O Outro Nome
Septologia I-II
SINOPSE
É o início de uma longa meditação sobre o seu passado de jovem pintor sem dinheiro, a relação com Ales, a sua falecida mulher, e a conversão tardia ao catolicismo. Porém, existe um outro Asle, tão real quanto aquele, também ele pintor, também ele solitário, mas dependente do álcool. Duas histórias de vida que se cruzam. Luz e sombra. Fé e desespero.
Escrito num estilo hipnótico inconfundível, O Outro Nome é o livro inaugural do último projecto romanesco de Jon Fosse. Segundo a crítica, constitui um dos pontos cimeiros da celebrada carreira do autor, que o confirma como um nome essencial da literatura contemporânea.
CRÍTICAS
«Jon Fosse é um escritor europeu fundamental.»
Karl Ove Knausgård
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Há na acumulação rítmica de palavras deste livro algo de encantatório e de auto-aniquilador — algo que soa quase a sagrado.»
Wall Street Journal
«A escrita de Jon Fosse é poesia pura.»
The Paris Review
«Com Septologia, Fosse descobriu uma nova forma de escrever ficção, diferente de tudo aquilo que escreveu até hoje e — estranhamente, uma vez que o romance cumpre cinco séculos de existência — diferente de tudo aquilo que foi escrito até hoje. Sente-se a novidade em Septologia.»
Harper’s
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896237677 |
| Editor: | Cavalo de Ferro |
| Data de Lançamento: | novembro de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 226 x 21 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 320 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896237677 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Fascinante!!!
Rosa Ventura
Uma leitura densa, surpreendente! A não perder.
Prosa original e bela
Telma Castro
Se Manhã e Noite já nos conquista, com O Outro Nome fiquei submersa num transe literário, e vim à superfície diferente. Escrito numa prosa lenta, repetitiva e melodiosa, Fosse levanta questões metafísicas sobre a passagem do tempo, sobre a morte, sobre o amor, sobre Deus. Tudo isso num encantador e singular desfile de palavras. Nestas páginas, Fosse lança o leitor na busca existencial. E fá-lo de uma forma tão sublime, tão perfeita, que é difícil explicar. As repetições intencionadas, o discurso liberto de pontuação, confere fluidez à pseudo simplicidade. Somos confrontados com pensamentos colectivos da humanidade. O Amor é visto como fusão, no sentido do uno. Temos um Asle, e temos outro Asle. Dois homónimos. Os dois pintores. Um alcoólico outro abstémio. Ou será que temos um a evadir-se de dentro do outro? Um eu actual e um eu passado? Um eu real e outro ambicionado? Um eu sóbrio e outro ébrio? Muitas vezes parece-nos confuso, mas à medida que vamos avançando, vamos verificando que tudo é intencional. Mais que intencional, é genial. Com uma liberdade anacrónica, Fosse consegue fazer-nos viajar no tempo, com analepses descritas de forma única, carregadas de simbologia. "pois uma pintura diz algo e não diz ao mesmo tempo, fala em silêncio, sim, deverá evidenciar sobretudo o que é indizível" A luz e a sombra sempre entrelaçadas, cheio de incertezas como a vida. Onde o minimalismo se torna belo. Assim é, o mais recente Nobel da Literatura. Uma leitura que exige muito do leitor. Ou mergulhamos nela. Ou, então, não a entenderemos.
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