10% de desconto

O Imoralista

de André Gide
Editor: E-primatur, fevereiro de 2022 ‧
14,90€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -
Primeira tradução portuguesa do grande livro que lançou a carreira de romancista do futuro prémio Nobel. Publicado originalmente em 1902, este romance breve de André Gide causou um grande escândalo em França.

Uma personagem anónima relata a história da vida de Michel, tal como este a confiara a um círculo restrito de amigos. Michel, um jovem de boas famílias, um erudito sem grande pendor para as tentações da carne, casa com uma rapariga devota, que nutre por ele sentimentos muito mais profundos do que aqueles que o marido tem por ela.

Em plena viagem de núpcias ao Norte de África, Michel adoece e luta contra a morte na Argélia. Apesar de todos os cuidados e devoção da esposa, é a observação de dois rapazes que brincam na rua que o faz resistir. A sua convalescença é quase um renascimento. Michel escapa à doença tornando-se um homem novo: enérgico, activo, atento às necessidades do seu corpo e incapaz de resistir à sensualidade, independentemente da forma como ela se lhe depare.

O que se segue é a descrição do processo de subversão do herói que mergulha na imoralidade. A sua nova fome de viver está para lá de quaisquer regras e padrões sociais. Aquilo que começa então como uma viagem de sonho para o jovem casal é um percurso no sentido da quebra das regras da sociedade da época e termina numa tragédia.

A ruptura ideológica com o padrão da literatura francesa de então projectou Gide para a ribalta literária, tornando-o admirado por muitos e injuriado por outros, mas garantiu-lhe também a posição de renovador da literatura que haveria de manter ao longo da sua carreira.

«Gide é humanista por excelência dos nossos tempos. Mesmo, ou sobretudo, quando como neste livro toca o tema da desumanização.»
E. M. Foster

Nobel 640.jpg

Meu querido Nobel

Os autores laureados com o Nobel da Literatura suscitam muita curiosidade por parte dos leitores, mas, em alguns casos, os seus livros parecem de tal forma inacessíveis, seja pelo número de páginas ou pela densidade da escrita, que acabam por ficar perdidos nas nossas estantes, a ganhar pó. Nem todos os grandes autores precisam de ser descobertos pelas suas obras mais longas ou exigentes. Alguns livros mais curtos, menos conhecidos ou mais simples funcionam como excelentes convites à descoberta de universos literários ricos e complexos. John Steinbeck, André Gide, Selma Lagerlöf, Gabriel García Márquez e Kazuo Ishiguro têm bibliografias extensas e muito diversas, e o melhor conselho para começar a lê-los é escolher, com cuidado, a melhor porta de entrada para o universo que construíram. A Pérola, de John Steinbeck É do conhecimento geral que As Vinhas da Ira e A Leste do Paraíso são obras-primas da literatura mundial, mas poucos leitores se atreveram a lê-los, por acharem estes dois livros, e muitos outros de John Steinbeck, montanhas difíceis de escalar. Ler A Pérola é um bom ponto de partida para conhecer a obra do escritor norte-americano que venceu do Nobel em 1962. Quando lhe atribuiu o prémio, a Academia Sueca elogiou a «perceção moral afiada» de Steinbeck e, de facto, é fácil encontrar essa característica da sua prosa no livro. Baseada numa lenda popular mexicana, a narrativa acompanha uma família pobre. Kino, um pescador, e a sua mulher Juana são confrontados com a possibilidade de perderem o filho de ambos, Coyotito, quando o menino é picado por um escorpião. Kino encontra uma pérola de valor incalculável que poderá mudar para sempre o destino da família. Mas aquela pérola, ao invés de salvá-los, desencadeia uma série de desgraças que coloca a vida da família em risco. O livro funciona como uma parábola sobre ganância, ambição e desigualdade. COMPRO NA WOOK! » O Imoralista, de André Gide André Gide foi um autor polémico durante toda a vida. Mesmo depois da sua morte, em 1951, continuou a ser alvo de críticas e conseguiu espantar o mundo quando o Vaticano decidiu incluir toda a sua obra no Index Librorum Prohibitorum, a lista de livros proibidos pela Igreja.
Entre os seus títulos, O Imoralista destaca-se por oferecer uma visão clara dos temas que atravessam grande parte da produção literária do escritor francês. Para a escrita desta história, Gide baseou-se em episódios do seu passado e criou Michel, um jovem francês educado segundo princípios religiosos e académicos muito rígidos que, durante a viagem de lua de mel com a sua esposa pela Argélia, adoece gravemente, quase morre, e, a partir desse momento, atravessa um renascimento físico e existencial. Aos poucos, o protagonista deixa de seguir as convenções impostas pela sociedade e adota uma atitude transgressora e provocadora aliada à busca pelo prazer. COMPRO NA WOOK! » O Tesouro, de Selma Lagerlöf Selma Lagerlöf foi a primeira mulher a receber o Nobel da Literatura, em 1909, e a sua obra pode ser considerada, à primeira vista, de difícil acesso tanto pela linguagem utilizada como pelo teor das suas histórias. No entanto, quem quiser aventurar-se nos livros da escritora sueca encontra em O Tesouro um verdadeiro refúgio. A história começa de forma realista, ao retratar uma povoação escandinava fustigada pela neve e pelo gelo. É difícil sair de lá por terra e impossível por mar, que se encontra congelado por tempo indeterminado.
É neste cenário claustrofóbico que ocorre o motor da ação: o assassinato de um pastor e da sua família e consequente roubo de um baú cheio de moedas, o tesouro, levado pelos assassinos. A narrativa adensa-se quando uma das testemunhas do crime se apaixona por um homem misterioso. A partir daí, o realismo perde força e a história ganha contornos sobrenaturais. Os fantasmas dos falecidos ganham voz e poder para alterar a realidade, criando uma atmosfera de culpa e redenção que envolve as restantes personagens. Neste cruzamento entre o místico e o mundano, o livro aproxima-se da tradição latino-americana, em particular de Pedro Páramo, de Juan Rulfo, em que os mortos coexistem com os vivos numa viagem onde sonho e realidade se misturam. COMPRO NA WOOK! » Crónica de uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez Crónica de uma Morte Anunciada é a prova de que o virtuosismo de Gabriel García Márquez não se limita a Cem Anos de Solidão ou Amor em Tempos de Cólera. Inspirado em factos verídicos, o livro tem como eixo central o homicídio de Santiago Nasar, cuja morte é anunciada por toda a cidade antes de ocorrer. Todos sabem que os gémeos Vicario planeiam matá-lo para restaurar a honra da irmã, mas ninguém age de forma decisiva para o impedir. A narrativa reconstrói os acontecimentos a partir de várias perspetivas, e o mistério cresce não em torno do "quem" ou do "como", mas do "porquê". Por que é que algo inevitável não foi evitado? No livro são abordados temas como a honra, o destino e a responsabilidade coletiva num estilo que combina o jornalismo, o policial e, claro, o realismo mágico. No final, ficamos com a certeza de que a verdade pode ser fragmentada e subjetiva mas, muitas vezes, é indiferente à justiça. COMPRO NA WOOK! » Nunca Me Deixes, de Kazuo Ishiguro Kazuo Ishiguro, vencedor do Nobel em 2017, não consegue escrever um livro igual ao anterior. Em Os Despojos do Dia, combina elementos da ficção histórica com romance psicológico. O Gigante Enterrado tem características que o aproximam do realismo mágico e da fábula. Mas Nunca Me Deixes é talvez a sua maior proeza enquanto escritor, e um bom amuse-bouche para descobrir o resto da sua obra.
O livro, bastante perturbador, começa como uma história de amizade, repleta de nostalgia, em que a protagonista, Kathy H., recorda momentos da sua infância com alguns colegas de colégio, um ambiente aparentemente idílico. À medida que alguns episódios do passado são desvendados, a narrativa ganha uma dimensão distópica. No fim da leitura, é legítimo que nos sintamos compelidos a arrumar o livro na estante de ficção científica da nossa biblioteca. Um livro intrigante, que se lê de um fôlego, sobre o que significa ser humano. COMPRO NA WOOK! »

O Imoralista

de André Gide

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898872838
Editor: E-primatur
Data de Lançamento: fevereiro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 198 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898872838

SOBRE O AUTOR

André Gide

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1947

André Gide (1869-1951) é um dos escritores franceses mais importantes do século XX. Nascido no seio de uma família francesa protestante, Gide cresceu e foi educado sobretudo na Normandia, num grande isolamento social. Desde cedo começou a escrever, tendo publicado o seu primeiro romance em 1891.
Numa viagem ao Norte de África, foi surpreendido por um mundo de liberdade que, dada a sua educação, nunca antes imaginara, acabando por admitir a sua atração pelos corpos saudáveis de rapazes jovens.
Gide travou conhecimento com Oscar Wilde em Paris, em 1895. O autor de O Retrato de Dorian Gray julgou que lhe tinha revelado a sua homossexualidade, mas a avaliar pelos diários do escritor francês sabemos que nessa altura já tinha plena consciência da sua condição. O drama de Gide era, pois, a conciliação entre a sua rigorosa educação protestante com uma liberdade que sentia necessária para assumir a sua sexualidade.
Apesar de ser casado, Gide envolveu-se com um jovem e ambos fugiram para Inglaterra, o que lhe trouxe críticas tanto da França católica, como da França protestante. E se é certo que a sua obra é admirada e tem uma clara influência na formação de jovens escritores como Camus ou Sartre, sempre que Gide abordou a sua orientação sexual, a crítica com afinidades católicas e protestantes não lhe deu tréguas.
Como tradutor, introduziu as obras de Joseph Conrad em França. A sua atividade de crítico e escritor foi contínua, mas acrescentou-lhe uma vertente de defesa dos Direitos Humanos da qual é pioneiro. Por um breve período foi simpatizante dos ideais comunistas, mas, convidado a visitar e a discursar na União Soviética, regressou desiludido com a censura dos seus discursos e o estado geral da cultura no país.
Em 1939 tornou-se o primeiro escritor vivo a ser incluído na famosa coleção Bibliothèque de La Pléiade. Em 1947, recebeu o Nobel de Literatura.
Morreu em 1951. Um ano depois, a Igreja Católica Romana colocou as suas obras no Index Prohibitorum.
A ficção de Gide e os seus escritos autobiográficos estão traduzidos em mais de 40 línguas e o autor é hoje reconhecido não apenas pelo seu génio literário, mas também como uma das primeiras personalidades a assumirem a sua homossexualidade, discutindo abertamente a sua posição com a moralidade vigente.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU