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O Piano de Cauda que Nadou do Pico ao Faial

de Luís Rego
Editor: Letras Lavadas, dezembro de 2024 ‧
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Quando me falam em sinopse, ou me pedem para escrever uma, lembro-me sempre que não li o Frei Luís de Sousa de Almeida Garret, li um resumo com apontamentos de uma edição da Europa América, obviamente feita a pensar em calões como eu. Quase sem saber ler, acabei por me tornar num leitor bem-sucedido, e sei que dificilmente um resumo, um apontamento, ou mesmo um filme consegue atingir os patamares intelectuais, racionais e emocionais que um bom livro pode propor. Almeida Garret foi dos melhores, e o Frei Luís de Sousa uma obra incontornável, uma referência até hoje. Apesar disso, nunca o li. Nem tenho planos para o ler, nem curiosidade. Sendo que já devo ter lido coisas infinitamente piores, ou de gosto duvidoso.

A sinopse matou-me o Frei Luís de Sousa. É claro que pode haver grande debate em que o prazer do livro é descobrir como se conta, como se faz, como se chega e não onde se chega, pelo que podem haver livros e livros, e sinopses e sinopses. Este é por opção um livro dessinopsesado.

Dá para deduzir que há um Piano de Cauda que vai a nado do Pico ao Faial. Para além disto, posso acrescentar que o Piano não vai sozinho, há um serviço de chá da Vista Alegre e outros pertences de uma família que se muda para outra ilha… a nado.

Mas isto, isto quase nada tem a ver com a história que eu proponho contar.

O Piano de Cauda que Nadou do Pico ao Faial

de Luís Rego

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897355752
Editor: Letras Lavadas
Data de Lançamento: dezembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 201 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Humor
EAN: 9789897355752

SOBRE O AUTOR

Luís Rego

Nasceu em Ponta Delgada, mas viveu grande parte da vida em Lisboa, onde desempenhou funções como redator publicitário na agência de publicidade multinacional McCann Erickson, passando, mais tarde, pela Fisher Portugal, o maior grupo de comunicação da América do Sul. Foi Diretor Criativo da HDG Açores, agência que ficou conhecida por ter criado a Marca Açores. Teve estreia literária em 2012 com o livro infantil "O Arranha-Céus Horizontal". Em 2018 lançou "A Fajã de Cima, ou como a bota de cano se tornou mais atraente que o salto alto". E em 2019, lançou o livro infantil "Um Natal nos Açores, ou como o Pai Natal trocou as botas de cano pelos chinelos", com ilustração da Sara Azad. Mas eu, que estou farto de escrever na terceira pessoa, só fiquei mesmo muito impressionado quando li "A Pomba" de Patrick Suskind pela primeira vez. Mas, Giorgio de Chirico e Max Ernst elevam toda esta ideia do impressionar a um patamar que nunca antes vi.

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