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O Nome do Mundo 1969-2019

de José Amaro Dionísio
Editor: Companhia das Ilhas, junho de 2019 ‧
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O livro integra, revistos, os textos anteriormente publicados pelo autor: Notas sobre a Circulação de um Corpo; Bardo; Todo o Alfabeto dessa Alegria; A Sombra do Sangue; Nada Serve; Vais por um Caminho muito Estranho; Walther, 9mm, e o breve conjunto inédito Vem.

Na parte intitulada A Sombra do Sangue, são reproduzidas 4 pinturas de Eduardo Batarda.

O livro é publicado com uma Separata, com 72 páginas, que integra:
-Nota biobibliográfica do autor escrita pelo próprio para a edição de O Nome do Mundo 1969-2019, Companhia das Ilhas, Junho de 2019.
- Dossier de imprensa, elaborado pela Companhia das Ilhas.

Em 2015, o poeta e crítico Manuel de Freitas, reuniu textos (Incipit, Averno) sobre poetas de sua eleição. A páginas 73-78, sobre José Amaro Dionísio:

«(…) A estreia de José Amaro, que viria a assinar os seus livros posteriores com o nome José Amaro Dionísio, deu-se em 1978 e constituiu uma das mais convincentes revelações literárias ocorridas nos anos que se seguiram ao 25 de Abril.
(…) , o "copo de aguardente" que serve de tema ao texto 17 reenvia-nos inevitavelmente para o desespero em estado bruto - lapidadamente bruto, reconheçamos - de "S de solidão" (Todo o Alfabeto dessa Alegria, Lisboa, Salamandra, 1985), onde voltaremos a encontrar o brilho baço e o "círculo azul" em que se condensa, para alguns, o inferno. E julgo, com isto, estar a referir um dos mais belos e impressivos "poemas em prosa" portugueses da segunda metade do século XX. Exceptuando Os Passos em Volta de Herberto Helder e alguns textos de Carlos de Oliveira, poucas vezes a prosa tornada poesia atingiu tão certeiramente o coração das trevas. Poder-se-ia mesmo argumentar que só por uma violenta forma de pudor (ou de repulsa?) José Amaro Dionísio não recorre à disposição gráfica que nos habituámos a identificar como poesia. De resto, o aviso é-nos feito em Notas sobre a Circulação de um Corpo com a máxima clareza: "rumor de poesia não contemplavam já seus sentidos extintos." (p. 31). Prova, enfim, de que a melhor poesia pode assentar numa recusa frontal da Poesia, entendida esta como o distraído e oficinal embelezamento de um mundo que diariamente nos promete (e garante) o pior. // "Mas ruas não descobri por inventar", diz-nos José Amaro. "É este o tempo, e está irremediavelmente circulado o corpo."»

O Nome do Mundo 1969-2019

de José Amaro Dionísio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898828767
Editor: Companhia das Ilhas
Data de Lançamento: junho de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 220 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 384
Tipo de produto: Livro
Coleção: Azulcobalto
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898828767

SOBRE O AUTOR

José Amaro Dionísio

Nasceu em Faro, em 1947.
Repórter numa vintena de países, sucessivamente expulso dos media por onde foi passando ao longo de 40 anos, publicou dois outros livros de jornalismo, Massacres na Guerra Colonial – Tete, um exemplo, Ulmeiro, 1976, e O Discurso do Poder, Via Editora, 1978.
Em 2008, Vinícius Lopes Passos juntou Bardo e A Fúria do Corpo, do escritor brasileiro João Gilberto Noll, para a sua tese de doutoramento na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais: Trânsitos, Fragmentos e Dispersões em João Gilberto Noll e José Amaro Dionísio.

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