaixonado pela filha do seu professor que lhe prometera dançar com ele a noite inteira no baile caso recebesse uma rosa vermelha de presente, mas não tendo uma rosa para lhe presentear, o estudante chora e lamenta o fim do seu amor. Uma Rouxinol, tocada por tão nobre sentimento, decide se sacrificar em troca do derradeiro presente e diante do esplendor do verdadeiro amor.

O Gigante Egoísta
Quando um Gigante se recusa a liberar o acesso ao seu jardim às crianças, um terrível inverno se abate sobre o local: a geada se recusa a ir embora e a primavera se nega a escalar as paredes do jardim. Mas o Gigante acaba por ser transformado pelo sentimento de um menino especial. Wilde apresenta incríveis lições morais e de cortesia, com um surpreendente final repleto de beleza e sinceridade religiosa.

O Amigo Devotado
Na história, um jardineiro é um amigo dedicado de um rico moleiro, apesar deste último se aproveitar da amizade desinteressada do primeiro. Após uma série de tarefas que o moleiro solicita ao jardineiro em troca de um velho carrinho de mão que o primeiro queria se desfazer, uma tragédia ocorre envolvendo a relação dos dois, além de um dilema moral que é apresentado aos leitores ao final da história.

O Foguete Extraordinário
A história mostra a discussão entre fogos de artifício durante a comemoração do casamento dos jovens príncipes. O debate entre as personagens serve de pano de fundo para evidenciar os efeitos do individualismo e da competitividade. E aí está o grande destaque do conto, que de forma sutil, demonstra aos leitores, de forma prática e didática, a necessidade de convivência e coletividade.

O Príncipe Feliz e Outros Contos | The Happy Prince and Other Tales

de Oscar Wilde

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895423057
Editor: Compasso dos Ventos
Data de Lançamento: julho de 2022
Idioma: Português, Inglês
Dimensões: 167 x 239 x 19 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Inglês > Literatura > Contos
Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789895423057

SOBRE O AUTOR

Oscar Wilde

Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

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