O Jardim Perfumado
SINOPSE
Esta lenda é uma das explicações para o aparecimento desta obra, escrita, tanto quanto se sabe, pelo xeque, Umar Ibn Mohammed al-Nefzaui e em cuja data de composição os críticos ainda não acordaram: uns colocam-na no século XVI enquanto outros apontam para princípios do séc. XV ou mesmo fins do século XIV.
Esta é uma obra-prima da literatura árabe, colocada ao lado do Kama Sutra e tida como um dos poucos e excelentes livros sobre a arte do amor. É uma celebração das múltiplas maneiras em que homem e mulher se podem unir no prazer físico. Um cântico à sensualidade.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789725613962 |
| Editor: | Clássica Editora |
| Data de Lançamento: | outubro de 2020 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 132 x 201 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 224 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Literatura Erótica
|
| EAN: | 9789725613962 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um poema ao amor.
Luís
Este livro é um poema. Com uma linguagem semelhante ao kamasutra indiano, é uma obra árabe com uma beleza magnética.
Enculturar (pel)a Sexualidade
Ana
Que há a pretensão da subjugação da mulher aos prazeres do homem é um facto (da história da humanidade, diga-se de passagem). Que é um documento que se baseia na “sexologia” tradicional indiana é um facto (provavelmente, da história de toda a “sexologia” tradicional contemporânea). Mas, se estivermos na disposição de ultrapassar isso e começarmos a ler nas entrelinhas, há suficiente que degustar. Degustar o humor erótico dos pequenos contos. Degustar uma dinâmica temporal, de um legado cultural do erotismo, que liga passado presente e futuro: um Xeque do século XVI recupera e compila conhecimento milenar indiano, que reconstitui com base na cultura religiosa islâmica, mas que sendo traduzido por Richard Burton, no século XIX, estabelece paralelismos com ditos de Rabelais, para nosso deleito e reinterpretação pessoal no nosso presente, e, também eventuais futuras pessoais experiências sexuais. Nas entrelinhas também se compreende que este astuto Nefzaui quase subliminarmente (e à revelia) vai revelando que há um prazer clitoriano (e, por falar em passado e futuro: Como é que é Freud, não sabias da posição dok el arz?) , e que o desejo do homem só poderá aspirar aos pícaros do prazer se à mulher se oferecer e esta puder do seu corpo plenamente usufruir. Mas, como contornar as grilhetas das religiões ao corpo sexuado feminino (para a satisfação ampliada do corpo masculino)? Um dilema dos diabos! Uma última nota de convite à atenção para as curiosas reflexões protosemiológicas em torno do léxico (erótico) árabe. Perfumai-vos.
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