O mal que deploramos
O Drone, o Terror e os Assassinatos-Alvo
Editor:
Sextante Editora (chancela), outubro de 2017 ‧
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SINOPSE
Há qualquer coisa de intuitivamente menos decente em matar à distância. E, no entanto, tem sido esse o percurso histórico da guerra - matar cada vez de mais longe.
O drone veio introduzir novas categorias nessa distância da guerra. A primeira é a distância entre o combatente e a arma letal no campo de batalha. Esta é a distância física que é hoje intermediada pelo vídeo em tempo real.
A moderna guerra wireless criou uma nova visualização da guerra e da contenda - já não há mapas e reconhecimento do terreno de batalha como antigamente, agora o combate é exposto no ecrã de forma cinemascópica e alimentado por ligações de satélite. A tecnologia "matou a distância que agora permite a morte à distância".
Depois temos a distância vertical, símbolo da filiação desta guerra no poder aéreo, no bombardeamento, no ataque vindo de cima, que sempre pretendeu ser superior e agora pretende ser invulnerável. Finalmente, há essa distância íntima entre o operador e o ecrã, entre o piloto e a imagem da vítima no visor.
E, todavia, nenhuma destas categorias teria grande valor sem a outra distância essencial à guerra, a distância moral, a distância que a guerra inevitavelmente cria entre os combatentes, a distância que desqualifica e despersonaliza o outro lado, o inimigo - a distância que introduz a lógica do aniquilamento própria da guerra: não são como nós, são monstros. Em cima, invisível e superior, o soldado justo; em baixo, ao longe e sem defesa, o terrorista, essa "forma inferior de vida".
O drone veio introduzir novas categorias nessa distância da guerra. A primeira é a distância entre o combatente e a arma letal no campo de batalha. Esta é a distância física que é hoje intermediada pelo vídeo em tempo real.
A moderna guerra wireless criou uma nova visualização da guerra e da contenda - já não há mapas e reconhecimento do terreno de batalha como antigamente, agora o combate é exposto no ecrã de forma cinemascópica e alimentado por ligações de satélite. A tecnologia "matou a distância que agora permite a morte à distância".
Depois temos a distância vertical, símbolo da filiação desta guerra no poder aéreo, no bombardeamento, no ataque vindo de cima, que sempre pretendeu ser superior e agora pretende ser invulnerável. Finalmente, há essa distância íntima entre o operador e o ecrã, entre o piloto e a imagem da vítima no visor.
E, todavia, nenhuma destas categorias teria grande valor sem a outra distância essencial à guerra, a distância moral, a distância que a guerra inevitavelmente cria entre os combatentes, a distância que desqualifica e despersonaliza o outro lado, o inimigo - a distância que introduz a lógica do aniquilamento própria da guerra: não são como nós, são monstros. Em cima, invisível e superior, o soldado justo; em baixo, ao longe e sem defesa, o terrorista, essa "forma inferior de vida".
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-989-676-205-6 |
| Editor: | Sextante Editora (chancela) |
| Data de Lançamento: | outubro de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 235 x 19 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 200 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Política
>
Política Internacional
|
| EAN: | 978989676205610 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Excelente ensaio do Eng. José Sócrates
FGR
Brilhante análise do panorama global das guerras invisíveis, e aparentemente intermináveis. Estamos, afinal, transformados no "mal que deploramos". Bravo!
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