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O Pauzinho do Matrimónio

Almanaque Perpétuo

de Rafael Bordalo Pinheiro
Editor: Tinta da China, outubro de 2021 ‧
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Depois de muito tempo esgotada a edição integrada na nossa Colecção de Livros Licenciosos, está de volta, em nova edição, este almanaque típico do século XIX, com calendário, adágios, adivinhas, canções, pequenos contos e textos pseudocientíficos, mas cuja temática é inteiramente distinta…

AOS CATURRAS
Vão gritar muito contra o pauzinho. Dirão que é imoral, que não tem graça e há de até parecer lhes perigoso. E contudo serão eles próprios, os pudicos, os castos, que hão de comprar o livro e lê lo de uma assentada. […]
Por descargo de consciência, diremos, todavia, que o fim do pauzinho não é perverter, mas divertir. Composto para ser lido por homens, não vimos in conveniente em chamar as coisas pelo seu próprio nome, porque, afinal, digam o que quiserem, a porra há de ser sempre porra, muito embora lhe inventem nomes mais ou menos sonoros.
E se ele for parar às mãos de alguma menina que, por excesso de ingenuidade, se apegue a ele como as velhas ao seu Santo António? Não será culpa nossa. Nós escondemo lo bem, elas que façam outro tanto: guardem no onde puderem e… regalem se com ele!

O Pauzinho do Matrimónio

Almanaque Perpétuo

de Rafael Bordalo Pinheiro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896716448
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: outubro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 203 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Humor
EAN: 9789896716448

SOBRE O AUTOR

Rafael Bordalo Pinheiro

Rafael Bordalo Pinheiro foi uma figura marcante da cultura portuguesa da segunda metade do século XIX. Nascido em Lisboa em 1846 e irmão do pintor Columbano Bordalo Pinheiro, também ele seguiu a tradição familiar de uma vida dedicada às artes. Empreendedor e multifacetado, trilhou um percurso muito próprio, dedicando-se às artes gráficas, artes plásticas, cerâmica, desenho de objetos e decoração, produzindo uma vasta obra que reflete quase sempre de forma crítica o quotidiano cultural, político e social da época em que viveu. Num tempo histórico em que o fontismo, promovendo o desenvolvimento tecnológico e industrial, imprimiu uma nova dinâmica nos diversos setores da sociedade, Bordalo Pinheiro foi também ele inovador, desenvolvendo o desenho humorístico e o cartoon como expressão artística. Integrando o círculo de intelectuais e artistas que definiram a Geração de 70, privou com personalidades dos diversos setores de influência da sociedade oitocentista, incluindo a própria Corte. Através da sua obra, conseguiu mostrar um retrato fidedigno da sociedade de então. Consciente do poder e da força da imprensa, fundou diversos periódicos, utilizando a caricatura como veículo para a defesa dos seus ideais. Morreu em Lisboa em 1905.

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