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O Mundo de Ontem

Recordações de um europeu

de Stefan Zweig
Livro eBook
Editor: Assírio & Alvim, agosto de 2014 ‧
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O Mundo de Ontem, livro de memórias de Stefan Zweig, é o retrato nostálgico de um mundo desaparecido - o da Viena, o da Europa anterior a 1914 -, a que se contrapõe o período conturbado de duas guerras mundiais, intercaladas por uma curta época de paz e de esperança no renascimento da Europa. Trata-se, pois, de uma obra que permite ao leitor inteirar-se das principais mudanças ocorridas na sociedade europeia, desde finais do século XIX até aos anos quarenta do século XX.

É no exílio que Stefan Zweig escreve estas suas memórias, aqui se entrecruzando a paixão da escrita e da leitura, a generosidade filantrópica, a perda e o reencontro, o risível e o trágico. Numa escrita esmerada, rica de contrastes, por vezes redundante e rebuscada, o autor dá voz ao seu empenhamento em prol da liberdade espiritual e ao crescente desencanto face ao esboroar do ideal de confraternização europeia, que incansavelmente acarinhou, e que a ascensão do nacional-socialismo veio abalar.

Stefan Zweig nasceu em Viena, em Novembro de 1881, viveu em Salzburgo, daí emigrando para Inglaterra, em 1934, e depois para o Brasil, onde acabaria por se suicidar, em Fevereiro de 1942. Filho de um rico industrial judeu, pacifista convicto, amante das letras e do teatro, da Filosofia e da História, Stefan Zweig manteve um intenso contacto com as mais diversas personalidades da vida cultural europeia - Freud, Valéry, Rilke, Verhaeren. Da sua extensa obra — em que cabem também as muitas traduções de textos de Verlaine, de Baudelaire e, sobretudo, de Verhaeren - destacam-se o ensaio, a novela e a biografia.
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Baseado numa História Verídica

Muitos escritores sentem a necessidade de olhar para trás, confrontar a infância, os lugares de origem, os traumas, os afetos e as ruturas que moldaram as suas vidas. Usar matéria autobiográfica como base para a escrita, longe de ser apenas um exercício de narcisismo, pode transformar-se numa ferramenta poderosa para entender o presente e, por vezes, reinventá-lo. Também para os leitores, o acesso a esses detalhes pessoais ultrapassa a simples curiosidade e é uma ponte que permite compreender melhor as motivações, os temas recorrentes e as escolhas do escritor, criando uma conexão mais profunda com a obra. Uma Educação, de Tara Westover Uma Educação é um mergulho brutal e luminoso numa infância à margem do sistema. Tara Westover nasceu nos anos 80, numa família mórmon radical, nos confins das montanhas de Idaho, onde a escola, os médicos e o governo eram vistos como inimigos. Viveu durante anos sem certidões, vacinas e aulas porque os pais acreditavam que a vida se resumia a trabalho árduo e cumprimento da doutrina religiosa. Mas Tara, ainda adolescente, descobre nos livros e no desejo de aprender uma saída para uma vida que parecia pré-determinada, e inicia uma longa travessia que culmina no acesso à universidade, onde é confrontada não apenas com o mundo exterior, muito diferente daquele que lhe foi apresentado pelos pais, como com a sua própria identidade, que entra em rutura. Este livro é um testemunho pungente acerca do processo doloroso e difícil de desaprender medos, e um relato corajoso de como a educação pode ser um ato de sobrevivência e, acima de tudo, de libertação do ser em relação ao meio que o sufoca. COMPRO NA WOOK! » Viver para Contá-la, de Gabriel García Márquez Gabriel García Márquez foi o vencedor do Prémio Nobel da Literatura, em 1982, e deu a conhecer ao mundo um género literário que ele ajudou a criar. O realismo mágico revolucionou a literatura da América Latina e continua, até hoje, a ser uma característica vincada da produção literária dessas latitudes. O seu impacto deixou um lastro que tem vindo a inspirar autores das mais diversas geografias, como é o caso de Murakami, Salman Rushdie, Can Xue e, numa dimensão diferente, Mia Couto. É óbvia a influência de Juan Rulfo na escrita de Márquez, especialmente na forma como ambos criam narrativas que dilatam os limites da verosimilhança e integram elementos do folclore e da magia popular.
Mas a vida de Gabo foi uma tempestade perfeita de histórias à espera de um escritor que as contasse da melhor forma, e ao lermos Viver para Contá-la, a sua autobiografia, tomamos consciência disso. No livro, o autor de O Amor nos Tempos de Cólera escreve sobre a infância passada em casa dos avós, em Aracataca, povoação que serviria mais tarde de modelo para a criação de Macondo, centro da narrativa de Cem Anos de Solidão; sobre o surgimento da sua vocação literária, as visões políticas e relações pessoais que teve durante a vida. Nesta obra, é fácil fazer paralelismos entre realidade e ficção, e conseguimos perceber de que forma factos verídicos interferem na escrita e passam, depois de absorvidos, a fazer parte de um universo inventado. COMPRO NA WOOK! » O Mundo de Ontem – Recordações de um europeu, de Stefan Zweig Stefan Zweig, escritor austríaco do século XX, viu ruir a Europa em que acreditava, um continente de progresso, cultura e liberdade, com a ascensão de Hitler e de outros regimes totalitários. Ao longo das páginas de O Mundo de Ontem, assistimos à fuga física e sentimental de um homem desiludido e fragilizado. Inicialmente, foge para Inglaterra, mas ao aperceber-se da escalada de Hitler por todo o continente, decide exilar-se no Brasil, que ele acreditava ser o país do futuro. Mais do que um relato histórico e social, este livro é uma carta de amor a um tempo e a um espaço que já não existem. A escrita nostálgica e melancólica do autor de Amok e Novela de Xadrez ajuda-o a narrar o progressivo colapso de um mundo que parecia eterno e imperturbável. Zweig nunca mais voltou à Europa e acabou por suicidar-se no Brasil, convencido de que a barbárie, o medo, os nacionalismos e o ódio tinham triunfado sobre os ideais de liberdade e solidariedade entre os povos. Esta obra, publicada em 1942, continua cada vez mais atual. COMPRO NA WOOK! » Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo Antes de se lançar no universo ficcional com A Gorda (2016) e Um Cão no Meio do Caminho (2022), Isabela Figueiredo escreveu Caderno de Memórias Coloniais (2009), um testemunho íntimo e cru sobre o fim do colonialismo português em Moçambique e consequente regresso de milhares de famílias para Portugal. Os vários textos que compõem este caderno são um ajuste de contas com o passado, com a infância e com o silêncio que pautou muitos momentos da vida de Isabela, que regressa a Portugal, no pós-25 de Abril, bastante jovem, e encontra um país que proclama mais liberdade e igualdade, uma realidade muito diferente daquela a que estava habituada em Moçambique, num meio carregado de racismo, sexismo e violência normalizada contra o povo africano. A autora sofre também com a ideia que a sociedade portuguesa tem dos retornados, os «portugueses de segunda». Sem medo de chocar, Isabela Figueiredo decide contar episódios da sua vida e da sua relação familiar com uma sinceridade desconcertante. COMPRO NA WOOK! » Relatório do Interior, de Paul Auster Paul Auster tem uma bibliografia extensa que não se limita à ficção. Muitos dos seus livros centram-se na sua própria vida, com destaque para os anos de formação, a educação e episódios que ajudam a compreender aspetos fundamentais da escrita do autor de Timbuktu, bem como os temas presentes nos seus romances. De todos os livros de pendor mais autobiográfico, Relatório do Interior (2013) é o mais intimista e honesto. Narrado sobretudo na segunda pessoa do singular, cria um diálogo interessante e inovador entre o narrador e o personagem da ação que, sendo a mesma pessoa, é observado com a distância crítica de quem se interroga a si próprio. Em vez de se concentrar nos grandes acontecimentos da sua vida, já explorados em Diário de Inverno, publicado no ano anterior, Auster explora as pequenas experiências formativas, as emoções difusas da infância e os momentos de revelação que moldaram a sua maneira de ser. O resultado é uma obra comovente e subtil, onde a memória não serve apenas para recordar, mas também para compreender o modo como o interior de um homem, e de um escritor, se constrói. COMPRO NA WOOK! »

O Mundo de Ontem

Recordações de um europeu

de Stefan Zweig

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1776-1
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: agosto de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 144 x 210 x 32 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 528
Tipo de produto: Livro
Coleção: O Imaginário
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 978972371776126
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Excepcional

Paula Serra

O mundo dos nossos dias, num tom intimista, que nos remere para um passado recente. Extraordinário, como a história pode realmente repetir se. Viena no seu auge e decadência. Altamente recomendado

Será que a história se repete?

Monique A.

Um livro envolvente sobre a história da Europa do final do século XIX até à 2a Guerra Mundial através dos olhos e das palavras de Stefan Zweig, um homem com uma lucidez artística brilhante. Impossível não ficarmos impressinados com a atualidade das suas descrições quando relembra o ambiente que se vivia na Europa antes das duas guerras. As suas reflexões sobre o Velho Continente continuam a fazer soar campainhas.

Um livro de Memórias

Paula Susana

Memórias de mundo desaparecido. Um relato do período entre as duas grandes guerras mundiais. A imagem de uma Europa que hoje desejaríamos! Uma autobiografia que descreve um Homem demasiado livre para os tempos em que viveu!

Mário Correia

Leitura obrigatória. Um conjunto de ensaios imperdíveis sobre os tempos de guerra na Europa do Século XX.

Um ontem não muito distante

Fernando Rebelo

A leitura da obra torna-se, por vezes, inquietante de tal forma os factos e os actos descritos por Zweig nos parecem tão próximos: os nacionalismos, o populismo e outros fenómenos que conduziram o mundo ao segundo conflito mundial. Um retrato de uma Europa que desejaríamos - hoje - pacificada e livre de preconceitos.

A personificação do espírito europeu

Rui Rodrigues

"O Mundo do Ontem" é uma obra magistral de um autor que foi maior do que o seu tempo. Numa vida trespassada por ambas as guerras mundiais, este livro biográfico descreve-nos um homem demasiado livre para o tempo em que viveu. Burguês, poeta, austríaco e judeu, Stefan Zweig sentia-se acima de tudo um espírito europeu. Obrigado ao exílio, por lá faleceu, poucos dias depois de terminar este livro, indiscutivelmente desiludido com a Europa que tanto amava.

SOBRE O AUTOR

Stefan Zweig

Stefan Zweig nasceu a 28 de novembro de 1881 em Viena e é um dos mais importantes autores europeus da primeira metade do século XX. Dedicou-se a quase todas as atividades literárias: foi poeta, ensaísta, dramaturgo, novelista, contista, historiador e biógrafo. De ascendência judaica, empreendeu em 1934 um exílio voluntário da Áustria, então sob domínio do regime fascista de Dollfuss (austrofascismo), e viveu na Inglaterra, nos Estados Unidos da América e no Brasil, onde viria a morrer em 1942. Da sua extensa obra, destacam-se as novelas Amok (1922) e Confusão de Sentimentos (1927), a biografia Magalhães, o Homem e o seu Feito (1938), o ensaio Brasil, País do Futuro (1941) e a autobiografia O Mundo de Ontem (1942). Novela de Xadrez foi a sua obra derradeira, concluída pouco antes da sua morte, a 22 de fevereiro de 1942.

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