Uma Brancura Luminosa
SINOPSE
Uma Brancura Luminosa é a mais recente obra de ficção de Jon Fosse, Prémio Nobel de Literatura de 2023. Uma história breve, estranhamente sublime e bela, sobre a existência, a memória e o divino, escrita numa forma literária única capaz de assombrar e comover.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Uma introdução perfeita à obra de Jon Fosse.»
The Telegraph
«Inquietante e lírico, este pequeno livro é uma introdução adequadamente enigmática à obra de Fosse e um bom ponto de partida para se enfrentar os seus romances mais vastos e experimentais.»
Financial Times - Livro do Ano 2023
«Uma Brancura Luminosa é, muito simplesmente, grande literatura.»
Dagbladet
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897875939 |
| Editor: | Cavalo de Ferro |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 153 x 228 x 4 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 56 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789897875939 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Vivência Onírica
Branca Lago
Um prazer gradual e constante de leitura. Encontro com entidade divina? Encontro com a morte? Fantasmas parentais ou reencontro real? Narrador interrogativo e deliciosamente repetitivo. O texto apresenta-nos uma cromática que apela a uma vivência onírica.
Viver
Rui
É preciso estar vivo para ler estas breves palavras. Breves porque não são muitas mas intensas. Vale a pena ainda andar por cá...
Um momento de epifania.
Noémia Lopes
Foi o primeiro livro que li deste autor. Li algures que este deveria ser o primeiro a ser lido para compreender a sua obra. De facto ,é assim, pois Jon Fosse afirmou que a literatura o libertou do ateísmo e,ao ler este livro, (apenas 54 páginas),apercebemo-nos desse momento de epifania.A escrita, embora algo repetitiva ,é como se o narrador estivesse a falar para si próprio ,contudo, acaba por adquirir uma certa fluidez.A história está bem construída, acabando o leitor por ser envolvido pela mesma.
Bom livro
Nuno Miguel
Uma narrativa continua que nos prende e nos deixa quase sem respirar. Recomendo
Genial
Telma Castro
Fosse consegue envolver o leitor no fluxo de pensamentos do narrador, na sua consciência, com descrição de cada movimento. O narrador participante puxa-nos para esta viagem, com o seu monólogo descritivo e indagador. Quando nos apercebemos, sentimos que fazemos o percurso a seu lado. Sentimos as agruras do clima, o medo da escuridão, a desorientação naquela derradeira caminhada. O desconforto da não satisfação das necessidades básicas do corpo, ainda muito terrenas, que rivalizam com as espirituais. Neste limbo, vamos sentindo o quão encurralado o narrador se sente naquela imensidão, em que o branco da neve contrasta com o negro do céu. Senti esta novela de Fosse como um "encontro" dos elementos que fazem parte, habitualmente, da sua narrativa tão singular. Tem muito do Manhã e Noite, a vida e a morte em comunhão com a natureza, mas com uma transcendência ainda mais grandiosa. Esta impossibilidade de "inverter o sentido de marcha" nesta jornada da morte tocou-me bastante. Posso dizer-vos que esta leitura não acabou quando virei a última página, talvez porque me fez reviver uma experiência muito pessoal. Para mim, ler Fosse é esbater a fronteira entre o real e o imaginário; é mergulhar na narrativa, sentindo cada repetição, cada descrição detalhada como se a estivéssemos a experienciar; é interpretar cada metáfora com simbolismo; é ser sacudido com questões de fé que nos fazem reflectir; é deixar-nos transportar para o transcendente, através duma prosa bela e única, que nos liberta. A genialidade de Fosse mais uma vez reiterada com Uma Brancura Luminosa, porque brilhar em tão poucas páginas não é para todos.
Entre o Ser e o Nada
JF Guimarães
Jon Fosse leu, é ele quem o diz, Heidegger e Mestre Eckhardt. E aí, pelo menos nestas leituras, encontrou-se diante dos dois caminhos da metafísica: o Ser e o Nada, como inscrito em Sein und Zeit, Ser e Tempo de Heidegger. Pouco mais tarde, num curso de 1929, Conceitos fundamentais da metafísica. Mundo, finitude, isolamento, Heidegger começa por tratar o tédio. Ora, é o tédio o ponto de partida de Uma brancura luminosa. Um tédio que leva ao encontro com a morte, vestida a rigor, fato preto, camisa branca e gravata preta - mas descalça. Como descalços estão os pais - a mãe anunciando, titubeante, que vem buscar o filho. Até que também o filho fica descalço diante da morte e de uma sombra brilhante e branca, que se vai tornando cinzenta. Que o vai absorvendo. Que o vai levando. A essa sombra cinzenta chamar-se-ia Nada. Ao vir vindo dessa brancura luminosa pelos caminhos da floresta, Holzwege é outra obra de Heidegger, dessa brancura luminosa chamar-se-ia Ser.
Rendi-me a este caminho sem regresso… sem palavras…:)
Mari Gio
Uma comovente história que reflete sobre as eventuais razões de uma pessoa… tomada pelo tédio… ter começado a conduzir à deriva até encontrar um caminho florestal… sem espaço para fazer uma inversão de marcha… e o carro ter ficado atolado… para pedir ajuda decidiu penetrar na floresta onde avistou uma silhueta branca na escuridão… damo-nos conta que afinal se trata de alguém que já partiu do mundo dos vivos e que não se dá conta disso… se calhar não morremos sozinhos e teremos sempre alguém que conhecemos que nos irá dar a mão nessa passagem… É bom aperceber-me que se um dia me perder alguém virá à minha procura e que consigo encontrar o caminho de regresso… se houver regresso…
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